domingo, 17 de janeiro de 2010

Mais um.


Isto de termos subscrito o cartão "Sábado" tem que se lhe diga. À conta de irmos os dois ao cinema pelo preço de um, temos ido pelo menos uma vez por semana. Nos últimos 8 dias, fomos três (!!!). A única coisa chata é que já não posso ouvir a Vodafone Sound Experience, aquela em que cai o avião, o senhor salva-se de uma morte certa por afogamento e vai parar a uma ilha tipo a do Lost, mas com canibais, e depois a mulher acorda-o porque vai perder a hora do vôo. Já não há pachorra.

Mas voltando ao que interessa: o eleito de hoje foi o Ágora. Um parêntesis para dizer que fiquei fã de ir aos movies à hora de almoço. Éramos sete pessoas na sala.

Ora, eu gosto muito, muito do Alejandro Amenábar (destaco o Mar Adentro com o fabuloso Javier Bardem e Os Outros, que de tanto medo que tive me fez parar a digestão). O M. gosta muito, muito da Rachel Weisz (humpf, no comments). A escolha foi, portanto, rápida e pacífica.

O filme é muito bom. Impressionam-me aqueles cenários majestosos do Império Romano e do Antigo Egipto. A história é forte: o epicentro de toda a acção é uma mulher que é filósofa e astrónoma, uma mente brilhante e com voz activa num tempo em que as mulheres eram (tidas como) seres menores. A alvorada das teorias heliocentristas, 1000 anos antes das mesmas serem trazidas ao conhecimento público. O cristianismo como pensamento dogmático. A intolerância religiosa. Gostei. Muito.

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