quinta-feira, 4 de março de 2010

Hoje foi a minha vez...


... de ter um daqueles dias em que nada parece correr harmoniosamente.

Decidi ir à lavandaria antes do trabalho, buscar a roupa que lá tinha deixado. Descobri que uma das peças do M. tinha desaparecido. Depois de uma longa expedição da dona pelos fundos da loja, encontrou-a. Depois de um longo monólogo resmungão, paguei e vim embora.
Fui a uma empresa minha cliente. Como sempre, respondi a uma miríade de perguntas. A funcionária resmungou por eu ir de férias para a semana que vem. Nas palavras dela, estou "sempre de férias". O que é uma constatação fantástica, visto que tiro os mesmos 22 dias úteis que ela (ela se calhar até tira 25).
Entre umas duas ou três chamadas de gente em stress, com problemas para resolver ontem, dirijo-me para o meu escitório. Duas ruas antes de chegar, constato não ter trazido comigo a roupa da lavandaria, pela qual tanto resmunguei. Faço inversão de marcha e volto à lavandaria, literalmente do outro lado da cidade.
Na rua do meu escritório e nas ruas adjacentes não há um único lugar de estacionamento - eu conduzo um Smart. Dou três voltas ao quarteirão até descobrir uns centímetros de passeio para galgar. Felizmente, não fui multada.
Chego ao escritório a umas horas escabrosas. Tento ganhar terreno às tarefas agendadas para a manhã. Descubro que há greve - eu estou de greve às notícias na TV; tinha de me cair em cima algum dia. Greve: e eu com uma diligência com um arguido preso à tarde.
Depois do almoço vou para o tribunal. O segurança não deixa ninguém entrar. Argumento que o meu arguido é um preso preventivo - está "coberto" pelos serviços mínimos assegurados. O segurança diz para me vir embora "à confiança". O que faço às 14h45. 14h50: estou a estacionar o carro junto do escritório quando recebo chamada do tribunal a perguntar onde estou, estão à minha espera para a diligência em questão. Volto a entrar no carro e rumo ao tribunal. Rosno ao segurança e espeto mentalmente um alfinete no boneco voodoo dele. Chego ao 3º andar e dizem-me que ainda tenho de esperar pelo meu colega que está incontactável - eu tinha estado com ele há meia hora; foi mandado embora pelo segurança como eu.
Às 15h55 sou mandada embora porque ninguém conseguiu falar com o meu colega. O "meu" preso volta para o cárcere, onde deverá aguardar até 2ª feira para saber se vai ou não enfrentar uma pena de prisão e eu volto para o escritório, com a tarde a meio e com produtividade zero. Não, -1. E tenho de encontrar um colega que na 2ª feira me vá substituir.
Tenho um prazo que tem de ser cumprido hoje. Entretanto, mais um cliente liga com um assunto urgentíssimo, para ontem. Lá espremo uma hora para reunir com ele amanhã - quando a minha agenda já está completamente cheia. O meu cérebro já está a trabalhar a meio gás. Mas lá vou conseguindo redigir a gigante peça que tenho em mãos.
21h30. Fecho o estaminé. Vou para casa e para os braços do meu amor, que me espera com um tabuleiro de McDonald's e um beijo gostoso. E só neste momento é que consigo parar de dizer mentalmente "F*** my life" (roubei esta expressão daqui, mas hoje cabia-me na perfeição).

4 comentários:

Josefina disse...

Bolas que dia! Fiquei cansada só de ler! Agora descansa, relaxa e desfruta das férias! Ah e do fim de semana :)

Beijinhos*

Rita G. disse...

Que dia!! Ainda bem que em casa encontraste novamente a paz e um "colinho" gostoso:-) Bj

Marisa disse...

Ahh dias em que não se pode sair de casa, pois parece que nada corre bem. A proposito.. tambem tenho um smart :)

L de Leão disse...

Ufa..já passou! Espero que hoje esteja a ser um dia mais calminho.