quinta-feira, 20 de maio de 2010

E já que se fala em sexo...


... hoje ouvi uma coisa interessante, na rubrica da Antena3 "A Hora do Sexo". (Só um parêntesis para dizer que adooooooro o Quintino Aires, concordo quase sempre com as análises dele sobre sentimentos e relações, é moderno e nada preconceituoso em relação aos temas da sexualidade)
Uma rapariga escreveu-lhes com uma questão que se relacionava com o facto de estar interessada num rapaz, mas achava que ele se queria envolver fisicamente com ela e ela, em vez disso, pretendia um relacionamento primeiro e só depois dar azo a um envolvimento físico.
O Quintino e a Raquel Bulha conversaram uns minutos sobre esse assunto, e a análise do Quintino foi que não existe mal nenhum em começar um relacionamento pelo envolvimento físico, deixando-o desenvolver, ou não, para sentimentos mais sólidos, para um namoro.
Atenção: ele não quis dizer que se deve ser promíscuo e dar asas a todos os impulsos que a libido ditar. Apenas considerou que muitas vezes as relações começam - por força das restrições morais - por uma espécie de abstinência, em que as pessoas impõem não "ultrapassar determinados limites até x altura", tentando vincular a outra parte a um relacionamento formal para depois deixarem a parte física adquirir o seu lugar. Na opinião do psicólogo, muitas vezes este procedimento acaba por minar o relacionamento mais do que ajudá-lo a progredir, porque quando as pessoas chegam à parte física acabam por não se identificar e nessa vertente acaba por surgir o desinteresse de uma das partes (mais frequentemente da parte da mulher), que passa por ter pouca apetência sexual, etc.

Ora, eu apesar de não retirar alguma razão a esta argumentação - pode acontecer, como é óbvio - e de não ser radical nem preconceituosa de forma alguma quanto ao relacionamento carnal entre as pessoas (porque acho que muitas vezes a atracção física é mesmo o catalisador de tudo), também entendo que o contrário é igualmente válido. Verifico que, a grande maioria das vezes, nos relacionamentos acaba por existir uma perda de interesse ou motivação no que se refere à vida íntima do casal por parte da mulher, porque emocionalmente e psicologicamente não está a ser estimulada. Ou seja, porque se desapaixonou, sem o saber e aos pouquinhos, pela pessoa com quem está, porque a pessoa não a estimula com os gestos de amor ou com a química psicológica que havia no início... E eu acho que, nas mulheres, quando isto não funciona, o resto também não funciona.
Não sou fechada ao facto de uma relação ter início pela parte física e depois se desenvolver naturalmente para outras emoções e outros apelos; mas também não sou avessa à constatação de que, muitas vezes, se o parceiro não for de facto a pessoa por quem (pensamos que) nos apaixonamos, se se perder a tal química, o resto - que é uma parte fundamental de qualquer relação - vai por água abaixo.
É um tema interessante, não é?

7 comentários:

Charlie ' disse...

sim, mas eu nunca seria capaz de tal coisa se fosse solteira e se quisesse um relacionamento :/

Girl in the Clouds disse...

Gosto de ouvir esse programa!
Cada caso é um caso, mas sem química é difícil de manter um relacionamento!

Leana disse...

A minha história com o R. começou por uma atracção física, puramente carnal! O amor veio depois, aos pouquinhos foi-se instalando,e quando demos por ela, já não conseguíamos viver um sem o outro!

E vivemos apaixonados um pelo outro há mais de 7 anos :)

Bjinhosss

Mi disse...

Mas acho que ele tem muita razão. Podemos identificar-nos muito emocionalmente com uma pessoa, mas se quando chega à hora da parte física e não existe aquela química sexual, acaba por não resultar...
kiss

Queen of Hearts disse...

Leana, a minha história é parecida com a tua. Mas mais recente... :)
Beijinhos a todas

Su (Glamour In Stiletttos) disse...

Acho que qualquer opção é válida, mas concordo quando dizes que para uma mulher se a parte emocional não funcionar nada mais funciona. Acho que faz parte da nossa complexidade.

No fim de contas cada caso é um caso e o que importa é haver sintonia entre os 2.

Olhos Dourados disse...

Pois, cada caso é um caso. Mas também sou da opinião que a mulher dá mais importancia à parte emocional, que se para ela não funcionar, mais nada pode funcionar.