quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Diz-me tu, Personare.


Quem me conhece sabe que eu tenho uma paixão pelos esoterismos desta vida. Gosto muito de Tarot, gosto muito de terapias alternativas, e gosto particularmente de astrologia. Sempre gostei, é uma curiosidade que me acompanha há muitos anos.

Há quem diga que não "acredita" na astrologia. Para mim, não se trata de uma questão de fé. Como o próprio sufixo da palavra (-logia) o indica, trata-se de um estudo, de uma ciência, um conhecimento. Assenta em bases científicas, portanto não vejo onde se possa tratar de uma questão de fé ou crença.

Outra coisa bem diferente é não ligar, ou não dar importância, aos horóscopos que vêm nas revistas e jornais. Por norma, estes, se feitos com rigor, são tão genéricos que se aplicam a todos e a ninguém em particular. Mas duvido que haja sequer algum rigor inerente àquilo.

Pela minha parte, senti-me enriquecida quando fiz o meu mapa astral. Acho que me identifiquei, me reconheci de tal forma naquilo que li, que calcificou por completo o interesse que já vinha desenvolvendo.

Obviamente que não se pode conceber que todos os Carneiros tenham exactamente as mesmas características, ou todos os Leões sejam exactamente iguais, porque assim seríamos todos rectilíneos e uns clones dos restantes nativos do mesmo mês.

É isso que o mapa ajuda a clarificar. Explica todas as vertentes do nosso ser, porque cada planeta corresponde a um elemento da nossa personalidade, e cada casa e signo têm o seu papel específico também. Foi assim que fiquei a saber que, além de ser Escorpião e ter o meu ascendente em Caranguejo (o que já sabia na altura), tenho Lua em Virgem, Vénus em Capricórnio, Mercúrio em Escorpião... enfim, vários detalhes que, todos juntos, compõem o patchwork da minha personalidade. Assim, é mais fácil rendermo-nos à astrologia enquanto estudo da nossa personalidade através da influência dos astros no momento do nosso nascimento.

Quanto às previsões... ainda sou muito céptica. Mas tenho uma alternativa que prefiro, os trânsitos astrológicos. Um site brasileiro (que considero um espectáculo: www.personare.com.br) fornece-me, quase diariamente, os meus trânsitos astrológicos. O que são eles? Não mais do que a movimentação dos astros na minha carta ou mapa, o que provoca determinadas reacções: abertura a influências do exterior, momentos de recolhimento ou de extroversão, propensão para a objectividade ou para a "neura", bom momento para a motivação, negócios/trabalho ou afins, ou momento de aproveitar os prazeres da vida. O certo é que os meus trânsitos espelham sempre, ou quase sempre, o momento que esteja a atravessar. E antes que digam alguma coisa, eu até costumo lê-los ao final do dia, para que não sejam eles a influenciar-me a mim.

Tudo isto para dizer: supostamente estou num trânsito de grande recolhimento, interiorização, atenção às minhas necessidades emocionais, nada de atribulações e muita agitação social. Corro até o risco de a minha energia vital se esvair um bocadinho e deixar-me mais frágil a doenças e achaques. E é engraçado que, momentos antes de o ter lido, estava mesmo a pensar que hoje ir à minha aula de dança vai ser como arrancar as unhas uma a uma. Uma tortura. Estou que parece que fui atropelada por um rolo compressor. Quod facere, Domine, quod facere?

2 comentários:

Carla Maia disse...

Também eu nutro o mesmo fascinio pela astrologia. E sem dúvida o Personare, em vez de apontar para o fatalismo das previsões astrológicas, fala em direcções e influências, que podemos controlar e contornar. Sem dúvida, uma óptima dica...

Olhos Dourados disse...

Eu nunca me acreditei nessas coisas, e agora fui ver a esse site só por curiosidade e de maneiras que me assustei um bocadinho porque encaixa que nem uma luva.