quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Já descobri para onde caminho

Na Elle de Março li uma matéria que me deixou muito, muito interessada. A nova corrente social é o neofrugalismo. E eu de imediato me identifiquei!

"Viver com menos. Aprender a consumir. Centrar-se no essencial. Ganhar uma simplicidade consciente. Respeitar a Terra. Ter menos coisas e obter mais bem-estar. Em suma, ser frugal."

"'Ser frugal significa ser uma pessoa que valoriza aquilo que tem, que não desperdiça os seus recursos materiais, independentemente da quantidade e, acima de tudo, da qualidade. Significa dar valor àquilo que já se possui, procurando extrair o máximo de utilidade das coisas ao seu redor.' A arte da frugalidade é isso mesmo.A possibilidade de ser feliz nas áreas que consideramos mais importantes, sem ficarmos insatisfeitas."

Não podia estar em maior concordância com esta teoria. Já há algum tempo que tento direccionar a minha vida para este conceito, simplesmente porque acho que, ao ser mais consciente e aprender a controlar o meu consumismo, vou criar um ciclo que só me vai trazer benesses. Exemplo: gasto menos - poupo mais - preciso de trabalhar menos horas "extra" - ganho tempo livre - ganho qualidade de vida, menos stress e ansiedade.

Claro que não sou extremista. E claro que entendo que cada pessoa terá a sua noção de prioridade. Sou perfeitamente a favor de ir jantar fora de quando em vez, de viajar o mais possível, e adoro os meus trapinhos, os meus acessórios, as minhas futilidades femininas. Não estou pronta para me transformar numa naturista, vestida de serapilheira, cheia de buço e pêlos nas pernas. Simplesmente, considero que o segredo está no equilíbrio. No saber racionar e saber escolher as nossas prioridades. Principalmente se o mal-estar generalizado ao nível económico nos afecta de alguma maneira.

E como é que esta tese se aplica aos trapinhos? Fácil. "Em tempo de crise, ter um certo número de peças que dialogam bem entre si, formando um todo harmonioso, versátil e equilibrado, é uma boa opção para quem quer cortar os gastos com novas peças que apenas reflectem a tendência vigente e não acrescentam muito ao estilo pessoal. E onde é que o neofrugalismo entra nessa história? Simples. Devemos assumir esta atitude frugalista como um sinónimo de minimalismo. Ter pouco mas bom. Ter com saber. Se compramos uma peça de roupa, há duas que saem do armário. E abolir a compra por impulso."

Em suma: "Desperdiçar menos, rentabilizar mais o tempo (saber cozinhar, ler mais, etc.). Ou seja, estar menos dependente, viver de acordo com as possibilidades e com a consciência de cada um. Conclusão, ter uma vida mais simples."

Espero que seja para lá que caminho. Para a qualidade de vida, a verdadeira.

7 comentários:

Sonhadora disse...

Ai ai... O problema é conseguir passar isso para a prática... A nível de roupa nós mulheres não conseguimos ter pouco, infelizmente...!!

Rita G. disse...

Adorei este post, concordo com tudo e acho que todos devemos fazer um esforço por ir por esse caminho. É de facto o mais saudável a todos os níveis. bj!

Louise disse...

Sim, também concordo com essa teoria e não apenas do ponto de vista material.

Nokas disse...

Ora aqui está algo que também me interessa...Gostei muito de ler! Deveria aprender a ser assim, sem dúvida!

vanessa disse...

este texto explica em parte a minha maneira de viver ou tentar viver.penso quase todos os dias sobre este tema e é realmente assim que me sinto feliz.atenção nem 8 nem 80, claro que é bom usufruirmos das nossas coisinhas que nos deixam felizes enquanto mulheres, mas para que isso reger a nossa vida? há tantas coisas melhores! se não te importares vou "roubar" partes do excerto da revista :)

Queen of Hearts disse...

Está à vontade, Vanessa! :)

veeny disse...

Sabes que me identifico muito com isto e acho que parte da felicidade passa mesmo por dar valor ao que temos e sermos felizes por isso!