segunda-feira, 9 de maio de 2011

E cada vez me sinto mais encorajada

Ainda não tive a oportunidade de ler o documento completo, mas as primeiras impressões com que fiquei são amplamente positivas. Como sempre sucede nestas alturas, não concordarei com tudo, mas parece-me um importante documento de orientação estratégica para a próxima década. Teria sido mais fácil apresentar um programa com vacuidades e vazio de ideias, como o PS fez. Mas a opção do PSD foi diferente. Os tempos não são fáceis, e é nestas alturas que é necessário arriscar, romper e inovar. É isso que o PSD se compromete a fazer, caso receba a confiança dos portugueses. A redução do papel do Estado e a criação de melhores condições aos privados para influenciar a vida económica é dos pilares do plano do PSD para o futuro de Portugal.

Entre as várias medidas concretas que são avançadas, muitas são coisas que há muitos anos defendo para o país. Um tema que me é muito caro é precisamente a alienação do papel do Estado na comunicação social. A venda da Lusa, da RDP e de um canal da RTP é o primeiro passo para o Estado deixar de ter presença efectiva nos media. O desaparecimento dos Governos Civis, essas instituições inúteis da organização do Estado, é outra das medidas que merece o meu aplauso. Tenho mais dúvidas sobre a redução de deputados, mas é uma discussão que pelo menos vale a pena ter. Outra das medidas emblemáticas é já anteriormente apregoada redução do Governo. Em tempos de crise, o exemplo terá de vir de cima. Não precisamos de um governo tão preenchido. A redução "drástica" do Estado paralelo (Fundações e Institutos) é uma medida urgente, que o PS nunca conseguiu concretizar. Terá de ser um governo PSD a faze-lo. Depois, o amplo plano de privatizações, que vai além do que foi acordado com a troika. Um projecto ambicioso mas fundamental para libertar o Estado de posições dominantes na economia. E por fim, os mecanismos de liberdade de escolha introduzidos na saúde e educação. Não se trata de acabar com o Estado Social, como a propaganda socrática tem vindo a difundir. Interessa sim servir os cidadãos da melhor forma possível, mantendo a protecção social de todos os que dela necessitam. O Estado precisa de ser mais pequeno, mais eficiente e melhor gerido. Esse é o compromisso do PSD.

Acredito que com as várias medidas que foram acordadas com as instituições estrangeiras, mais o programa do PSD, Portugal pode encontrar a luz ao fundo do túnel. Ninguém tem dúvidas que os próximos anos vão ser muito difíceis, mas a escolha é clara: mais do mesmo ou optar pela mudança. A escolha agora será dos eleitores.


Roubadinho ao 31 da Armada. Mais não poderia concordar. Continuo com a minha cautela de S. Tomé, mas para já continuo a gostar muito desta perspectiva. Finalmente se vê alguma proposta de mais e melhor.



2 comentários:

Karina sem acento disse...

Concordo plenamente. Já chega de tanto estado social, de tantas despesas inúteis, de tanta corrupção. Já chega de ouvir o primeiro-ministro dizer que foi "um bom acordo", com a troika; está na altura de se dizer "sim, foi um bom acordo, mas o que lá está há muito que é defendido pela oposição. É um bom acordo porque vai reduzir despesas, é um bom acordo porque nós, politicos também vamos sofrer com estas medidas!". É um bom acordo no sentido que é para pôr isto a mexer para frente. Vai ser díficil, mas é um acordo com visão para o futuro. E nunca ouvi o governo a dizer isto. Só os vejo a continuarem com o seu rol de mentiras, a deturparem tudo para parecer bonitinho para o lado deles.

Rita G. disse...

Gosto das propostas e realmente acho que é hora de mudar. Mais Sócrates não, por favor, já se viu bem qual é o caminho que ele deu ao nosso país...bj