sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma dúzia de álbuns que, antes dos meus 30, quase gastei de tanto ouvir de ponta a ponta mal lhes pus as gadanhas em cima

Não representa qualquer tipo de coincidência que a maioria destes álbuns tivessem aparecido na minha adolescência/early twenties...


[1970] Ainda não era nascida quando este álbum foi lançado, no entanto os The Doors foram a minha primeira paixão musical, explorada até ao tutano. Fascinava-me a personalidade e a escrita de Jim Morrison, aquela personalidade torturada e desviante de Rei Lagarto, a música diferente, com uma sonoridade totalmente distinta, inclusive dos seus contemporâneos. Tive todos os álbuns, todos os livros, todo o merchandising, incluindo uma fotografia dita revelada de um negativo original. Mas acho que não ouvi nenhum outro, tantas vezes como este. A minha preferida: You Make Me Real.


[1987] O meu primeiro álbum de eleição dos U2. Todas as músicas neste álbum eram (são) boas. A minha preferida: Running To Stand Still.


[1988] Tive de retirar um lugar a um outro artista para pôr aqui este segundo álbum U2, até porque estava em dúvida se não o teria passado ainda mais que o anterior. A minha preferida: Angel of Harlem ou All I Want Is You, não consigo escolher.


[1991]Nunca fui uma fã fervorosa dos Nirvana, à excepção deste álbum. A minha preferida: In Bloom.


[1991]Pearl Jam sim, continuou ao longo dos anos a fazer parte das minhas playlists. A minha preferida: Black.


[1993]O que eu suspirei com este álbum. E dancei. E abanei o esqueleto com as guitarradas. A minha preferida: Is There Any Love In Your Heart?


[1994] Uma descoberta tardia, mas uma paixão eterna. A minha preferida: Lover, You Should've Come Over.


[1995] Nunca um lingrinhas copo de leite imberbe me tinha provocado pensamentos impuros antes do Jarvis Cocker. A minha preferida: Underwear, ou I Spy, ou Pencil Skirt, ou Something Changed, ou Disco 2000... que tal todas?


[1995] A rebeldia neste álbum fez-me identificar naquela altura. A minha preferida: Your House (hidden track)


[1998]Nunca tinha sido a maior fã de música portuguesa. A partir deste álbum, comecei a perder determinados preconceitos (ou pré-conceitos). A minha preferida: difícil decidir. Talvez Breathe.


[2004] Foi assim um amor à primeira escutadela. A minha preferida: Bedshaped.


[2004] Nada a ver com o resto, eu sei. Talvez um pouco de comic relief no final? O que eu sei é que seria desonesta se não incluísse este álbum. Uma difícil mudança na minha vida acarretou uma fragilidade que esta música de alguma forma soube confortar. E nunca mais deixei de gostar deste álbum! Os que se seguiram... nem tanto, digamos assim. A minha preferida: Everytime I Look At You.

Oh pá avisem-me se estiver a ficar chata

Mas acho que descobri a receita para a cura da azia: uma bola de gelado (no caso, de meloa).

Ooooooooohhhhhhhhhhhh que sacrifício.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

E já se foram embora...

... o senhor da manutenção e 53 dos meus euros.

E estive meio dia de folga forçada

Não por causa da insónia, nem por nenhuma outra causa de gravidade. Mas porque tenho a máquina de lavar roupa avariada há duas semanas, e apenas ontem chegou a bendita peça que supostamente vai desencravar a minha vida doméstica.

Contudo, e como me marcaram a vinda da manutenção para esta manhã, mas sem marcar hora certa nem dar orçamento de rigorosamente nada, ah não sei se pode ser a primeira marcação da manhã, vou tentar mas não lhe garanto nada - bem à moda que se trabalha neste país, estou para aqui pronta e toda arranjadinha desde as 9h da manhã, à espera do querido do senhor que só chegou agora há coisa de 15 minutos. Uma manhã de trabalho pelo cano abaixo, e com tanto que fazer no office. Não hei-de ser uma stressada?

Enquanto isso...

... este que se diz meu marido, e que no fundo é 50% responsável por toda esta situação, está aqui ao lado a fazer inveja ao motor de um semi-reboque.
Vou mas é fazer chá de cidreira.

É quase uma da manhã...

E esta que vos escreve não prega olho. Eu sei que para muitos noctívagos a noite ainda é uma criança, mas eu 1/trabalho todos os dias, 2/ já não tenho 20 anos, 3/ estou indecentemente grávida. Mais fácil de cansar, mais sonolenta, mais susceptível em geral. E enquanto devia dormir MAIS do que antes, a verdade é que fico sempre a dever à banca no que respeita a horas de sono.

Hoje, a culpa é desta maldita azia que me obriga a estar sentada. Tenho a sensação de ter um mega bolo de comida alojado na parte alta do meu esófago, que me oprime o tórax e mo faz queimar e doer, o que é sem dúvida das sensações mais fascinantes que o ser humano pode experimentar. Já virei a casa do avesso, já bebi água da torneira, água com gás, já comi coisas secas e coisas doces a ver se neutralizava a bicha, e não, não tenho Kompensan, logo hoje que só precisava de uma dose pequenina, só para conseguir adormecer. Ainda estou a resistir ao chá de cidreira, só porque a minha temperatura corporal já roça a combustão espontânea e não precisa de mais ajuda.

Sim, eu já li a teoria toda no que concerne à azia, já sei o que devo e não devo fazer, mas às vezes a maldita é de uma manha tramada. Hoje passei o dia maravilhosamente, à noitinha fiz o meu Pilates, cheguei a casa com pouca fome e muita sede, toca a fazer uma pequena pirâmide; uma fatia de pão de sementes, um hamburger de soja sem gordurinha nenhuma por cima, umas fatias de ovo cozido e umas rodelitas de tomate. Para acabar, uma talhadita de melão. Et voilà, toma lá uma carrada de refluxo e mal-estar.

O que eu sei é que queria dormir e não posso. Aliás, às dez da noite já eu estava deserta por dormir, porque ontem a culpa foi do calor, esse outro tinhoso que se instalou nos meus dias. E os meus dias? Apatia e improdutividade, senhores. Valei-me!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Eu cá continuo a experimentar coisas boas




O Compal Essencial de banana é muito doce, mas eu achei delicioso.


O iogurte de côco da Continente Gourmet experimentei por sugestão... mas na minha opinião, até suplanta este.




28 week-report

É sempre uma emoção fazer a visita mensal ao meu G/O. Porque já sei que ele me vai pôr aquela coisa fria e viscosa na barriga e eu vou ver o meu escaravelhito a mexericar naquele ecrã. Porque já sei que ele me vai dizer se está tudo bem, e que bom! Está sempre tudo bem. Comigo e com ele. Pelo menos até agora, lagarto, lagarto, lagarto.

Às 28 semanas, acabadinhos de entrar no terceiro trimestre (cada vez mais perto da meta), fizemos a nossa visita ao nosso querido doutor. Entre outras coisas e outras conversas, fiquei a saber que:

1/ O meu piolho já não é assim tão piolho, visto que pesa cerca de 1,260 kg. O que significa que não é gordo, nem está magrito, hooray.

2/ Já leu o manual de instruções e, portanto, já se virou de cabecinha para baixo, como deve ser.

3/ É um pirralhinho da pior espécie, fez a vida negra ao doutor quando este lhe tentava tirar as medidas. Mesmo do contra, como o pai.

4/ O meu panículo abdominal (vão googlar, eu recuso-me a descodificar) mete respeito e faz com que a imagem do ecógrafo do doutor seja de muito fraca qualidade. Eu já lhe disse que o ecógrafo dele é que deve ser de muito fraca qualidade, mas ele insiste.

5/ Pelo menos, fiquei a saber que o meu panículo abdominal constitui uma verdadeira surpresa para o observador incauto, mas rapidamente constatável mediante exame táctil (beliscão no pneu).

6/ 8 kgs depois, fiquei a saber que, ao contrário da ideia que fazia, estou a aproximar-me da linha azul do gráfico, e não a afastar-me. Não perguntem, acreditem apenas que são boas notícias.

Aguarda-se com expectativa as cenas dos próximos capítulos - às 33 semanas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Coisas estranhas que chegaram com a gravidez #2

Perdi totalmente a vontade de me maquilhar. O que vale é que estou gravidamente resplandescente e não preciso de maquilhagem para nada. *cof, cof*

Sessão dupla




Perfeitos para o domingo à tarde.


sábado, 23 de julho de 2011

Creepy 27



Peace to her soul.

Coisas estranhas que chegaram com a gravidez

Perdi o entusiasmo por dançar.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Marianne

Ajudaste És a maior!!!!

:)))) Obrigadão!!

É patético o pouco que às vezes basta para me deixar feliz da vida ehehehe.

Tenho tanta pena...

... de ser uma info-excluída e não saber fazer nos meus posts aquela coisa de riscar aquilo que ups! não se quis dizer...

*pestaneja visivelmente numa tentativa de encantar/comover alguma alma caridosa a explicar-lhe o procedimento*

quinta-feira, 21 de julho de 2011

É hoje, Maria? É amanhã?

Sei que é por estes dias, a data e hora certos não são assim tão importantes. Importante é que tudo corra bem, que partas para esta nova etapa e este novo caminho com toda a vontade de o trilhar com a determinação e a força de sempre.

Dá notícias, sim Maria? Don't be a stranger. Cá te aguardamos na volta.

Qu'hórrore

Entre as miniaturas de Pastéis de Tentúgal e os cacahuetes fritos con miel ligeramente salados que tenho ali num saco a piscarem-me as vistinhas, estou com pouca concentração para a tarefa de suma importância que tenho à minha frente.

Apruma-te mulher que as coisas têm de chegar à festinha de logo à noite. E trabalha masé.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Inspirações para um futuro quartinho do meu babe




Todas as imagens retiradas da net.


Quando chegar a hora de lhe fazer o quartinho, provavelmente não sai nada disto, mas das (poucas) incursões curiosas que tenho feito, gostei destas imagens.

Edit: o 3º é um bocado rosinha demais para o meu pequeno macho... Mas gosto muito do (que julgo ser) papel de parede, da mobília e da corujinha.

E de repente... tudo muda...

No dia em que fiz o teste de gravidez e descobri que ia ser mãe dentro de 9 meses a sensação que tive foi de completa confusão mental. Na altura que olhei para o teste com duas tirinhas assinaladas (e nem 15 segundos tinham passado desde que o tinha acabado de fazer), perguntei ao meu marido para se certificar que de facto aquele sinal confirmava a minha certeza: Estava grávida!
Estremunhada ainda, preparei-me rapidamente para ir trabalhar, sem olhar para o relógio, ver se a roupa estava bem conjugada, se estava bem maquilhada ou penteada. No caminho flutuava, mas sentia-me igual, não havia nada em mim que o referisse, nem sequer o meu corpo apresentava qualquer mudança, e depois na rua ninguém olhava para mim de forma diferente, mas eu sentia que, a partir deste momento tudo iria mudar.
Sinto medo, dúvidas, um misto de alegria e receio. A barriga cresce todos os dias e em breve mais uma mulher vai nascer, e sim ela mexe-se cá dentro, com uma energia que espero conseguir acompanhar quando formos duas forças independentes.
Sei que seremos mais, duas personalidades, duas forças que nunca se irão anulam mas se completarão, pois ser mãe é apenas um dos muitos talentos que tenho enquanto mulher, profissional, desportista, escritora e tudo aquilo que o futuro me reservar. É por saber isso que procurarei sempre mostrar-lhe que, desde cedo, deve ter orgulho em mostrar-se ao mundo como mulher, primeiro de meias, botinhas, pantufas, sapatos ergonómicos ou ortopédicos, rasos e um dia de saltos altos.
Não sei se será mais aguerrida ou medrosa, se corajosa, romântica ou aventureira, mas espero que conte sempre comigo para a apoiar no momento de encontrar o caminho dela, seja este fácil ou difícil, porque acima de tudo somos duas forças, que não se anulam nem se atropelam, mas se completam.
É desta forma que há mais de 30 anos construo o meu caminho, apoiado em pilares de uma grande mulher, aquela que desde sempre me ensinou que somos o que fazemos, e como nos damos aos outros.
Repito, para crescer temos de sabê-lo fazer passo a passo, com botinhas, depois com sapatos ergonómicos, rasos, e só depois de salto alto, com força, elegância, humildade e claro... muita coragem, pois ser mulher é ter o poder de gerar, ser uma espécie de moleiro, que cria, modela, coze e depois fica feliz quando a peça segue o seu caminho.


Sofia Rijo, in Expresso

No dia em que fazemos 27 semanas, é oportuno partilhar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Weekend movie

Entreteve-me muito bem.

A que soa...

... uma relvinha verdejante, um ambiente interessante, bons amigos, do melhor, aguinha fresca, wraps e frango de churrasco, queques de maçã e bolo de chocolate, frutinha fresca, risos de bebé e pontapés na barriga?

Tarde de domingo. Daquelas mêmo boas.

domingo, 17 de julho de 2011

E para terminar com chave de ouro

Um repost. Deste hip-hop com o Alex e o Twitch. Ainda fico de queixo caído ao ver um bailarino clássico dançar como se nunca tivesse vivido noutro sítio, a não ser in da hood.

If you can't beat them, join them. :)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Uma coreografia de grupo

Com uma atmosfera de fantasia. Tudo o que ela faz é mágico.

Daqueles clichés que acertam sempre em cheio

Os desafios na vida não surgem por acaso, por mais que pareçam acidentes ou coincidências. Chegam apenas quando está pronto para eles. Não quando está pronto a ser esmagado, mas quando está pronto para crescer, ultrapassar, e ser mais do que era antes de eles chegarem.

Mike Dooley

terça-feira, 12 de julho de 2011

Yay!


Nem acredito que posso incorporar um vídeo. Hip-hop sobre amores desequilibrados, de homens adúlteros, da dor de ser traída.

domingo, 10 de julho de 2011

Dance.

Já toda a gente que anda por aqui deve ter topado a minha paixão pela dança e pelo programa So You Think You Can Dance, cuja versão americana sigo religiosamente. A season 7 acabou esta sexta-feira e, apesar de não ter sido a que mais me cativou, por diversos motivos, teve momentos sublimes de dança em variadas coreografias.

Espero que tenham a paciência de as ver, porque eu vou partilhar as minhas preferidas da temporada 7 ao longo desta semana. Em jeito de homenagem. E porque gosto sempre de as rever enquanto não tenho acesso a mais uma barrigada de novos SYTYCD.

E aqui vai a primeira. Infelizmente, não consigo incorporar estes vídeos do SYTYCD, o que sem dúvida tornaria mais interessante a dinâmica do post. Deixo-vos o link para este hip-hop do faroeste. Muito divertido.

sábado, 9 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Um dos primeiros passos (no pun intended) nos quais eu tinha esperança

Ministros deixam de ter direito a carro para uso pessoal ou fora da agenda oficial, acabam os cartões de crédito para despesas de representação e passa a haver limites salariais para os requisitados.
Passos Coelho decidiu acabar com as regalias nos ministérios. O primeiro-ministro (PM) quer que seja o Governo a dar o exemplo e vai cortar a eito nas despesas dos vários gabinetes.

Assim, proibiu os ministros e todos os membros do Governo de usarem viaturas oficiais ao fim-de-semana ou nas deslocações pessoais – aliás, o próprio chefe do Governo compromete-se a usar o seu carro pessoal sempre que não estejam em causa deslocações no âmbito do cumprimento da sua agenda oficial de primeiro-ministro.

Os onze ministros de Passos Coelho – bem como todos os outros membros dos respectivos gabinetes – deixam também de ter direito ao uso de cartão de crédito para pagamento de despesas de representação.

No âmbito da política de contenção e de austeridade imposta no interior do próprio Governo – «Para dar o exemplo, porque este tem de vir sempre de cima», nas palavras de um governante –, Passos Coelho deu também orientações expressas para limitar as nomeações ao estritamente necessários e estabelece limites salariais para os requisitados.

O SOL apurou que, segundo as novas regras, um requisitado que opte por manter o salário de origem só poderá fazê-lo se este não ultrapassar em mais de 50% o vencimento correspondente ao cargo que vai ocupar – ou seja, um requisitado que receba 3.000 euros no lugar de origem só poderá continuar a receber essa quantia caso o vencimento correspondente ao lugar para o qual foi convidado não seja inferior a 2.000 euros.

Qualquer excepção pontual terá obrigatoriamente de ser autorizada pelo próprio primeiro-ministro, estando os ministros inibidos de tal poder.


Porque o exemplo, e a atitude, significam sempre qualquer coisa.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Fiquei fã


Não sei se são iogurtes, se sobremesas lácteas, ou lá o que são... São uma delícia. Provei os que me deram no Continente (natural sem açúcar e côco), e gostei de ambos, mas digo já que o de côco... com pedacinhos do mesmo... é o delírio nas bancadas. Nem quero saber quantas calorias aquilo terá. É a repetir.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Eu até nem sou nada de festivais de Verão...

... ou de concertos em geral, for that matter, mas não confesso o que dava para ver o Jarvis Cocker e seus bambini live at Paredes de Coura este ano. Até o meu babe se põe logo a abanar o pequeno esqueleto aos primeiros acordes.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O lado B

A gravidez, como tudo nesta vida, tem o seu lado B. Até agora, sei que tenho sido uma verdadeira privilegiada. Nunca enjoei nem tive náuseas. Quando muito, tenho fome mais vezes. Nunca me incharam as extremidades (excepto, ao que dizem, o nariz - WTF?). Bom, as extremidades dos membros, vá. Quando muito, sinto as pernas cansadas, o que é normal. Por enquanto, não tenho diabetes, não tive nenhuma intoxicação alimentar, não contraí nenhum vírus maldito, não tive infecções de espécie alguma, engordei 1 kg por mês, não virei chorona por tudo e por nada, não tenho achaques de grande relevo, não me privei de comer tudo e mais alguma coisa, embora sempre com a devida precaução. Em suma, na generalidade, a vida de grávida corre-me bem.

No entanto, todo este bem-estar e bem-aventurança têm um lado B que se manifesta pela calada. Qual é o meu lado B? Subdivide-se em 4 aspectos:

1/ O cansaço. Estou sempre cansada. Níveis de energia lá no fundo do poço. O calor não ajuda. O facto de não ter uma única noite de sono sem interrupções desde o início da gravidez também não. Assim sendo, reservo-me em qualquer circunstância o direito de adormecer a meio do Transformers 3 a que o meu nerdy hubby assistia deliciado, ou de desatar a babar mal encosto a cabeça na almofada.

2/ O mau humor. Pois é, não choro mais, não rio mais, mas resmungo mais. A minha paciência anda pelas ruas da amargura, e eu francamente estou-me nas tintas - só por mais uns mesitos, prometo.

3/ O ronco. Eu, a epítome do soninho silencioso, que adormecia e acordava na mesma posição. A ressonar como uma porquinha. Consta-se.

4/ As arritmias. Esta é a pior faixa do lado B da minha gravidez. Detesto, detesto, detesto. É insuportável passar o dia todo a sentir o fluxo sanguíneo aos pulos e pinotes nas artérias, sentir que a máquina não bombeia em condições normais. É mesmo aflitivo. Mas... não é anormal. Logo, nada a fazer. Ainda assim - era o único sintoma que dispensaria de todo.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Na minha mesinha de cabeceira (#21)


Quem me conhece sabe que, ao contrário de muita gente, detesto acumular leituras. Gosto de seguir uma história com interesse, sentir-me absorvida integralmente por aquela narrativa, e apenas quando ela termina, e eu tenho oportunidade de a ter saboreado por inteiro e reflectir no(s) seu(s) sentido(s), é que me atrevo a começar outra.

No entanto, durante as minhas miniférias, tomei a inédita decisão de interromper "O Jogo do Anjo" e começar outra leitura. O motivo? O mais herético possível. Era muito pesado para transportar back and forth de casa para a praia e de praia para casa. Vida difícil, eu sei. Tenham pena de uma pobre grávida.

Assim comecei "A Trilogia de Nova Iorque", pela mão de Paul Auster. Mão estranha, mas algo fascinante. Até agora, estou a gostar.