terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ora as férias, as férias...

... foram setenta por cento daquilo que eu precisava.

Houve preguiça, houve três horinhas de praia por dia - repartidas entre manhã e tarde -, o suficiente para me deixar menos big white whale e mais lontrinha dourada, houve muita lavagem e passagem a ferro de minúsculas pecinhas de roupa, o suficiente para me deixar as costas num oito em apenas um dia, houve muito peixinho fresco e algum marisco, houve muita brincadeira com o lambuzador oficial de pessoas que habita com os meus pais, houve excelentes momentos de convívio, e houve alguma percentagem de desligamento do mundo profissional.

Houve lágrimas sufocadas e vertidas, e houve a (re-)confirmação de que às vezes, por mais que amemos uma pessoa, isso não é suficiente para que a nossa vivência em comum seja harmoniosa.

Houve Kompensan. Muito.
Não houve quase leitura nenhuma - decididamente não ando para aí virada e mantenho o mesmo cadastro vergonhoso de livros por terminar; só me entusiasmei com o livro sobre amamentação, muito bom - , não houve caminhadas nenhumas na orla do mar e já agora nem exercício de qualquer forma ou feitio. A parte positiva é que também não houve muitos gelados. Mas, já que me torcem o braço, brutos pá, a ser verdadeira, houve pampilhos, houve amêijoas à Bulhão Pato, houve muito leitinho com Ovomaltine, muito pãozinho, queijinho e salmão fumado, muita batata frita, alguns refrigerantes. Afinal, estava de férias...

Para fim de conversa, o saldo são 3 kgs a mais em relação ao mês passado. Em minha defesa, só este texuguinho adorado que aqui habita aumentou 1,250 kgs, pelo que o aspecto insuflado do meu rabo e das minhas coxas não passa de... mera ilusão óptica?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

I'm...

... baaaaaaaaack....

Later!


domingo, 21 de agosto de 2011

Uma pausa na pausa

Para divulgar este site. Para quem ande à procura de um amiguito de quatro patas para lhe fazer companhia.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

And... we're off!

De partida para o sítio do costume, lugar familiar, onde já nos esperam os meus. Os nossos. Para fazer muito disto

espero que muito disto
e, com alguma sorte, um pouco disto também.
Ler muito, lavar, passar e embalar mini-roupinhas para arrumar no regresso a casa, comer peixinho e marisco frescos, brincar com o meu babão de quatro patas, agora nunca estou com ele e preciso de matar saudades, dar caminhadas na orla do mar, comer gelados, rever amigas e amigos, desligar do frenesim. Grandes planos. Pensei que nunca mais chegava o dia.
Até ao meu regresso, se não nos virmos antes.

Os meus companheirinhos estas férias

 O livro técnico do momento.
 Comecei, mas não terminei. *Shame...*
 Comecei, mas não terminei. *on...*
Comecei, mas não terminei. *...me*
Missão: recomeçar e terminar os livros já encetados. Se há coisa que detesto é uma tarefa inacabada.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Movie of the day

Fui ver. Marido grande fã de BD, especialmente Marvel (nerdy hubby, love him dearly). Surpreendentemente, gostei. Sim, all-American type of thing, super-heróis e tal, música épica em crescendo nos momentos chave, coisas incríveis a acontecer a cada 30 segundos - mas a verdade é que gostei. Foi mesmo divertido.

My fellow cat owners

A minha gata já aderiu às águas com sabores. E os vossos?

A sério. Sempre que tenho algo dentro da pia da cozinha, por exemplo, uma tigela que vou lavar daí a pouco,e onde ponho alguma água para amolecer os resíduos, lá vai ela beber a água. A bicha está completamente viciada em estar constantemente dentro da pia da cozinha, e farta-se de lamber a água que por lá apanha, de preferência em loiça por lavar.

Será um comportamento normal? Não me parece, o vício é recente. Será que ela tem "nojo" de partilhar a água com o Sushi? Não percebo, mas não gosto deste comportamento dela.

domingo, 14 de agosto de 2011

Quanto mais perto se está, mais custa a lá chegar

Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira. Terça-feira.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sabemos que precisamos de parar de asneirar...

... quando, além do senhor dos CTT, ouvimos de outra pessoa no mesmo dia "Êba, cê tá REDONDA! É que nem é só barriguinha, é por todo lado mesmo! Minha filha, vem ver ela aqui, cê lembra quando cê tava grávida que era só barriguinha? Olha aqui ela tá REDONDA!".

*fumo a sair pelas minhas orelhas*

É por essas e por outras que nem me tenho aproximado da balança.

Atendimento prioritário

O atendimento prioritário nos vários locais públicos é uma bela treta e há-de dar um post com selo de qualidade, quando eu tiver um bocadinho mais de tempo.

Por enquanto, apenas comento o dos CTT. Antes de mais, convém esclarecer que nas maquininhas de tirar senhas dos CTT diz claramente "atendimento prioritário nos termos do art..." não sei das quantas, não fixei, suponho que do DL 135/99. No entanto, não existem senhas próprias para o atendimento prioritário.
Ontem ditou o acaso que fosse duas vezes aos CTT, a duas estações diferentes. Na primeira, e como já estou "queimada" nestas coisas, deixei-me estar quietinha com a minha senha na mão (afinal não havia assim tanta gente para atender), mas bem visível aos funcionários no atendimento. Passado um minutinho, um senhor desata a fazer-me sinalefas "venha, venha, a senhora tem prioridade, é já atendida", e acto contínuo entra um senhor de muletas que é imediatamente chamado para ser atendido a seguir a mim.
Na segunda, na Loja do Cidadão, com 25 pessoas à minha frente, tentei usar da mesma estratégia. Toda contente, vi um dos funcionários a olhar para mim e pensei "boa, a seguir vai chamar-me". E chamou, com o dedo no botão, 25 senhas depois. Eu, que estava zen e tranquila como [agora] tento, estive na converseta com ele enquanto me atendeu, mas no fim perguntei "olhe, aqui na Loja do Cidadão fazem atendimento prioritário? É que diz ali na maquininha...". Resposta "sim, mas a senhora não requisitou". E eu "?". E ele "sim sim, a senhora tem de tirar a senha da sua vez e depois dirigir-se ao balcão a dizer que pretende o atendimento prioritário".*
E agora? A lei não especifica propriamente se tem de ser o utente/interessado a solicitar o atendimento com preferência, ou se são os serviços quem o tem de prestar, independentemente de solicitação. Se na mesma casa não há quem se entenda, ou pelo menos passam mixed signals, quem há-de saber do lado de cá?...

*esta conversa termina assim: "Mas sabe, os senhores podiam ter alguma atenção e chamar, porque há sempre pessoas que não gostam e reclamam connosco. Como é uma obrigação vossa dar prioridade no atendimento..." "COM ESSA BARRIGA?!?! Não se preocupe, ninguém vai estranhar."

Antes de sair de casa...

... fui despedir-me dos meus gatos - sim, eu faço isso - e o cenário com que me deparei foi: uma gata a dormir na fruteira (vazia, vá lá), um gato a dormir no cesto da roupa dobradinha para passar. Não hei-de eu ter pêlo por todos os cantos da casa.

Depois...

... de um balde de salada e um delicioso refresco de groselha, eis que estou prontinha para uma bela de uma sesta.


Na verdade, tenho uma tarde de trabalho e uma secretária selvaticamente desarrumada pela frente, mas ainda não se paga imposto por sonhar.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Senhores da Go Natural

Eu sei que os senhores só franchisam para o estrangeiro, e acho uma pena, pois que já estava a pensar em aplicar todas as minhas forças a fazer campanha para que um conterrâneo qualquer meu se candidatasse a uma lojinha vossa.

Posta essa impossibilidade, para quando uma loja em Braga? Não fazem os senhores ideia do quão me faz falta a vossa companhia cá no burgo. Já não se pode com a (falta de) qualidade de Vitaminas e congéneres, qual das congéneres a imitação mais rascúnfia. O atendimento anda pelas horas da morte, o camarão é racionado como se os bichinhos estivessem em vias de extinção, o salmão fumado é do barrrrrrrrato, barrrrrrratinho, os sumos naturais cada vez me parecem menos naturais e mais adoçados artificialmente, as alfaces todas velhas e carcomidas, the list is endless. E lamento muito a minha voz crítica, mas quem anda à chuva molha-se, e o comércio é mesmo assim - há quem vá ser bem atendido, e mal atendido, há quem vá gostar do serviço e há quem não vá gostar. E acontece invariavelmente a quem até começa bem, mas quando a novidade passa, se começa a dormir na forma.

Senhores da Go Natural, escutem o meu apelo. Só os senhores até hoje não me desiludiram, até ao meu M. conquistaram, ainda que não tanto pelas opções saudáveis como pelos vossos brownies. Pliiiiiiiize. Venham. Pliiiiiiiize.

Eu que gostava tanto do meu Budita a piscar o olho...

... tive de o mudar, porque - VÁ-SE LÁ SABER POR QUÊ, já desisti de perceber qualquer coisa relacionada com o blogger, não tenho tempo para isto e já estive mais longe de contactar os senhores do sapo - não consigo pôr aplicações de lado e ficava uma faixa preta muito grande (mariquices minhas). Este tema também tem a ver comigo, já que adoro a Cidade Luz.

Ah! E graças à minha querida Susana, penso que o problema ficou resolvido... Tentem lá nos vossos Chrome, FF, ..., deixar comentário (quando vou aprouver, claro!).

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Eu até nem tenho nada contra...

... a senhora, nem contra a música, nem contra a poesia em geral, pelo contrário. Até engraço. Mas gostava de saber que coisa ela estaria a fumar pensar quando escreveu "eu não volto a jogar à cabra cega com usted".

Terá sido...

... o leite achocolatado que bebi por cima daquele pêssego que me deixou assim mal disposta? Hummmm.

Depois disto tudo...

... e que ainda não acabou propriamente...
Só tenho uma coisa a acrescentar: viva a Macintosh.

Alto!

Graças à Susana, que plantou no meu pequeno cérebro a semente da desconfiança (já te mando mensagem), descubro agora que através do Firefox tenho aquele problema, mas através do Internet Explorer consigo comentar, etc.

Só me resta saber por quê, e o que raio aconteceu no Firefox.

Desisto

Não consigo perceber por que é que nem eu própria consigo comentar as minhas mensagens. Já dei voltas e voltas às definições, já alterei, já voltei atrás, já não sei para onde me hei-de virar mais. Pior, isto ficou assim sem eu ter feito nada. Faz-me pensar se andará por aí mão alheia (ou sou eu que sou paranóica).

Em desespero de causa, ajudem-me se souberem... Tem é de ser por mail, duvido que consigam comentar aqui. Perfil lá no fundo da página.

What the hell...

Não sei que raio se passa com este blog, mas algo se passa de certeza. A configuração da página toda trocada, não consigo clicar em comentar, já recebi feedback de outras pessoas que não conseguem comentar... E eu não mexi em rigorosamente nada!

Algum/a blogger mais experiente tem alguma ideia? Entretanto, vou à descoberta, ver se a coisa se compõe...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Desejos de grávida

Honestamente, acredito que são um mito. Ao longo destes 7 meses quase completos, nunca tive um desejo de algo muito específico, muito menos de algo estranho. Apeteceu-me sushi, que me fui tentando conter de comer por precaução de possíveis intoxicações alimentares, apeteceu-me marisco, pelas mesmíssimas razões, apeteceu-me feijão, apeteceu-me pizza, apeteceu-me doce em algumas fases e salgado noutras. Tudo normal. Já me acontecia antes de ter engravidado.

Bom, não estou a ser totalmente sincera. Há uma coisa que me apetece bastante desde que começou o calor - embora não qualifique esse apetite como desejo de grávida. Mais talvez um apetite que tenho porque sei que é um no-no. Às tantas se fosse perfeitamente livre de consumir, não era tão forte esta vontade. Mas não sei. Ainda para mais com este calor. Com os petiscos. Com os convívios.




Nem quero saber se pareço alcoólatra, nem se é politicamente incorrecto dizê-lo. Não se pode, não se faz. Mas se me apetece?... ... ... ...

Possuída que estou

Crente como sempre, achava eu que trabalhar durante o mês de Agosto me ia garantir um lugarzito de estacionamento aqui pertinho do workplace. Convém esclarecer que eu trabalho no centro do centro da minha cidade, daí todos os dias ser uma maratona para encontrar um lugar de estacionamento - não pago, que eu abomino parques e suas amigas avenças, o meu dinheiro custa-me a ganhar e esvai-se-me entre os dedos - que não implique andar mais de um km. Ainda para mais agora, com esta "mala" que carrego na dianteira.

Sucede porém que, como sempre, me encontrava redondamente enganada. Ainda tem sido pior esta minha saga diária. A culpa é dos visitantes. Além de me usurparem todos os lugares não pagos, bons, próximos e semi-próximos com os seus dísticos F, L, CH e outros que tais, ainda têm o desplante de percorrer a cidade com um vagar estonteantemente impossível, sempre situado entre os 20 e os 40 kms/h. Excepto quando a noite cai e eles se transfiguram em seres supersónicos, que nos abanam quando passam com seus motores superpotentes.
Haja paciência, haja, amém.

Invenções do demo I

Em chocolate já é tão bom... Em gelado é mil vezes melhor. Eu NÃO POSSO comer estas coisas, raios!!! Sopinha-frutinha-sopinha-frutinha-sopinha-frutinha, repete 100 vezes até encaixares!

A culpa é toda do Continente e das malditas promoções que fazem.


domingo, 7 de agosto de 2011

Filme de hoje







Escolha do M.. Eu não tinha qualquer expectativa, nem sequer o trailer tinha visto. Fartei-me de rir. Um Kevin Spacey do melhor (como sempre), um Colin Farrell irreconhecível, uma Jen Aniston a não saber envelhecer muito bem (too much botox or whatever), um Jason Bateman igual a si mesmo - I just love him. Jason Sudeikis e Charlie Day muito bem também. Overall, muito divertido.

sábado, 6 de agosto de 2011

E a barriga?

O que eu gosto da minha barriga agora. Enorme, branquela, empinada. Ficava horas a olhar para ela. Aliás, é o meu mais recente passatempo. Ando em casa de t-shirt levantada. Está bem que tenho sempre um calor que abafo, mas confesso que em parte é porque gosto de olhar para ela. Vê-la a fazer ondinhas alienígenas, a dar saltos. Estou doente, não estou?

Eu e a minha personalidade de matrafona

Sinto-me definitivamente a pessoa mais desleixada e menos vaidosa deste planeta. Devo ser a única grávida que conheço que não podia importar-se menos se os soutiens de amamentação são horrorosos, e deixam o peito com um formato assim para o estranho, e não configuram lingerie de jeito. Eu já os uso há mais de um mês e sinto-me imensamente confortável neles, o que para mim neste momento é mesmo um plus. E nem os acho assim tão feios - aos meus, pelo menos.

Não podia importar-me menos com a falta de estética das cuecas descartáveis que comprei para levar para a maternidade. Ups, peço desculpa, estou a falar demais? Não deixa de ser uma realidade, na maternidade pedem-nos para levar cuecas descartáveis. And I could care less. Face à miríade de desgraças que poderiam acontecer à minha amada - e criteriosamente escolhida - roupa interior naquele contexto, mil vezes a força prática de roupa interior de usar e deitar fora.

Também não poderia importar-me menos com as feiosas das camisas de dormir com botões que nos mandam levar. O mercado não ajuda, é verdade, no nicho das camisas de dormir com botões a oferta é francamente má. São feias, sem forma, sem jeito nenhum. E eu não estou nem aí.

Fico preocupada - afinal a minha vaidade feminina anda mesmo esparramada nos chãos da rua da amargura. Passa-me a preocupação em cinco segundos: realmente, não sei por quê, não quero saber disso para nada. Mas que haja alguém que me pregue uma valente bofetada se, depois de o meu filhote já estar do lado de cá, a coisa não se compuser. Aí uns três mesitos depois, vá.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nem acredito que caí nesta

Eu, que sou tão crítica quanto às falsas citações atribuídas a Fernando Pessoa e outras do género, nem acredito que, a crer neste texto, caí tão facilmente nesta. Até sinto vergonha. E realmente há algumas coisas que me escaparam, francamente mal escritas, o que só denota que os meus radares não estão tão bem afinados como costumavam. Oh well. Fica o desmentido.

O poder e a riqueza das palavras

"Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
...Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais..."

Clarice Lispector

Ler do início para o fim, ou do fim para o início. O sentido mudará por completo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pronto, mais cedo falasse...

Acabo (acabamos todos) de receber comunicado da Ordem a informar que "ah, e tal, achamos muito mal ficar tudo sem receber por causa de alguns casos". Então há já na calha uma negociação com o MJ.

Estou para ver.

E já agora, senhores da Ordem que sois tão reivindicativos: que tal começarmos a pensar em pressionar o Estado para nos pagar os devidos juros pelos atrasos nos pagamentos? Se o contrário se verifica, não vejo por que razão não haverá o Estado de ser penalizado pelas suas moras. É que não me cabe.

"Diz que"

O Ministério da Justiça detectou um número de irregularidades na instrução de processos judiciais instaurados ao abrigo da legislação que regula a concessão de Apoio Judiciário, com implicações directas no valor em dívida aos patronos e defensores oficiosos.

​Em reunião entre a Ministra da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados, realizada hoje, foi consensualizada a necessidade de se fazer uma avaliação rigorosa e exaustiva das situações existentes.

Tal medida decorre do imperativo de moralização e racionalização do sistema de Apoio Judiciário, tendo em vista a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos carenciados, preocupação que foi evidenciada pela Ministra da Justiça e pelo Bastonário da Ordem dos Advogados.

Perante a situação detectada e de forma a acautelar o interesse público e a dignidade dos profissionais envolvidos, foi decidido promover uma auditoria conjunta entre o Ministério da Justiça e a Ordem dos Advogados aos processos registados e aos actos processuais efectivamente praticados no âmbito desses processos.


Por outras palavras, diz que o MJ não vai pagar para já aos advogados que trabalham no patrocínio oficioso, porque tem indícios de que haja gente a cobrar honorários/despesas/eu-sei-lá-o-quê muito acima daquilo a que teriam direito.
O MJ não paga a ninguém enquanto perdurarem as auditorias.

Por mim podem fazer as auditorias que quiserem, que eu não temo porque não devo, felizmente. No patrocínio oficioso não cobro quaisquer despesas (embora se tenha mais do que direito a elas, mas isso dava outro post), ando por vezes anos com um processo para no final receber um valor risível, visto sempre a camisola e tento o mais possível ajudar o beneficiário, para uns 50% das vezes a confiança ser abusada, e eu ser desrespeitada pelo mesmo, se não enxovalhada, e ouvir coisas do género "vai fazer o que eu lhe estou a mandar, porque você está aí para trabalhar para mim!".

Por isso, podem auditar, estejam mesmo à vontade. Eu não fico rica com o valor que tenho pendente. Pagava-me umas férias, umas 4 prestações de casa, isso pagava. Fazia-me jeito, é meu porque trabalhei por ele, mas não é por causa dele que fico mais pobre, aliás já nem faço conta dele. Podem auditar toda a gente, estejam à vontade.

Não venham é dizer que estas irregularidades não foram tão convenientemente detectadas devido ao estado dos cofres do Estado. Que estão... cheios a abarrotar, toda a gente sabe.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I feel like...


... doing nothing. Absolutely nothing. That's how freaking tired I am.

Acho mesmo que estou a atingir um limite. Um novo limite. Deve ser por estar a viver tudo por dois, I suppose.