segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As coisas simples.

Um copo de vinho tinto.
Um chá verde.
Chocolate.
Ar ameno a aflorar-me a pele.
Oito horas de sono profundo.
Rodopiar ao som de um ritmo qualquer.
Sentar à mesa e desfiar conversas com gente amiga.
Um filme num écrã do tamanho de uma parede.
Caber nas minhas roupas.
A despreocupação de não ter obrigações ou horários.
O namoro sem inibições.
Planear uma viagem.
Fazer as malas e partir.
Perder-me num livro.
Tomar um comprimido se me dói um ouvido.
Espairecer numa refeição fora de casa.
Sermos só nós três.

3 comentários:

Turista disse...

Querida QH, muitas das tuas coisas simples, são também minhas: perder-me num livro...

VannD disse...

Ser pai é bem diferente de ser mãe. A inibição de rotinas e actividades de outros tempos não são tão evidentes num pai. Pudesse eu trocar algumas coisas contigo, de bom grado o faria. No entanto nesta lista há vários itens com os quais me identifico mas houve um que me fez rir (para dentro). - "Caber nas minhas roupas" - Também eu padeço deste mal. Depois de ter engordado por solidariedade :) agora estou-me a ver à rasquinha para voltar ao ponto. Mas acredito piamente que riscarás muito em breve todas estas coisas simples desta tua 'fora do tempo' «bucketlist».

N. A. disse...

"Sermos só nós os três", adorei! Como eu tb queria tanto isso... Privacidade, sossego, os limites estreitecem, o nosso reduto de intimidade parece ficar tão frágil, ameaçado...
"Tomar um comprimido quando dói um ouvido", a ausência do medo de que lhes aconteça algo de mal ou de que nos aconteça algo de mal...
Bj grd