quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sabes que bateste no fundo...

... quando, após iniciar uma conversa com "amor, não me leves a mal", o teu marido te diz que o teu look desse dia lhe fazia lembrar uma americana de 50 anos com uma sweater de Natal.

E o pior é que tinha razão.

Em minha defesa, os padrões jacquard não estão in este ano? E desafio qualquer pessoa a tomar banho e arranjar-se completamente no tempo recorde, estabelecido por mim, de 1 minuto e 45 segundos, a ver se fazem melhor serviço.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A expectativa é grande

Como será hoje a noite? Seja como for, estou mentalizada para o cenário mais indesejado. Tudo o que vier a mais é bónus.

*muito obrigada pela força que fui recebendo nos comentários aos posts anteriores. Acho que realmente estou debilitada o suficiente para não estar a lidar da melhor maneira com estes ossos do ofício, e faz-me bem ler palavras de alento, mais ainda vindas de quem passa/passou pelo mesmo. Obrigada mesmo*

E vai outra

Hoje o meu dia começou às 4h. Engraçado que o anterior tenha terminado à meia-noite. E que pelo meio já tenha andado a pé, para alimentar o pequeno buda.
Tenho a certeza que estou a milímetros, a nanossegundos de perder o juízo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

As coisas simples.

Um copo de vinho tinto.
Um chá verde.
Chocolate.
Ar ameno a aflorar-me a pele.
Oito horas de sono profundo.
Rodopiar ao som de um ritmo qualquer.
Sentar à mesa e desfiar conversas com gente amiga.
Um filme num écrã do tamanho de uma parede.
Caber nas minhas roupas.
A despreocupação de não ter obrigações ou horários.
O namoro sem inibições.
Planear uma viagem.
Fazer as malas e partir.
Perder-me num livro.
Tomar um comprimido se me dói um ouvido.
Espairecer numa refeição fora de casa.
Sermos só nós três.

O estilo, a pinta, o bom aspecto são cenas que não me assistem de momento

Em geral, vejo-me como uma mistura entre o cuidado com a aparência e a low maintenance. Ou seja, gosto de trapos, gosto de me sentir bonita e de estar de bem com o meu aspecto, e até tenho algum jeito para me saber favorecer, mas sou preguiçosa demais para por exemplo, um entre tantos, ser uma daquelas mulheres que todos os dias pegam nas placas de alisamento e transformam a sua juba numa melena perfeita. E acredite-se que bem gostava de o ser, mas lamento. Não sou mesmo. As placas estão lá, mas são apenas usadas naqueles dias em que o espelho me grita de susto.

Neste momento, tenho um problema. O espelho grita-me todos os dias. E a hecatombe do meu aspecto global manifesta-se nas suas mais variadas formas e feitios. Depois de uma avaliação ponderal na minha nutricionista no passado sábado, descobri que já recuperei dois dos quilos perdidos depois do parto. O que não admira, se tivermos em conta que ultimamente estou viciada em coisas com açúcar, que é SÓ o que me apetece. Mais do que os quilos recuperados, doem-me os sete centímetros que estão a mais no abdómen e o mísero centímetro que está a mais na anca, e que mesmo sendo mísero me faz diferença. As boas notícias continuam: devido a algumas sequelas do parto, não posso fazer exercício com algum impacto - o que poderia ajudar a resolver esta situação - antes dos cinco ou seis meses do bebé (a correr bem a minha recuperação). Resta-me ter cuidado com a alimentação - o que significa cortar nos alimentos açucarados, visto que o restante está bem e é para manter; não posso fazer dieta enquanto amamentar -  e investir nos cremes. Estou a usar um anti-estrias e um reafirmante pós-parto, mas (reality check) não há milagres.

Depois, temos a travessia no deserto que é tentar encontrar coisas no armário para vestir. Para estar em casa há lá muito: uns leggings, meias quentinhas e camiseiros confortáveis herdados da gravidez resolvem-me o problema - pelo menos já recuperei da fase deprimente de não tirar o pijama todo o dia que me acometeu no princípio. No entanto, visto que retomei o trabalho, tem sido o terror vestir-me para sair de casa. Por um lado, as mamocas de produtora láctea e os malfadados sete centímetros extra na barriga impedem-me de vestir grande parte das minhas camisas e das minhas calças ou saias mais formais; por outro, a função propriamente dita de produção láctea impede-me de usar montes de camisolas e vestidos quentinhos e bonitos que habitam lá no guarda-fatos, por mor do aspecto prático da coisa. Investir numa reforma do guarda-roupa está fora de questão. Entre pediatras, vacinas não comparticipadas, revisões das carroças, casa nova a aproximar-se vertiginosamente com todas as suas despesas agregadas, tantas coisas que agora não me lembro, a crise em geral e a minha ideia de mudar os hábitos de consumismo instalados em particular, não dou qualquer tipo de prioridade a gastar dinheiro em trapinhos que (espero) daqui a algum tempo me serão enormes. Claro que aproveitei os saldos para fazer algumas pequenas aquisições, mas a verdade é que a minha falta de pachorra para a época de saldos me impede de encontrar as pérolas que vejo as minhas amigas a comprar. De modos que temos aqui um ananás para descascar.

Por fim, não sei se aborde a questão da minha cara de peixe morto, à conta de 90 noites consecutivas mal dormidas, se aborde a questão da minha ronha contra a minha querida R., que sempre foi uma verdadeira iluminada com as tesouras quando confrontada com a minha cabeleira de leoa. Até agora. Acontece que, das duas últimas vezes que me atendeu, não correspondeu às altas expectativas criadas, e o resultado é que ando para aqui a luzir um corte que não me agrada absolutamente nada. Como mulher prática e pragmática que sou, face ao que disse acima da coisa low maintenance (e que neste momento se encontra elevada à terceira potência à conta do pequeno piolho que habita grande parte do tempo nos meus braços), a solução para mim passa por um corte de cabelo que, ao lavar e deixar secar ao natural, fique bem - e possa ser upgraded com uma secagem com escova, ou com uma passagem das tais placas. Não por um corte de cabelo que exija um sérum para facilitar o aspecto mais liso, secagem de cada vez que vai ao chuveiro e ainda acabamento de passagem a ferro para ficar sofrível (que eu não tenho jeitinho nenhum para estas coisas).

Resumindo e concluindo, estou feita. O que vale é que me consolo com a ideia de que tudo isto é temporário, que dentro de algum tempo o meu cérebro estará mais livre e apto para investir no habitual aprumo e que esta baixa de rendimento acontece porque estou a cumprir outras funções com o meu corpo, funções que também me deixam feliz e completa. Se estou mais gorda é porque também alimento outro ser, se estou mais despenteada é porque lhe dei muito colinho e miminhos, se não estou tão bem vestida é porque o tempo não me chegou para encontrar uma toilette mais bonitinha. Paciência. Dentro em breve tudo melhorará.

Mais uma noite supimpa, cortesia de Sua Alteza o Principezinho de Copas

Que decidiu que o que é bom é resistir ao soninho, precisar de ser literalmente enfaixado como uma múmia para adormecer, acordar de duas em duas horinhas e depois menos (1h, 3h, 5h, 6h30), e agora anda aí fresco e fofo, cheio de guinchinhos e brrr brrr enquanto lança jactos de baba, enquanto pobre mãe bebe um café fracote, numa vã tentativa de aguentar as persianas abertas sem precisar de palitinhos e de assegurar os serviços mínimos do debilitado cérebro, visto que o dia de trabalho se inicia e o dito é em considerável quantidade. Oh joy.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Por cá...

Entrámos na fase dos guinchinhos e das tentativas de gargalhar, do meter as mãos pela boca dentro até engasgar ou dar vómitos. Da curiosidade pelo que está perto, do tentar agarrar e levar à boca.

Hoje estamos chatinhos. Não estou bem sentado, não estou bem de pé, não estou bem deitado, ameaço que choro, deito fora muito leitinho, tenho soluços. Parece que tenho sono, mas não durmo, resisto ao sono. Parece que estou a puxar pelo cocó, mas não acontece nada, ainda que a mamã experimente todas as massagens, beba todos os chás, estimule de todas as maneiras possíveis. Ela já nem sabe o que fazer. Hoje estamos cansados.

Já tinha saudades

O Paracuca voltou e  eu não sabia. E com novidades tão boas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

É que já não há traseiro que aguente

Não consigo ver nem mais uma vez os anúncios da Zon e da Meo. A paciência tem limites.

domingo, 8 de janeiro de 2012

A mais dura provação

Exagero, claro. Mas lamento ter descoberto que, se eu não comer chocolate, o pequenino anda bem menos choroso e queixoso da barriguita.
Daqui a uns meses, quando me apanhar novamente off-probation, vai ser o bom e o bonito.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

São tão fofinhos, não são?




Pois eu ando dividida entre dar-lhes muitos beijinhos e abracinhos, e espetar com eles num pyrex, levá-los ao forno e servi-los por coelhos.
Por um lado, tenho pena deles, porque sei que eles notaram muita diferença na convivência com os donos, desde que a casa tem mais um habitante. Sei que eles andam stressados e sentem a falta do tempo que passavam connosco. Sei que ficam afectados por eu não os deixar entrar em certos espaços onde antigamente passavam muito tempo (mas isso tem uma explicação muito racional).
Por outro lado, não há paciência que resista ao manancial de asneirada que estes dois fazem diariamente. É que não há. Uma. Atrás. Da. Outra. Levam uma pessoa à loucura. E acho que eles não conseguem, apesar da astúcia felina que os caracteriza, atingir o quão perigoso é fazer zangar uma pessoa que sofre de privação de sono há tanto tempo como a dona. Considerem-se avisados.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Estou mesmo triste. Deprimida até.

Não me quero separar do meu macaquinho. Nem por meio dia sequer. Sei que ele também precisa de mim. Em rigor, precisa mais ele de mim; a minha dependência é "apenas" emocional. Nos últimos 60 e tal dias, contam-se pelos dedos de uma mão as horas em que estivemos separados, e dói-me a alma de pensar que em breve terei de ser forte.
Amanhã chegou cedo demais.

E continuando no tópico "cinema"

Resultado do cruzamento entre a minha Meobox e o Fox Movies:





Uns para ver, outros para rever. Tendo em conta que amanhã (buááááááá) já volto ao trabalho, e que quero continuar a dar full attention ao meu pequenote quando estiver em casa, sempre quero ver quando vou conseguir...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

New Year's Day movies

Uma catrefada deles, e dos bons...

God, how I love Mr. Bridges...

Um dos melhores do ano que passou, na minha humilde opinião.

Entre o previsível e o algo interessante. Não desgostei, não adorei.

O único que não consegui ver até ao fim. Muito técnico, não me prendeu.