quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Há sensações boas

Como a de estar sentada no silêncio da nossa casa nova, no cadeirão do quarto do meu fiho, no fresquinho e - já mencionei? - no silêncio. Aaaaahhhhhhh.

Não estou a fazer o que era suposto, como estar a enfiar coisas em gavetas, mas isso agora pouco interessa. Enjoying the moment.

O MacFlurry Magnum de Verão, ou lá como se chama, ou a curiosidade matou o gato II

Quem me tira o meu MacFlurry Intense Oreo ou, vá, o de M&M's, tira-me tudo. Não há outros que lhes cheguem aos calcanhares. E eu, crente as usual, continuo a experimentá-los todos.

Nota 1 - Pois, ainda não estou de dieta.

Nota 2 - Marido, perdoa-me por ter ido ao MacD's sem ti. Recebi o castigo antecipadamente, tudo me soube mal.

A nova especialidade do MacDonald's, ou a curiosidade matou o gato I

Não é uma bifana. Não é pão de bifana. E não é, definitivamente, nenhuma especialidade.

Parou tudooooooooooo

Ainda tenho hipóteses de ir ver os Ornatos ao Coliseu? É isso? Holler!!!!!!!

Só tenho de arranjar maneira de comprar o bilhete

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Just shoot me now

As últimas semanas O dia de hoje tem sido inenarrável. A sério, nem me dou ao trabalho, mais vale desconsiderar, minimizar, e rezar esperar que o final compense o início, o meio e os dois terços.

Mas valeu pelo seguinte trecho. Parte deste dia pra lá de espectacular envolveu a loja do cidadão aqui da terrinha, que em Agosto, como deve ser imaginável, está coberta de enxames de gente. Toda ela com um propósito - pagar a conta da água/luz/gás que chegou e cujo prazo expirou enquanto se andava a veranear. Ora, eu, que não trabalho sozinha mas parece, tive o mesmo infortúnio. Enquanto esperava, deleitei-me a analisar numa perspectiva sociológica a extensa e diversificada amostra que tinha à minha frente. Vi muita gente desconhecida muito engraçada, alguma menos engraçada, fui alvo de uma tentativa de homicídio por inalação de maus odores corporais por parte de dois senhores que me ensanduicharam, cada um ocupando a cadeira ao lado da minha pela esquerda e direita, vi clientes relapsos, vi clientes relapsos de clientes meus, enfim. Eis senão quando, vi uma conhecida minha que é e sempre foi gira, estupidamente gira, enfuriantemente gira (e não é burra). Estava eu a pensar, bolas, como é que isto se dá assim, um gajo normal envelhece e engorda, não fica para sempre gira e boa, não pesa sempre o mesmo, não veste sempre o mesmo, como uma miúda gira nos vintes, não usa sempre aquele sapato lindo... Ups. Strike that. Stripper shoes alert. Mas stripper stripper, tipo 20 cms de salto mais 10 de plataforma, tipo Litas mas em sapato semi-aberto, em cor neón, em modo horror. Olhei para os meus pés e pensei, até posso ser gorda e estar velha e acabada, mas não perdi o bom gosto, nem a noção. Fiquei tão contente. Sou mesmo bi-atch, mas este episódio pode bem ter salvo o meu dia.

Aos velhos que, desgovernados, calcorreiam as passagens de peões desta minha cidade.

Não se enganem. Não é ao acaso que o bonequinho vermelho é assim, hirto, estático. Ele conta toda uma história, a história de um cidadão sénior que atravessava a rua sempre nos lugares assinalados, mas nunca ligava ao sinal luminoso. Até que um dia se cruzou com um rolo compressor em excesso de velocidade.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Resumindo: sucks to be like that

Continua a luta por pensar menos, relaxar mais.

sábado, 18 de agosto de 2012

E ao sexto dia de férias...

...rais parta este tempinho. Resta-me tomar o pequeno-almoço em frente ao computador e ao TLC. Não me apetece ver o Encantador de Cães. Nem os outros canais.

Esta manhã estou descomunalmente telhuda. Senhor meu filho decidiu que às 2h30 é que era uma boa hora para acordar. Mãe desesperada (que se tinha deitado há apenas uma hora) a tentar adormecê-lo sem sucesso, até que às 4h o piolho eléctrico lá se deixou dormir, apenas para acordar nova e definitivamente às 7h. Valha-me a minha irmã, que o levou e me permitiu dormir mais uma horita e tal.

Agora está a dormir uma sesta, e eu estou cheia de nervos, porque na casa contígua parece que o telhado vem abaixo. Não sei o que lá se passa, mas vai uma animação só, o meu vizinho mais pequeno está endemoninhado e as paredes são folhas de papel. Acho que me vai dar aqui um treco.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quatro dias de férias...

... e duas conclusões:

Conclusão nº 1 - O meu filho é a única criança que conheço que não gosta de praia. Não vale a pena, já com algumas tentativas goradas, ele continua a mostrar que não gosta. Não gosta da areia na pele (sai à mãe), não gosta da água, não gosta de apanhar sol. Não se consegue entreter com o balde e as coisas adjacentes (também ainda é pequenito) e mesmo que nós nos desfaçamos a mostrar-lhe coisas supostamente giras e diferentes para fazer, ele não gosta. Ponto.

Conclusão nº 2 - Os babykini não são fraldas. São self-proclaimed calções de banho. Não é por serem da Dodot que se tornam fraldas. Ou então são fraldas incompetentes, que não dão vazão às xixizadas do meu filho. Calções de fora para a máquina de lavar.

Três dias e meio de férias...

... e já com resoluções tomadas. Esperam-se vitórias e não fails.
Resolução nº1 - vou pegar nesta minha piração geral, nesta pancada brutal que já não pode crescer mais, e vou depositá-la no divã de um/a qualquer profissional qualificado/a. Saber admitir que se precisa de ajuda e saber procurá-la com a necessária humildade também deve ser uma qualidade, e é definitivamente uma lição que preciso de aprender.

Resolução nº 2 - quando o pequeno troll desmamar, daí até ao Verão seguinte, o objectivo é perder 20 kgs. A ver se não faço mais figuras destas na praia. *deep sigh*


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Hopeful, not hopeless

However, e apesar de tudo o que vai dito - ainda que feio, é verdadeiro - sinto-me sempre hopeful. Acredito que, desde o negro ano de 2008, essa esperança é o que me mantém fora de uma cama, resistente à poderosa herança genética e à inominável "d" que vai no sangue dos meus. É uma capacidade estranha de achar que, apesar de me sentir puxada para baixo, me vou conseguir içar sozinha. E vou. Vou.

sábado, 11 de agosto de 2012

E que, by the way,

me está a morder os joelhos porque quer ir comer a sopinha. E a quem já tive de ir pescar uma pen toda babada, e tirar das mãos os fios que ele estava a tentar arrancar à força da televisão, e.. e...

E para compor o ramalhete e dar uma demolidela no muro das lamentações

Tenho muita pena, mas chego à conclusão que não consegui honrar os compromissos que fiz comigo mesma antes de ser mãe. Nomeadamente:
- que não me anularia em função dessa nova qualidade;
- que não deixaria de cuidar de mim;
- que não abdicaria do meu bem-estar emocional;
- que não deixaria de ter uma vida, interesses, etc etc etc.

Pois. Apesar de ter um medo irracional da minha prestação enquanto mãe, a verdade é que me abandonei a ela, me entreguei a 200% e sim, tenho de admitir que me sinto completamente anulada pela maternidade. A minha amiga C. diz-me que isso acontece mais enquanto dura a fase da amamentação. Descansa-me que, passada esta fase, se recupera muita individualidade e explica-me o processo, cheio de sentido. Fico mais sossegada e expectante por esse momento. No entanto, e por contraditório, hippie ou incompreensível que isto possa parecer, conto e espero amamentar por ainda mais algum tempo. Até o meu filho querer ou me ser possível, ou me ser comportável fazê-lo.

Pois. Até hoje, não há manhã em que me maquilhe, porque não tenho tempo - nem vontade. Não há impulso consumista que se veja, porque estou um bisonte e me sinto mal e feia. Não há tempo para exercício, porque de manhã tenho de o preparar e dar um jeito à casa, à hora do almoço tenho de comer e ao fim do dia tenho de estar com ele e dar-lhe muitos beijinhos e abracinhos, e dar um jeito à casa. Não há possibilidade de massagens, de toma de nada, de dietas, porque dou de mamar. Nem sequer o cabelo corto já lá vão largos meses. E agora só em Setembro.

Pois. Acho que já disse tudo sobre isto. Resta-me esperar que seja tudo mais hormonas que piração sem retorno.

Pois. Salvo raras excepções, não existe nada disso agora.

E para mim tudo isto é triste. Eu não queria ser assim. Não queria ser esta pessoa, nem esta mãe. Mas mais vale admiti-lo, a ver se me ajudo a mim mesma. Mas, por outro lado, é irracional e não consigo deixar de desviar todas as minhas forças para este pequeno troll que me saiu das entranhas.

Disclaimer

E pronto, toda a gente fica a saber que eu pirei. Pirei mesmo.

Mas quero fazer dois reparos às eventuais (eventuais não, que elas são certas como o destino) más interpretações de quem vier a ler.
Primeiro, não sou contra as pessoas que vivem a maternidade de uma forma diferente da minha. Pelo contrário. Admiro-as, aspiro ao mesmo, espero um dia pelo mesmo bem-estar. Apenas me faz mal sentir que não sou igual. Lá está, estou pirada.

Segundo, não pretendo o monopólio das noites mal dormidas nem dos bebés que choram sem motivo. Muita gente passa pelo mesmo que eu, bem sei. Só que a maioria das pessoas sabe lidar melhor com isso. São melhores nesta coisa de ser mãe.

Aproveitando o Agosto em que ninguém nos lê

Continuo a minha catarse. À minha volta só vejo (ou só me são dadas a ver) maternidades fáceis, simples, tranquilas. A minha não é assim, nem nunca foi. Sinto-me a marginal da maternidade. Para mim sempre foi difícil ser mãe, desde o primeiro dia. Desde o primeiro dia em que ele chorava, chorava, e eu tentava acalmá-lo (incrivelmente, sem eu própria perder a calma), tentando suprir, uma de cada vez, todas as possíveis causas do choro, tal como me ensinaram nas aulas de preparação. E as pessoas à minha volta diagnosticavam, opinavam, queriam ajudar. Até que, pouco tempo depois, tempo insuficiente para que eu pudesse ser aquilo em que me tinha tornado, tempo insuficiente para que eu quisesse desistir de tentar, uma enfermeira levou-mo. E depois trouxe-mo, dizendo que afinal não era fome, nem frio, nem calor, nem nada de palpável, era só choro. Cólicas. Faça assim, faça assado. Como se eu fosse uma diminuída que não fosse capaz de perceber que o meu filho não tinha fome, frio, calor. E principalmente como se o meu colo, os meus mimos e o meu instinto não fossem bons o suficiente para que o meu filho acalmasse o choro. Infelizmente, sou uma esponja quando algo negativo se aproxima, quem  me dera não ser. A partir desse dia, a insegurança que infelizmente me caracteriza instalou-se, comigo sempre a tentar combatê-la, mas instalou-se. E nunca mais fui capaz de não perder a minha própria calma. Fui-me tornando uma mãe ansiosa, insegura. Ainda assim, para algum consolo meu, no fim de todas as histórias, a moral sempre foi que eu, melhor do que ninguém, conheço o meu filho e intuo o melhor para ele.

O meu filho continuou a chorar nos dois meses seguintes. Nunca o deixei ter frio, nem fome, deixei de comer as coisas que lhe podiam fazer mal. Mas ele chorava. Nunca dormi uma noite seguida desde que sou mãe. Bem, na verdade, nunca mais dormi mais de cinco horas seguidas, nas noites de milagre. E nunca mais de seis no total. Fui trabalhar quando ele tinha apenas dois meses, contra a minha vontade mas rendida às evidências. Passo alturas - como a presente - em que não tenho com quem o deixar, porque optei por não o pôr numa creche, mas deixá-lo com a família.

Não tem sido fácil ser mãe, não por causa do meu filho, que é um bebé como todos os outros, que chora, que só quer saber dos fios eléctricos, dos transformadores, das tomadas, dos aparelhos eléctricos e não dos brinquedos, que anda sempre a tentar a próxima macacada e acaba invariavelmente com um galo na testa, que não me pode ver sair da sala que desata num pranto e que se ri com cara de tontinho quando eu entro, apesar do pouco tempo que passa comigo nas 24h do dia.

Não tem sido fácil ser mãe por causa de mim. Porque não tenho a paciência que devia ter para o meu filho. Porque quando estou com o meu filho me atormentam as mil tarefas que deixei por concluir no escritório, sem tempo para as terminar, e que muitas vezes trago para casa e ele não me deixa fazer. Porque muitas vezes já não sei o que fazer para ele dormir, para ele sossegar. Por querer que ele durma para eu poder fazer coisas. Porque quando estou no escritório não consigo deixar de pensar no meu filho e no pouco tempo que passo com ele. Porque olho para a minha casa e sinto tudo fora do lugar. Porque, agora que estou a mudar de casa, me sinto desorientada por não ter tempo, sempre o tempo, de fazer tudo de uma vez, tendo meia vida num lado e outra meia no outro. Porque sei que o meu marido sente a minha falta, embora me veja todos os dias. E eu não chego para ele. E quando lá estou, não sou eu. Está tudo do avesso. Em mim e fora de mim.

E eu não vejo isso em mais vida nenhuma. Todas as maternidades à volta me parecem fáceis, simples, tranquilas. As pessoas trabalham, aproveitam os filhos, fazem coisas em casa, namoram os seus homens, fazem férias, descansam, vivem. Vejo dias de 52 horas. Vejo amores de mãe que nada desestabiliza, nada apoquenta. E fico cada vez mais doente, doente com a noção de que sou uma valente bosta de mãe. De profissional, de mulher, e de pessoa.

Ainda estou a escrever, e já estou arrependida de o fazer. Isto não são coisas que se digam no mundo ideal, mas é o que vai cá dentro.

E do post anterior...

... resulta parcialmente o motivo pelo qual tenho escrito tão pouco. Antes de mais, stating the obvious, este blog é uma coisa pessoal, que criei para mim e para partilhar voluntariamente com algumas pessoas de quem gosto muito e com quem não posso estar sempre que quero - na esperança que a distância física se diminuísse por eu escrever aqui algumas postas de pescada sobre o meu quotidiano. Não tem qualquer pretensão de qualidade, nem de ter um milhão de seguidores ou visitas, nem de actividades associadas, nada. Se é assim, aqui o assunto base é obviamente a vidinha que levo e o mundinho que me rodeia. Neste momento, esse mundo resume-se, grosso modo, à maternidade, ao trabalho, e à casa, sem tempos livres, sem hobbies, sem vida social ou cultural.

Logo, apesar de desinteressante, a minha vida compõe-se de dois ou três itens sobre os quais até poderia vir escrever. Mas a verdade é que não me apetece. À medida do tempo que tenho livre, e que tem sido muito pouco, tento ir lendo blogs, estou em algumas redes sociais, enfim, tento manter a actualidade no mundo virtual, mas canso-me. Porque não me sinto identificada com nada do que leio. Não me sinto identificada com as vidas, nem com as experiências. E se fosse dizer por aqui metade dos meus pensamentos, do que me acontece, do que faço...

Lei de Murphy

Eu acrescento: se é fim de semana, ele irá acordar-te com as galinhas [quando nos dias de semana se deixou estar regaladinho a dormir pelo menos até às 8h30, atrasando-te para o trabalho, porque não o queres acordar, está tão refasteladinho]. Grrrr.