Mais uma vez, acho que não é regime andar para trás e para a frente, in and out, on and off. Acho que - ao contrário do que eu pensava, ou do que me queria convencer - isto de ter um blogue definitivamente não é para mim. Acho que as publicações que têm sido feitas por cá falam por si.
Adicionalmente, acho que sequer ler blogues seja exercício que eu deva praticar. Acho que me faz mais mal que bem. Acho que desperta em mim demasiada negatividade o ver a crítica constante, a tudo e a nada, o ridicularizar-se tudo e mais alguma coisa da vida alheia, o azedume. Acho que desperta em mim uma comparação demasiadamente auto-crítica ver noutras pessoas o estilo de vida saudável que perdi sei lá onde. Enfim, it's not you, it's me. Talvez seja eu que leia os blogues errados, entre outros que - pela inteligência, pela proximidade ou pela boa onda, e estas pessoas sabem quem são - são tão certos. E talvez seja eu que precise de me encontrar lá fora, e não aqui dentro do mundo perversamente absorvente da internet.
Alas, não vos prendo mais. Às pessoas que me lerem, um obrigada e um abracinho bom. Vou viver.
Caso me venha a arrepender, até um dia destes. Smily face.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
E é isto
Depois de o miúdo ter ido para a cama, tenho aqui o intercomunicador sempre a dar sinal de vida. Por causa dos roncos do pai, que até aposto adormeceu primeiro que o puto.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O melhor do meu dia...
... hoje também foi o pior. Lamento, mas hoje não consigo mesmo imprimir o tom positivo que esta rubrica propõe.
Sinto-me triste por não conseguir que a minha mente se sobreponha à minha matéria. Porra, sim, vou falar de dietas e de comida responsável e disso tudo. Eu não sou uma gorda da espécie blogosférica, não tenho 5 kgs a mais que urge perder, sob pena de não ter uma thigh gap que mereça ser fotografada ou de ficar com borreguitas a sair do cós das calças. Eu tenho 23 kgs para perder. Há 7 meses tinha 25, há 5 meses tinha 17, e hoje tenho 23. É esta a velocidade com que o peso se aloja e desaloja no meu lombo. Sei que eles estão ali e quero-os dali para fora. Respiro como uma grávida em fim de tempo, perco o fôlego ao segundo lanço de escadas e estou, basicamente, cansada e miserável o tempo todo. Infelizmente, a minha mente não se sobrepõe à minha matéria, teima em dizer-me que estou exausta depois de um dia a olhar para artigos e contratos e merdas, e que ir trocar de roupa, quase morrer no meio das magras que olham para a minha cara afogueada com desdém, tomar banho e trocar de roupa outra vez, e correr para fazer a casa funcionar antes de aterrar para mais uma voltinha é simplesmente inútil; e teima em dizer-me que não me apetece pensar em coisas boas e não calóricas para fazer para o jantar, quando há toda uma miríade de coisas calóricas, saborosas, rápidas e fáceis que me vêm à cabeça em três tempos. Teima em dizer-me que o meu filho é o castigo que é para comer, que as poucas coisas de que gosta incluem arroz e massa, e que estar, no fim de um dia, a fazer duas comidas para uma só refeição é trabalho que não me apetece nem compensa fazer. E, acima de tudo, e o mais grave de tudo, teima em não me deixar sair deste estado de espírito que me agrilhoa. Estou viciada, adicta. Comporto-me como uma drogada quando se trata de açúcar. A minha mente não se sobrepõe à minha matéria. E hoje estou em baixo e triste, porque não sinto a vontade de mudar, nem a vontade de ficar assim, neste corpo que me repugna ver. Ele não é meu, é um fat suit que a minha mente fraca me deu e não consigo tirar. Já sei, já sei, parte tudo da força de vontade, mas merda para isto tudo. Hoje não há, hoje falhei e errei, e aquele momento que foi o melhor do meu dia, como se uma dose de cavalo entrasse alucinante e libertadora na minha veia, foi também o pior.
Sinto-me triste por não conseguir que a minha mente se sobreponha à minha matéria. Porra, sim, vou falar de dietas e de comida responsável e disso tudo. Eu não sou uma gorda da espécie blogosférica, não tenho 5 kgs a mais que urge perder, sob pena de não ter uma thigh gap que mereça ser fotografada ou de ficar com borreguitas a sair do cós das calças. Eu tenho 23 kgs para perder. Há 7 meses tinha 25, há 5 meses tinha 17, e hoje tenho 23. É esta a velocidade com que o peso se aloja e desaloja no meu lombo. Sei que eles estão ali e quero-os dali para fora. Respiro como uma grávida em fim de tempo, perco o fôlego ao segundo lanço de escadas e estou, basicamente, cansada e miserável o tempo todo. Infelizmente, a minha mente não se sobrepõe à minha matéria, teima em dizer-me que estou exausta depois de um dia a olhar para artigos e contratos e merdas, e que ir trocar de roupa, quase morrer no meio das magras que olham para a minha cara afogueada com desdém, tomar banho e trocar de roupa outra vez, e correr para fazer a casa funcionar antes de aterrar para mais uma voltinha é simplesmente inútil; e teima em dizer-me que não me apetece pensar em coisas boas e não calóricas para fazer para o jantar, quando há toda uma miríade de coisas calóricas, saborosas, rápidas e fáceis que me vêm à cabeça em três tempos. Teima em dizer-me que o meu filho é o castigo que é para comer, que as poucas coisas de que gosta incluem arroz e massa, e que estar, no fim de um dia, a fazer duas comidas para uma só refeição é trabalho que não me apetece nem compensa fazer. E, acima de tudo, e o mais grave de tudo, teima em não me deixar sair deste estado de espírito que me agrilhoa. Estou viciada, adicta. Comporto-me como uma drogada quando se trata de açúcar. A minha mente não se sobrepõe à minha matéria. E hoje estou em baixo e triste, porque não sinto a vontade de mudar, nem a vontade de ficar assim, neste corpo que me repugna ver. Ele não é meu, é um fat suit que a minha mente fraca me deu e não consigo tirar. Já sei, já sei, parte tudo da força de vontade, mas merda para isto tudo. Hoje não há, hoje falhei e errei, e aquele momento que foi o melhor do meu dia, como se uma dose de cavalo entrasse alucinante e libertadora na minha veia, foi também o pior.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
O melhor de hoje...
... foi o meu final de dia, a dois, com o meu mais-que-tudo-pequenino. Ouvi-lo dizer "o pi" e "o bola" para se referir ao pê e ao bê de bola do tapete de letras em que brinca. O olhar fixo e resoluto de quem pensa "goto de ti mamã", seguido de um beijo rechonchudo.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
O melhor dos meus dias
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Retomar os velhos e bons hábitos
Quando era pequena, era uma leitora de mão-cheia. Aprendi a ler com três anos. E cedo passei das Anitas, coelhinhos, Condessas de Ségur, fábulas, contos de fadas e demais livros fofinhos de capa dura e cheios de ilustrações para os Cincos, Setes, Uma Aventuras, Patrícias, Clubes das Chaves, As Gémeas (começa aqui o meu gosto por literatura policial/mistério) e outros que não me lembro. Ao mesmo tempo, tornei-me ávida consumidora de BD - numa primeira fase os Disney e o Maurício, quando entrei para o ciclo preparatório a biblioteca escolar trouxe-me o Quino, o Goscinny e o Uderzo, e o Hergé. Até entrar para o secundário, posso afirmar com segurança que lia vários livros por semana. Era como eu ocupava a maior fatia do meu tempo livre.
No secundário e faculdade, o meu tempo livre encolheu misteriosamente, ou algo se passou. Ainda assim, não deixei de ler, e continuei a um ritmo saudável - pelo menos um livro por mês. Durante toda a minha vida, na minha mesinha de cabeceira sempre morou um livro, pelo menos.
E assim continuou até ter conhecido aquele que é hoje o meu marido. De repente, vi-me muito mais enredada na internet (porque passei a tê-la em casa desde que ele veio morar comigo), vi-me a acompanhar séries (coisa que anteriormente só fazia se passassem nos quatro canais abertos, e com sorte), e em geral passei a não ter disponibilidade para ler. Pior: com a passagem do tempo e a acomodação do cérebro à fast food intelectual, deixei de ter vontade, concentração e capacidade para a leitura.
Agora, com um filho de dois anos cuja maior obsessão na vida é gritar "papámamãpapámamã" assim mesmo, tudo junto... nem sequer tenho possibilidade de o fazer em 90% do meu tempo de não-trabalho. [e para dizer a verdade, gosto de poder brincar com ele enquanto ele quer tão intensamente brincar connosco][mas também gostava que ele se entretivesse sozinho às vezes, só por uma horinha, e me deixasse aproveitar um bocadinho de uma manhã ou tarde de sorna no sofá, com um livro e uma caneca de chá]
Bom. Isto tudo para dizer que urge retomar os velhos e bons hábitos, e que o meu cérebro me pede desesperadamente para recomeçar a ler. Nem que o tenha de fazer à noite, quando já estou perdida de todo, e consiga ler apenas uma página antes de tombar para o lado. Estava a tentar pegar num García Márquez que está em lista de espera há muito tempo - O Amor em Tempos de Cólera - mas acho que é melhor virar-me para uma história com menos personagens e mais suspense, para me agarrar e fazer o cérebro voltar a carburar em condições.
No secundário e faculdade, o meu tempo livre encolheu misteriosamente, ou algo se passou. Ainda assim, não deixei de ler, e continuei a um ritmo saudável - pelo menos um livro por mês. Durante toda a minha vida, na minha mesinha de cabeceira sempre morou um livro, pelo menos.
E assim continuou até ter conhecido aquele que é hoje o meu marido. De repente, vi-me muito mais enredada na internet (porque passei a tê-la em casa desde que ele veio morar comigo), vi-me a acompanhar séries (coisa que anteriormente só fazia se passassem nos quatro canais abertos, e com sorte), e em geral passei a não ter disponibilidade para ler. Pior: com a passagem do tempo e a acomodação do cérebro à fast food intelectual, deixei de ter vontade, concentração e capacidade para a leitura.
Agora, com um filho de dois anos cuja maior obsessão na vida é gritar "papámamãpapámamã" assim mesmo, tudo junto... nem sequer tenho possibilidade de o fazer em 90% do meu tempo de não-trabalho. [e para dizer a verdade, gosto de poder brincar com ele enquanto ele quer tão intensamente brincar connosco][mas também gostava que ele se entretivesse sozinho às vezes, só por uma horinha, e me deixasse aproveitar um bocadinho de uma manhã ou tarde de sorna no sofá, com um livro e uma caneca de chá]
Bom. Isto tudo para dizer que urge retomar os velhos e bons hábitos, e que o meu cérebro me pede desesperadamente para recomeçar a ler. Nem que o tenha de fazer à noite, quando já estou perdida de todo, e consiga ler apenas uma página antes de tombar para o lado. Estava a tentar pegar num García Márquez que está em lista de espera há muito tempo - O Amor em Tempos de Cólera - mas acho que é melhor virar-me para uma história com menos personagens e mais suspense, para me agarrar e fazer o cérebro voltar a carburar em condições.
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Olha qu'isto...
Agora é que o Lidl nunca me irá oferecer o pequeno-almoço na cama
Mas tenho de fazer o serviço público de avisar que os rissóis de camarão e lagosta, para fazer um poema, saíram uma grande bosta.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Land of opportunity
Ao olhar para um determinado processo à minha frente, e à categoria de valores que são pedidos a título de indemnização por uma queda sem consequências de maior, só me ocorre que chegámos aos USofA e ninguém me avisou.
O desgosto que me deu
Alguém me conta o que aconteceu ao Poplex? Tenho tantas saudades da Rachelet.
Dizer isto é muito creepy?...
Dizer isto é muito creepy?...
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Estou pr'áqui que nem m'aguento
De contentinha. E não é só por estar quentinha no sófá a beber minha cevadinha, não. São os planos, os planos.... É tão bom ter planos.
As coisas que eu vejo
Hoje, nos meus afazeres pela rua, entro numa loja de decoração - elegante, moderna, chique até - para perguntar o preço de um item da montra que me interessou. E tive de levar com um senhor a marralhar como se estivesse na feira de Carcavelos, se é que ainda se regateia nas feiras, enquanto comia castanhas assadas e atirava com as cascas e peles para o chão da loja. A má educação alheia consegue ultrapassar os limites do meu entendimento, sempre.
sábado, 26 de outubro de 2013
i carry your heart with me [i carry it in my heart]
Pequeno
pinguim faz dois anos e é isto. Coração de mãe a abarrotar, golfadas de
amor a cada sístole, um suspiro de incredulidade feliz a cada diástole.
Não sei como, mas passaram tão depressa estes dois anos, e o quão
gratificante é, a cada novo dia, observar este meu filho a engolir o
mundo sem mastigar, ávido e guloso. E eu não consiguia dormir e tive de
lhe dar um beijo no escuro, porque este coração, por vezes, simplesmente
abarrota.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Acho que já se pode qualificar como mala pata
Depois de uma experiência execrável com um arroz de tamboril que confeccionei ontem, e que conseguiu um lugar na história como o pior arroz de tamboril de todos os arrozes, hoje - outro grande tiro ao lado. Um bolo de caneca impossível de comer. Seco, massudo, demasiado cozido. Se alguém vir por aí a minha sensibilidade culinária, dê-me um toque, sim?
domingo, 13 de outubro de 2013
On another thought...
Agora que tenho a cozinha branquinha que eu queria, com aquele chão de mosaico lindo, imaculado... Strike that. Nunca está imaculado. Nunca. Agora que tenho a cozinha linda e branquinha que eu queria, só tenho saudades do meu velho granito.
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Nos entretantos
E como o mais importante nisto tudo é sempre a velha máxima do "comer saudavelmente", e com qualidade, tenho optado por comprar os meus vegetais e legumes a agricultores da região, tudo biológico que isto para bichezas e porcarias já bastam as que a gente não sabe que come.
Nem imaginam o cheirinho que vem da cozinha, onde está a borbulhar um molho de tomate, feito com tomate coração de boi, que daqui a nada vai acompanhar uma massinha. Daquele tomate feio, muito feio, mas saboroso como o caraças.
Nem imaginam o cheirinho que vem da cozinha, onde está a borbulhar um molho de tomate, feito com tomate coração de boi, que daqui a nada vai acompanhar uma massinha. Daquele tomate feio, muito feio, mas saboroso como o caraças.
A minha eterna relação com a dieta
Se calhar era melhor aceitar que, para mim, comer é tipo a segunda melhor cena desta dimensão em que vivemos, que não tenho um metabolismo sacado do Euromilhões da natureza, e ser assim uma budinha rechonchuda para o resto da vida.
O problema é que neste corpo quasi-quasi-obeso vive uma magra em potência, que sonha com voltar a calçar aquelas botas de cano que há duas estações não entram, e vestir aquela túnica boémia com aqueles leggings, e vestir aquele vestido que nunca mais ficou bem, enquanto enfarda mais uma fatia do bolo tão bom que fez para o miúdo e ainda não foi desta que ele se converteu ao sabor doce, e bebe mais um refrigerante que é um vício do catano que não se sabe como se vai conseguir chutar para canto.
Assim sendo, amanhã começa-se mais um ciclo de dieta low-carb, para se perder mais uns quilitos. Este ciclo deverá durar... umas 8 semanas, pelas minhas contas. Lá para Dezembro voltamos à alimentação com hidratos de carbono livres, embora se vá continuar a tentar optar pelos mais complexos possível, em quantidades controladas mas presentes em todas as refeições. Lá para meados de Janeiro (ou finais, logo se vê) retomamos mais um ciclo low-carb. E assim será, em intervalos, até que tenhamos - sim, não estou sozinha nesta empreitada - perdido TODO o peso que temos a mais.
It's gonna be a tough job - but someone's gotta do it.
O problema é que neste corpo quasi-quasi-obeso vive uma magra em potência, que sonha com voltar a calçar aquelas botas de cano que há duas estações não entram, e vestir aquela túnica boémia com aqueles leggings, e vestir aquele vestido que nunca mais ficou bem, enquanto enfarda mais uma fatia do bolo tão bom que fez para o miúdo e ainda não foi desta que ele se converteu ao sabor doce, e bebe mais um refrigerante que é um vício do catano que não se sabe como se vai conseguir chutar para canto.
Assim sendo, amanhã começa-se mais um ciclo de dieta low-carb, para se perder mais uns quilitos. Este ciclo deverá durar... umas 8 semanas, pelas minhas contas. Lá para Dezembro voltamos à alimentação com hidratos de carbono livres, embora se vá continuar a tentar optar pelos mais complexos possível, em quantidades controladas mas presentes em todas as refeições. Lá para meados de Janeiro (ou finais, logo se vê) retomamos mais um ciclo low-carb. E assim será, em intervalos, até que tenhamos - sim, não estou sozinha nesta empreitada - perdido TODO o peso que temos a mais.
It's gonna be a tough job - but someone's gotta do it.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Sim, sim, coerência é o meu middle name
Um dia estou chateada com a vida em geral e a blogosfera em particular, apetece-me acabar com isto e pimba!, delete blog e siga.
Um dia apetece-me escrever no blog outra vez e, como o blogger não é burro, lembra-me que ainda posso recuperar o bicho. Eu, fraquinha que sou...
Um dia apetece-me escrever no blog outra vez e, como o blogger não é burro, lembra-me que ainda posso recuperar o bicho. Eu, fraquinha que sou...
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