... hoje também foi o pior. Lamento, mas hoje não consigo mesmo imprimir o tom positivo que esta rubrica propõe.
Sinto-me triste por não conseguir que a minha mente se sobreponha à minha matéria. Porra, sim, vou falar de dietas e de comida responsável e disso tudo. Eu não sou uma gorda da espécie blogosférica, não tenho 5 kgs a mais que urge perder, sob pena de não ter uma thigh gap que mereça ser fotografada ou de ficar com borreguitas a sair do cós das calças. Eu tenho 23 kgs para perder. Há 7 meses tinha 25, há 5 meses tinha 17, e hoje tenho 23. É esta a velocidade com que o peso se aloja e desaloja no meu lombo. Sei que eles estão ali e quero-os dali para fora. Respiro como uma grávida em fim de tempo, perco o fôlego ao segundo lanço de escadas e estou, basicamente, cansada e miserável o tempo todo. Infelizmente, a minha mente não se sobrepõe à minha matéria, teima em dizer-me que estou exausta depois de um dia a olhar para artigos e contratos e merdas, e que ir trocar de roupa, quase morrer no meio das magras que olham para a minha cara afogueada com desdém, tomar banho e trocar de roupa outra vez, e correr para fazer a casa funcionar antes de aterrar para mais uma voltinha é simplesmente inútil; e teima em dizer-me que não me apetece pensar em coisas boas e não calóricas para fazer para o jantar, quando há toda uma miríade de coisas calóricas, saborosas, rápidas e fáceis que me vêm à cabeça em três tempos. Teima em dizer-me que o meu filho é o castigo que é para comer, que as poucas coisas de que gosta incluem arroz e massa, e que estar, no fim de um dia, a fazer duas comidas para uma só refeição é trabalho que não me apetece nem compensa fazer. E, acima de tudo, e o mais grave de tudo, teima em não me deixar sair deste estado de espírito que me agrilhoa. Estou viciada, adicta. Comporto-me como uma drogada quando se trata de açúcar. A minha mente não se sobrepõe à minha matéria. E hoje estou em baixo e triste, porque não sinto a vontade de mudar, nem a vontade de ficar assim, neste corpo que me repugna ver. Ele não é meu, é um fat suit que a minha mente fraca me deu e não consigo tirar. Já sei, já sei, parte tudo da força de vontade, mas merda para isto tudo. Hoje não há, hoje falhei e errei, e aquele momento que foi o melhor do meu dia, como se uma dose de cavalo entrasse alucinante e libertadora na minha veia, foi também o pior.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
On another thought...
Agora que tenho a cozinha branquinha que eu queria, com aquele chão de mosaico lindo, imaculado... Strike that. Nunca está imaculado. Nunca. Agora que tenho a cozinha linda e branquinha que eu queria, só tenho saudades do meu velho granito.
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Sim, sim, coerência é o meu middle name
Um dia estou chateada com a vida em geral e a blogosfera em particular, apetece-me acabar com isto e pimba!, delete blog e siga.
Um dia apetece-me escrever no blog outra vez e, como o blogger não é burro, lembra-me que ainda posso recuperar o bicho. Eu, fraquinha que sou...
Um dia apetece-me escrever no blog outra vez e, como o blogger não é burro, lembra-me que ainda posso recuperar o bicho. Eu, fraquinha que sou...
sábado, 16 de março de 2013
Os mistérios do ronco
- É verdade que consigo passar por cima daquele troar e ouvir um gemido do miúdo no quarto dele, mesmo que as portas estejam fechadas. Como, não sei. Deve ser um super-poder adquirido.
- O miúdo acorda com o mínimo ranger de soalho. Mas se estiver a dormir ao lado do pai dorme mesmo com o som do martelo pneumático encostado a ele.
- O miúdo ainda nem tem um ano e meio e já ressona.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Um dia na vida de uma rapariga temporariamente manca
Sair a correr para a fisioterapia;
Sair a correr para o tribunal;
Sair a correr para a notária;
Sair a correr para o escritório;
Sair a correr para casa;
Almoçar a correr, estender roupa a correr, encher máquina de lavar roupa a correr;
Sair a correr para o tribunal;
Sair a correr para o escritório;
Sair a correr para a estação de correios;
Buscar filhote;
Chegar a casa;
Tentar não correr enquanto se malabariza entre jantar, banho da criança e arrumações em geral.
(concluo que quando deixar de ser manca, já terei evoluído dentro da espécie e estará para me nascer um par de asas)
Sair a correr para o tribunal;
Sair a correr para a notária;
Sair a correr para o escritório;
Sair a correr para casa;
Almoçar a correr, estender roupa a correr, encher máquina de lavar roupa a correr;
Sair a correr para o tribunal;
Sair a correr para o escritório;
Sair a correr para a estação de correios;
Buscar filhote;
Chegar a casa;
Tentar não correr enquanto se malabariza entre jantar, banho da criança e arrumações em geral.
(concluo que quando deixar de ser manca, já terei evoluído dentro da espécie e estará para me nascer um par de asas)
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Comparações
O comentário a este post, que por sua vez se transforma num:
Odeio. Odeio. Odeio. Vão lá comparar para o caracinhas. Inicialmente, eu ficava tristonha ou preocupada quando me diziam determinadas coisas, agora é mesmo para o caracinhas. A saber:
Odeio. Odeio. Odeio. Vão lá comparar para o caracinhas. Inicialmente, eu ficava tristonha ou preocupada quando me diziam determinadas coisas, agora é mesmo para o caracinhas. A saber:
- Andou tarde (segundo os experts que opinavam sobre o assunto; na realidade, começou a procurar andar sozinho aos 13 meses)
- Vai falar tarde [aos 16 meses é só árabe, mandarim ou klingon, ainda não percebi muito bem, interrompido por uns "táqui", "tou" (xau), "qué qué qué quééééééé" (quero), e em desespero de causa "mã", quando eu não respondo aos outros monossílabos que ele usa para chamar por mim. Já não diz olá, quem é?, e outras coisas que já lhe ouvimos. E a última moda é "oh, nãããão", que lá ouviu nalgum desenho animado. Só diz o que quer e lhe apetece.]
- Muitas noites mal dormidas, muuuuuuiiiiiiiiitasssssssssss, no cadastro
- 3 meses de cólicas ou choro de fim de dia ou lá o que os pedis chamam ao que acontece com alguns putos nos primeiros meses - tudo porque eu "não tive as dores, então passaram para o menino", whatever that means
- Não é uma criança gorda, até é para o miudito, o que para algumas pessoas parece querer dizer que o meu filho é subnutrido, ou que são os gordooos dos pais que lhe comem o Cerelac
- Já não tanto no mundo das comparações como no das opiniões geralmente não solicitadas, o miúdo ainda continua a mamar, o que para algumas pessoas explica que ele não seja uma criança de grande peso; para outras, quer dizer que o meu filho é um dependente que tão cedo não vai largar a saia da mãe; também já ouvi (esta muitas vezes) que, como a partir de x altura o leite materno já não traz nada de bom, já lhe devia ter sido retirado o vício da mama; e, saving the best for last, que eu sou uma hippie que vive sem qualquer qualidade de vida por ainda amamentar o meu filho - esta, a mais recente e que me arrancou o maior exercício de auto-controlo dos últimos tempos.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Random thoughts
- Tendo em conta a facilidade que os americanos têm em encontrar sempre um culpado para tudo o que lhes acontece, e tendo em conta a minha incapacidade temporária da qual não sei o prazo de validade, se eu fosse americana já tinha processado a Zilian e tinha os bolsitos mais cheios uns milhares (milhões? ainda não sei no que isto vai dar).
- A pancada que me assola nestes últimos dias só tem as seguintes hipóteses de tratamento e cura:
- Não me apetece trabalhar, dói-me o pé e apetece-me passar a tarde a ver a T3 da Downton Abbey.
- Por ter lido isto, e por ser exactamente igual, neste momento apetece-me mandar vir com o marido por meobrigar convencer a ver um episodiozinho de cada vez de todas as séries que seguimos. Apetecia-me fintá-lo e ter a DA toda vista quando ele chegasse a casa logo.
- A pancada que me assola nestes últimos dias só tem as seguintes hipóteses de tratamento e cura:
- um barco de sushi
- uma caixa de cupcakes/brownies/red velvet cake/gelados daqui
- um chocolate quente espesso de comer à colher
- aletria morninha a sair do tacho
- uma francesinha daqui,
- Não me apetece trabalhar, dói-me o pé e apetece-me passar a tarde a ver a T3 da Downton Abbey.
- Por ter lido isto, e por ser exactamente igual, neste momento apetece-me mandar vir com o marido por me
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
DeusnosSinhor me perdoe
Mas rai's parta a gente sem civismo que rouba descaradamente os lugares de estacionamento a quem tanto deles precisa e pelos quais aguarda pacientemente, em cumprimento e respeito de todas as regras da vida em sociedade (rodoviária).
Rai's parta quem continua a renovar as cartas aos velhotes de boné, chapéu, boina, não importa o que lhes cobre a cabeça.
E rai's parta a Xana Toc Toc, que hoje me ocupou o cérebro e não cumpre a ordem de despejo.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
[Cansada]
De ouvir, ler, receber más notícias que envolvam crianças. Más notícias, daquelas mesmo más [as crianças deviam ser intocáveis. Intocáveis]. De não dormir o necessário para assegurar o funcionamento dos serviços mínimos. De me doer a cabeça todos os dias por não dormir o suficiente. Não mata mas mói. De ter a vida desorganizada. De ter o trabalho atrasado. De ter de contar os meus tostões. De crise. De ouvir falar de crise. De más decisões. De cortes estúpidos, os poucos que me afectam directamente e os muitos que não, ou indirectamente. De filosofias baratas. De injustiças, sociais e pessoais. De que não me deixem fazer o que quero. De ser mal entendida. De pessoas abusadoras. De me deverem o que é meu por legítimo direito, de caloteiros. De padrões morais comprados no chinês. De pessoas soberbas, cheias de si mesmas, arrogantes.
Hoje é sexta-feira e eu hoje estou muito. Muito mesmo.
Hoje é sexta-feira e eu hoje estou muito. Muito mesmo.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
As coisas simples.
Um copo de vinho tinto.
Um chá verde.
Chocolate.
Ar ameno a aflorar-me a pele.
Oito horas de sono profundo.
Rodopiar ao som de um ritmo qualquer.
Sentar à mesa e desfiar conversas com gente amiga.
Um filme num écrã do tamanho de uma parede.
Caber nas minhas roupas.
A despreocupação de não ter obrigações ou horários.
O namoro sem inibições.
Planear uma viagem.
Fazer as malas e partir.
Perder-me num livro.
Tomar um comprimido se me dói um ouvido.
Espairecer numa refeição fora de casa.
Sermos só nós três.
Um chá verde.
Chocolate.
Ar ameno a aflorar-me a pele.
Oito horas de sono profundo.
Rodopiar ao som de um ritmo qualquer.
Sentar à mesa e desfiar conversas com gente amiga.
Um filme num écrã do tamanho de uma parede.
Caber nas minhas roupas.
A despreocupação de não ter obrigações ou horários.
O namoro sem inibições.
Planear uma viagem.
Fazer as malas e partir.
Perder-me num livro.
Tomar um comprimido se me dói um ouvido.
Espairecer numa refeição fora de casa.
Sermos só nós três.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Pronto, mais cedo falasse...
Acabo (acabamos todos) de receber comunicado da Ordem a informar que "ah, e tal, achamos muito mal ficar tudo sem receber por causa de alguns casos". Então há já na calha uma negociação com o MJ.
Estou para ver.
E já agora, senhores da Ordem que sois tão reivindicativos: que tal começarmos a pensar em pressionar o Estado para nos pagar os devidos juros pelos atrasos nos pagamentos? Se o contrário se verifica, não vejo por que razão não haverá o Estado de ser penalizado pelas suas moras. É que não me cabe.
Estou para ver.
E já agora, senhores da Ordem que sois tão reivindicativos: que tal começarmos a pensar em pressionar o Estado para nos pagar os devidos juros pelos atrasos nos pagamentos? Se o contrário se verifica, não vejo por que razão não haverá o Estado de ser penalizado pelas suas moras. É que não me cabe.
"Diz que"
O Ministério da Justiça detectou um número de irregularidades na instrução de processos judiciais instaurados ao abrigo da legislação que regula a concessão de Apoio Judiciário, com implicações directas no valor em dívida aos patronos e defensores oficiosos.
Em reunião entre a Ministra da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados, realizada hoje, foi consensualizada a necessidade de se fazer uma avaliação rigorosa e exaustiva das situações existentes.
Tal medida decorre do imperativo de moralização e racionalização do sistema de Apoio Judiciário, tendo em vista a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos carenciados, preocupação que foi evidenciada pela Ministra da Justiça e pelo Bastonário da Ordem dos Advogados.
Perante a situação detectada e de forma a acautelar o interesse público e a dignidade dos profissionais envolvidos, foi decidido promover uma auditoria conjunta entre o Ministério da Justiça e a Ordem dos Advogados aos processos registados e aos actos processuais efectivamente praticados no âmbito desses processos.
Por outras palavras, diz que o MJ não vai pagar para já aos advogados que trabalham no patrocínio oficioso, porque tem indícios de que haja gente a cobrar honorários/despesas/eu-sei-lá-o-quê muito acima daquilo a que teriam direito.
O MJ não paga a ninguém enquanto perdurarem as auditorias.
Por mim podem fazer as auditorias que quiserem, que eu não temo porque não devo, felizmente. No patrocínio oficioso não cobro quaisquer despesas (embora se tenha mais do que direito a elas, mas isso dava outro post), ando por vezes anos com um processo para no final receber um valor risível, visto sempre a camisola e tento o mais possível ajudar o beneficiário, para uns 50% das vezes a confiança ser abusada, e eu ser desrespeitada pelo mesmo, se não enxovalhada, e ouvir coisas do género "vai fazer o que eu lhe estou a mandar, porque você está aí para trabalhar para mim!".
Por isso, podem auditar, estejam mesmo à vontade. Eu não fico rica com o valor que tenho pendente. Pagava-me umas férias, umas 4 prestações de casa, isso pagava. Fazia-me jeito, é meu porque trabalhei por ele, mas não é por causa dele que fico mais pobre, aliás já nem faço conta dele. Podem auditar toda a gente, estejam à vontade.
Não venham é dizer que estas irregularidades não foram tão convenientemente detectadas devido ao estado dos cofres do Estado. Que estão... cheios a abarrotar, toda a gente sabe.
Em reunião entre a Ministra da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados, realizada hoje, foi consensualizada a necessidade de se fazer uma avaliação rigorosa e exaustiva das situações existentes.
Tal medida decorre do imperativo de moralização e racionalização do sistema de Apoio Judiciário, tendo em vista a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos carenciados, preocupação que foi evidenciada pela Ministra da Justiça e pelo Bastonário da Ordem dos Advogados.
Perante a situação detectada e de forma a acautelar o interesse público e a dignidade dos profissionais envolvidos, foi decidido promover uma auditoria conjunta entre o Ministério da Justiça e a Ordem dos Advogados aos processos registados e aos actos processuais efectivamente praticados no âmbito desses processos.
Por outras palavras, diz que o MJ não vai pagar para já aos advogados que trabalham no patrocínio oficioso, porque tem indícios de que haja gente a cobrar honorários/despesas/eu-sei-lá-o-quê muito acima daquilo a que teriam direito.
O MJ não paga a ninguém enquanto perdurarem as auditorias.
Por mim podem fazer as auditorias que quiserem, que eu não temo porque não devo, felizmente. No patrocínio oficioso não cobro quaisquer despesas (embora se tenha mais do que direito a elas, mas isso dava outro post), ando por vezes anos com um processo para no final receber um valor risível, visto sempre a camisola e tento o mais possível ajudar o beneficiário, para uns 50% das vezes a confiança ser abusada, e eu ser desrespeitada pelo mesmo, se não enxovalhada, e ouvir coisas do género "vai fazer o que eu lhe estou a mandar, porque você está aí para trabalhar para mim!".
Por isso, podem auditar, estejam mesmo à vontade. Eu não fico rica com o valor que tenho pendente. Pagava-me umas férias, umas 4 prestações de casa, isso pagava. Fazia-me jeito, é meu porque trabalhei por ele, mas não é por causa dele que fico mais pobre, aliás já nem faço conta dele. Podem auditar toda a gente, estejam à vontade.
Não venham é dizer que estas irregularidades não foram tão convenientemente detectadas devido ao estado dos cofres do Estado. Que estão... cheios a abarrotar, toda a gente sabe.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
I feel like...

... doing nothing. Absolutely nothing. That's how freaking tired I am.
Acho mesmo que estou a atingir um limite. Um novo limite. Deve ser por estar a viver tudo por dois, I suppose.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Cucu!
sexta-feira, 25 de março de 2011
Ainda acerca do acordo...
A Veeny lembrou bem no seu comentário. E o referendo, para que serve? Afinal, a nossa língua e a sua escrita e dicção são um assunto de fundo, do interesse de todos, não?? Alguém o pediu, mas foi rejeitada essa proposta. Paciência, agora não há mesma nada a fazer, mas realmente irrita-me que existam instrumentos políticos à disposição e não sejam cabalmente usados.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Só mais uma coisa
E é mesmo só mais uma, porque já estou FARTA de falar de política.
Não se pense que aqui se acha que vem o PSD e vai salvar o país de arder até ao tutano. Concordo que o "chumbo" do PEC tenha sido uma estratégia política; e concordo que não foi apresentado pelo PSD um plano diferente, um plano ponto. Não deposito qualquer confiança, ou qualquer esperança, na liderança que é actualmente feita no partido da oposição.
MAS a diferença que considero essencial nisto tudo, é que na última campanha eleitoral, enquanto que uns disseram aquilo que era preciso com todas as letras (o que, aparentemente, lhes ficou mal na fotografia), os outros fizeram verdadeira propaganda, com promessas para enganar o parolo (e não é que conseguiram??), promessas essas que, em pouco tempo, quebraram sem qualquer vergonha na cara. E já sabiam que o teriam de fazer quando as fizeram. Todos sabíamos, mas há muito quem goste de ser enganado neste país.
Não sei se nesta campanha os opositores do governo que agora cai vão ter - ou não - a mesma postura do tell it like it is. A mim parece-me que, acima de tudo, não têm outra alternativa - as coisas não estão para fingimentos e demagogias. O país já sabe da gravidade do seu estado actual.
Mas quando olho à minha volta não encontro ninguém com capacidade para nos salvar. E é por isso que acho que precisamos de um milagre. Que só acontece a custo de muito sangue, suor e lágrimas.
Não se pense que aqui se acha que vem o PSD e vai salvar o país de arder até ao tutano. Concordo que o "chumbo" do PEC tenha sido uma estratégia política; e concordo que não foi apresentado pelo PSD um plano diferente, um plano ponto. Não deposito qualquer confiança, ou qualquer esperança, na liderança que é actualmente feita no partido da oposição.
MAS a diferença que considero essencial nisto tudo, é que na última campanha eleitoral, enquanto que uns disseram aquilo que era preciso com todas as letras (o que, aparentemente, lhes ficou mal na fotografia), os outros fizeram verdadeira propaganda, com promessas para enganar o parolo (e não é que conseguiram??), promessas essas que, em pouco tempo, quebraram sem qualquer vergonha na cara. E já sabiam que o teriam de fazer quando as fizeram. Todos sabíamos, mas há muito quem goste de ser enganado neste país.
Não sei se nesta campanha os opositores do governo que agora cai vão ter - ou não - a mesma postura do tell it like it is. A mim parece-me que, acima de tudo, não têm outra alternativa - as coisas não estão para fingimentos e demagogias. O país já sabe da gravidade do seu estado actual.
Mas quando olho à minha volta não encontro ninguém com capacidade para nos salvar. E é por isso que acho que precisamos de um milagre. Que só acontece a custo de muito sangue, suor e lágrimas.
E, se nos dedicarmos a isto, o chorrilho é interminável
Quando 80 euros não te chegam para encher o depósito do teu carro, a vontade é de ganir... de raiva.
E quanto ao FMI
Que me crucifique quem quiser. Todos temos direito à nossa opinião.
Alguém tem dúvidas que se o FMI intervier no resgate financeiro da nossa economia, vamos todos apertar o cinto até doer? Não. Mas alguém duvida, por outro lado, de que o povo continuaria a sofrer horrores com os sucessivos PEC repletos de medidas negadas e renegadas a pés juntos durante as campanhas eleitorais? Eu não. E ninguém devia duvidar.
Por aquilo que observo e sinto na pele, não tenho a menor dúvida que, mesmo sem a entrada do FMI em cena, o povo (os que trabalham a sério, ganham pouco ou uma miséria e são onerados como burros por tudo o que é lado) vai continuar a sofrer na pele as chibatadas que tem sofrido. Cada vez mais. Continuaria a sofrer com os PECs do governo PS, e sabe-se lá que governo lhe seguirá e que medidas iluminadas este trará. O que sei, é que o POVO é sempre quem paga as favas.
Se o resgate internacional acontecer, e o FMI intervier, a minha esperança é que embora tenha eu de continuar a dar do meu bolso, tenhamos TODOS que o fazer. Não só os reformados quase indigentes, não só os profissionais liberais que já não sei onde mais impostos podem pagar, as famílias que não têm como dar de comer aos filhos, porque ganham 500 euros cada um, têm renda ou crédito hipotecário para pagar, contas a suportar. Mas também os srs. administradores públicos e privados, os srs. governadores, os srs. deputados, enfim, todos aqueles que comem pela calada com os proventos do que nós retiramos a custo dos nossos bolsos já rotos. A minha esperança é que EFECTIVAMENTE se diminua a despesa pública.
Não se trata, como conversava no outro dia com uma amiga, de tirar aos ricos para dar aos pobres. Trata-se de justiça social: se os "pobres" são onerados, os "ricos" mais podem, e portanto mais onerados devem ser. Trata-se do princípio da igualdade: tratar igual aquilo que é igual, e desigual aquilo que é desigual. Trata-se, enfim, de não cavar um fosso, em que uma minoria é cada vez mais rica, e uma imensa maioria cada vez mais pobre. [Ainda] Não somos um país do terceiro mundo. [?]
E, por fim, não quero com este texto camuflar a realidade infelizmente cada vez mais vista de que há para aí muito calão que não quer fazer nada e ganhar muito bem, que se prefere endividar a fazer pela vida, que prefere ter muita coisa e manter as aparências enquanto deve a meio mundo, ou que se prefere encostar ao subsídio de desemprego ou ao rendimento social de inserção. Mas este texto é em consideração a quem estudou muito, como eu, trabalha, como eu, e se vê cada vez mais em dificuldades para conseguir o que se considere um mínimo de realização, como eu. E a quem sofre, efectivamente, com o desgoverno que por aqui (há muitos, muitos, anos) anda.
Alguém tem dúvidas que se o FMI intervier no resgate financeiro da nossa economia, vamos todos apertar o cinto até doer? Não. Mas alguém duvida, por outro lado, de que o povo continuaria a sofrer horrores com os sucessivos PEC repletos de medidas negadas e renegadas a pés juntos durante as campanhas eleitorais? Eu não. E ninguém devia duvidar.
Por aquilo que observo e sinto na pele, não tenho a menor dúvida que, mesmo sem a entrada do FMI em cena, o povo (os que trabalham a sério, ganham pouco ou uma miséria e são onerados como burros por tudo o que é lado) vai continuar a sofrer na pele as chibatadas que tem sofrido. Cada vez mais. Continuaria a sofrer com os PECs do governo PS, e sabe-se lá que governo lhe seguirá e que medidas iluminadas este trará. O que sei, é que o POVO é sempre quem paga as favas.
Se o resgate internacional acontecer, e o FMI intervier, a minha esperança é que embora tenha eu de continuar a dar do meu bolso, tenhamos TODOS que o fazer. Não só os reformados quase indigentes, não só os profissionais liberais que já não sei onde mais impostos podem pagar, as famílias que não têm como dar de comer aos filhos, porque ganham 500 euros cada um, têm renda ou crédito hipotecário para pagar, contas a suportar. Mas também os srs. administradores públicos e privados, os srs. governadores, os srs. deputados, enfim, todos aqueles que comem pela calada com os proventos do que nós retiramos a custo dos nossos bolsos já rotos. A minha esperança é que EFECTIVAMENTE se diminua a despesa pública.
Não se trata, como conversava no outro dia com uma amiga, de tirar aos ricos para dar aos pobres. Trata-se de justiça social: se os "pobres" são onerados, os "ricos" mais podem, e portanto mais onerados devem ser. Trata-se do princípio da igualdade: tratar igual aquilo que é igual, e desigual aquilo que é desigual. Trata-se, enfim, de não cavar um fosso, em que uma minoria é cada vez mais rica, e uma imensa maioria cada vez mais pobre. [Ainda] Não somos um país do terceiro mundo. [?]
E, por fim, não quero com este texto camuflar a realidade infelizmente cada vez mais vista de que há para aí muito calão que não quer fazer nada e ganhar muito bem, que se prefere endividar a fazer pela vida, que prefere ter muita coisa e manter as aparências enquanto deve a meio mundo, ou que se prefere encostar ao subsídio de desemprego ou ao rendimento social de inserção. Mas este texto é em consideração a quem estudou muito, como eu, trabalha, como eu, e se vê cada vez mais em dificuldades para conseguir o que se considere um mínimo de realização, como eu. E a quem sofre, efectivamente, com o desgoverno que por aqui (há muitos, muitos, anos) anda.
terça-feira, 15 de março de 2011
Como é possível que eu tenha tão pouco a dizer ultimamente?
Para não dizer quase nada. Porquê? Eu! Uma das maiores tagarelas de que o mundo tem memória. Embora isso talvez não me seja muito abonatório, algumas pessoas que seguem este blog podem corroborar esta informação num estalar de dedos.Pouco convívio com outras pessoas? Talvez. Muito cansaço? Definitivamente. Pouca vontade de falar sobre os assuntos da actualidade? Claro, se formos a ver bem, os assuntos na ordem do dia não nos trazem muita felicidade... Absorção no meu próprio pequeno mundo? Sim, sim, sim.
O que é certo é que não me apetece esta letargia mental. Nem o contrário, a bem dizer. Não sei o que me apetece. Definitivamente não esta letargia mental. A longo prazo, diz-se que é extremamente nociva para o ecossistema do seu portador.
sexta-feira, 11 de março de 2011
É por isso que quando me falam no fim do mundo, eu não me rio
Quando vejo coisas destas a acontecerem. Com gravidade e frequência cada vez maiores. Perto ou longe de nós, não interessa.
A natureza está em ebulição. As catástrofes sucedem-se. Temo que a tendência não seja o abrandamento. A saturação de consumismos, tecnologias, poluição, desgaste ecológico, desgoverno económico, etc. etc. etc. está a levar a uma catarse, a uma purificação, uma limpeza, um retorno a algo que há muito o Homem não experiencia.
Que ria quem quiser. Eu não rio. Prefiro estar consciente e preparada para seja o que for que o futuro me reserve.
A natureza está em ebulição. As catástrofes sucedem-se. Temo que a tendência não seja o abrandamento. A saturação de consumismos, tecnologias, poluição, desgaste ecológico, desgoverno económico, etc. etc. etc. está a levar a uma catarse, a uma purificação, uma limpeza, um retorno a algo que há muito o Homem não experiencia.
Que ria quem quiser. Eu não rio. Prefiro estar consciente e preparada para seja o que for que o futuro me reserve.
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