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sábado, 30 de novembro de 2013

E é isto

Depois de o miúdo ter ido para a cama, tenho aqui o intercomunicador sempre a dar sinal de vida. Por causa dos roncos do pai, que até aposto adormeceu primeiro que o puto.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

São sempre as pequenas coisas

Que bom que por cá amanhã é feriado.

sábado, 16 de março de 2013

Os mistérios do ronco

  • É verdade que consigo passar por cima daquele troar e ouvir um gemido do miúdo no quarto dele, mesmo que as portas estejam fechadas. Como, não sei. Deve ser um super-poder adquirido.
  • O miúdo acorda com o mínimo ranger de soalho. Mas se estiver a dormir ao lado do pai dorme mesmo com o som do martelo pneumático encostado a ele. 
  • O miúdo ainda nem tem um ano e meio e já ressona.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Um dia na vida de uma rapariga temporariamente manca

Sair a correr para a fisioterapia;
Sair a correr para o tribunal;
Sair a correr para a notária;
Sair a correr para o escritório;
Sair a correr para casa;
Almoçar a correr, estender roupa a correr, encher máquina de lavar roupa a correr;
Sair a correr para o tribunal;
Sair a correr para o escritório;
Sair a correr para a estação de correios;
Buscar filhote;
Chegar a casa;
Tentar não correr enquanto se malabariza entre jantar, banho da criança e arrumações em geral.

(concluo que quando deixar de ser manca, já terei evoluído dentro da espécie e estará para me nascer um par de asas)

domingo, 16 de setembro de 2012

E da c-r-i-s-e?

Não falo. Estou farta dela, de governos, de desgovernos, de gente comedora e de gente opaca, de muita faladura e pouca solução. Porque a verdade é que a luz não se avista. Tristemente, acreditei que pudesse existir alguma integridade neste governo - tenho, pelo menos, de dar a mão a castigar pela falta de melhorias que hoje, muitos meses depois, se verifica. Pouco mudou. E eu já acredito em muito pouco. Por isso, não falo. Não posso.

Se me ocorrer uma solução, contudo, eu venho cá dizer. Ou se, entretanto, surgir uma iniciativa que verdadeiramente adiante, eu apoio e dou o meu sangue se for preciso. Ou alguém que realmente traga um fósforo para acender a tocha que nos guie para o fim deste túnel.

Hoje.

Hoje não me apetece pensar em crise. Hoje tenho saudades de Paris. De Londres. De Nova Iorque. Do meu belo Puri Mas. De campos de arroz a perder de vista. Da Stroget. Da chuva tropical. De acarajé e bolo de fubá. Da brisa fresca do Báltico. De bolo do caco. De praias de pedra. De pizza em forno de lenha e gelato feito por eles. De tribos perdidas na bruma. De praias desertas de pessoas mas povoadas de vacas. De quatro patas. Do frio na cara enquanto se desce a montanha em (relativa) velocidade. Da sensação de cabeça leve quando se está acima dos 3000 metros. De tudo o que já (vi)vi nesta vida, e mais ainda daquilo que me falta (vi)ver. Mas não faz mal. Hoje tenho os beijos de baba do meu filho. A ternura do meu homem. E por hoje, por amanhã e depois, isso basta-me.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Há sensações boas

Como a de estar sentada no silêncio da nossa casa nova, no cadeirão do quarto do meu fiho, no fresquinho e - já mencionei? - no silêncio. Aaaaahhhhhhh.

Não estou a fazer o que era suposto, como estar a enfiar coisas em gavetas, mas isso agora pouco interessa. Enjoying the moment.

Parou tudooooooooooo

Ainda tenho hipóteses de ir ver os Ornatos ao Coliseu? É isso? Holler!!!!!!!

Só tenho de arranjar maneira de comprar o bilhete

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Just shoot me now

As últimas semanas O dia de hoje tem sido inenarrável. A sério, nem me dou ao trabalho, mais vale desconsiderar, minimizar, e rezar esperar que o final compense o início, o meio e os dois terços.

Mas valeu pelo seguinte trecho. Parte deste dia pra lá de espectacular envolveu a loja do cidadão aqui da terrinha, que em Agosto, como deve ser imaginável, está coberta de enxames de gente. Toda ela com um propósito - pagar a conta da água/luz/gás que chegou e cujo prazo expirou enquanto se andava a veranear. Ora, eu, que não trabalho sozinha mas parece, tive o mesmo infortúnio. Enquanto esperava, deleitei-me a analisar numa perspectiva sociológica a extensa e diversificada amostra que tinha à minha frente. Vi muita gente desconhecida muito engraçada, alguma menos engraçada, fui alvo de uma tentativa de homicídio por inalação de maus odores corporais por parte de dois senhores que me ensanduicharam, cada um ocupando a cadeira ao lado da minha pela esquerda e direita, vi clientes relapsos, vi clientes relapsos de clientes meus, enfim. Eis senão quando, vi uma conhecida minha que é e sempre foi gira, estupidamente gira, enfuriantemente gira (e não é burra). Estava eu a pensar, bolas, como é que isto se dá assim, um gajo normal envelhece e engorda, não fica para sempre gira e boa, não pesa sempre o mesmo, não veste sempre o mesmo, como uma miúda gira nos vintes, não usa sempre aquele sapato lindo... Ups. Strike that. Stripper shoes alert. Mas stripper stripper, tipo 20 cms de salto mais 10 de plataforma, tipo Litas mas em sapato semi-aberto, em cor neón, em modo horror. Olhei para os meus pés e pensei, até posso ser gorda e estar velha e acabada, mas não perdi o bom gosto, nem a noção. Fiquei tão contente. Sou mesmo bi-atch, mas este episódio pode bem ter salvo o meu dia.

sábado, 18 de agosto de 2012

E ao sexto dia de férias...

...rais parta este tempinho. Resta-me tomar o pequeno-almoço em frente ao computador e ao TLC. Não me apetece ver o Encantador de Cães. Nem os outros canais.

Esta manhã estou descomunalmente telhuda. Senhor meu filho decidiu que às 2h30 é que era uma boa hora para acordar. Mãe desesperada (que se tinha deitado há apenas uma hora) a tentar adormecê-lo sem sucesso, até que às 4h o piolho eléctrico lá se deixou dormir, apenas para acordar nova e definitivamente às 7h. Valha-me a minha irmã, que o levou e me permitiu dormir mais uma horita e tal.

Agora está a dormir uma sesta, e eu estou cheia de nervos, porque na casa contígua parece que o telhado vem abaixo. Não sei o que lá se passa, mas vai uma animação só, o meu vizinho mais pequeno está endemoninhado e as paredes são folhas de papel. Acho que me vai dar aqui um treco.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Quatro dias de férias...

... e duas conclusões:

Conclusão nº 1 - O meu filho é a única criança que conheço que não gosta de praia. Não vale a pena, já com algumas tentativas goradas, ele continua a mostrar que não gosta. Não gosta da areia na pele (sai à mãe), não gosta da água, não gosta de apanhar sol. Não se consegue entreter com o balde e as coisas adjacentes (também ainda é pequenito) e mesmo que nós nos desfaçamos a mostrar-lhe coisas supostamente giras e diferentes para fazer, ele não gosta. Ponto.

Conclusão nº 2 - Os babykini não são fraldas. São self-proclaimed calções de banho. Não é por serem da Dodot que se tornam fraldas. Ou então são fraldas incompetentes, que não dão vazão às xixizadas do meu filho. Calções de fora para a máquina de lavar.

Três dias e meio de férias...

... e já com resoluções tomadas. Esperam-se vitórias e não fails.
Resolução nº1 - vou pegar nesta minha piração geral, nesta pancada brutal que já não pode crescer mais, e vou depositá-la no divã de um/a qualquer profissional qualificado/a. Saber admitir que se precisa de ajuda e saber procurá-la com a necessária humildade também deve ser uma qualidade, e é definitivamente uma lição que preciso de aprender.

Resolução nº 2 - quando o pequeno troll desmamar, daí até ao Verão seguinte, o objectivo é perder 20 kgs. A ver se não faço mais figuras destas na praia. *deep sigh*


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Hopeful, not hopeless

However, e apesar de tudo o que vai dito - ainda que feio, é verdadeiro - sinto-me sempre hopeful. Acredito que, desde o negro ano de 2008, essa esperança é o que me mantém fora de uma cama, resistente à poderosa herança genética e à inominável "d" que vai no sangue dos meus. É uma capacidade estranha de achar que, apesar de me sentir puxada para baixo, me vou conseguir içar sozinha. E vou. Vou.

sábado, 28 de julho de 2012

...

Ter um jantar agradável e caseirinho marcado em casa de uma amiga e estar com esta telha descomunal e esta dor de cabeça brutal e esta pseudo-depressão que me anda a ameaçar há anos a berrar-me aos ouvidos. Não me apetece vestir, não me apetece arranjar, não me apetece emendar esta lasca que acabei de fazer no verniz já de si muito precisadinho de reformar, não me apetece sair à pressa para comprar os presentes que devia ter ido comprar de manhã mas as voltas trocaram-se-me, não me apetece levar as sobremesas que fiz e não me calharam como eu queria. Telha, pronto.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Por anormal que isto possa parecer

Hoje, ao ler este texto no Cocó na Fralda, pus-me a pensar na vida e no euromilhões. Eu jogo no euromilhões todas as semanas, se me lembrar. É óbvio que, se jogo, gostava - e tenho a legítima expectativa, deduzida das parcas probabilidades - de ganhar um prémio. Quanto aos 135 milhões... não sei se as coisas são assim tão lineares.

Pus-me a pensar, e chego à conclusão que, na verdade, não queria assim muito os 135 milhões. Posta a questão "ficas como estás ou queres 135 milhões?" tenho de pensar um bocadinho - não é nesse sentido que estou a falar. Mas, em caso de ser uma feliz vencedora do euromilhões, e podendo escolher teoricamente o meu destino, acredite-se que preferia mil vezes ganhar um ou dois milhõezitos do que a bolada inteira. Não só porque isso significaria que muitas mais pessoas teriam ficado felizes e mais endinheiradas; nem só ainda porque esses um ou dois milhõezitos já chegavam e sobravam para me deixar feliz e despreocupada, e à família e amigos também, pois os meus objectivos de vida não envolvem assim muito mais coisas materiais do que as que já tenho.

Na verdade, penso que o meu sonho nesta vida, a nível material, seria tão-simplesmente não dever nada a ninguém, ter um tecto sólido, ter um carro que dê para a famelga e outro que dê para o trabalho (somos dois adultos que precisam de dois carros, infelizmente para o ambiente), ter um pé-de-meia em caso de algum de nós ficar doente ou incapacitado, e um fundozinho de maneio para o meu único vício e luxo assumido (em stand-by, mas qualquer dia volto ao activo): ver mundo. Gadgets não ligo, a não ser ao iPhone, que já tenho (e foi comprado em segunda mão, o que eu nem sabia possível), roupas e sapatitos e malocas gosto sim senhor - afinal sou gaja - mas não sou de me perder nesse mundo.

Portanto, 135 milhões de euros eram pornograficamente excessivos para as minhas necessidades. Não preciso de tanto, e por outro lado - serei a única pessoa a quem ocorrem pensamentos negativos com tanto dinheiro em questão? E se se soubesse, se se tornasse público que eu era milionária à 135ª escala? Eu quereria partilhar esse dinheiro, e se alguma das minhas pessoas me delatasse? E se alguma das minhas pessoas se transformasse, me desiludisse? E se EU me transformasse? E se, de repente, eu passasse a ter AINDA mais amigos (que, felizmente, sou bem servida nesse campo, em número e em qualidade), daqueles que se aproximam pelo faro? E se alguém me raptasse o meu filho para pedir um resgate à milionária do euromilhões (eu vejo muitos filmes)? E se eu e o meu marido perdêssemos a perspectiva? E se este dinheiro causasse a cisão no meu casamento?

Ponderadas estas variáveis, antes pobre e feliz. Mas isso sou eu, que sou pessimista desde que nasci.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

[Cansada]

De ouvir, ler, receber más notícias que envolvam crianças. Más notícias, daquelas mesmo más [as crianças deviam ser intocáveis. Intocáveis]. De não dormir o necessário para assegurar o funcionamento dos serviços mínimos. De me doer a cabeça todos os dias por não dormir o suficiente. Não mata mas mói. De ter a vida desorganizada. De ter o trabalho atrasado. De ter de contar os meus tostões. De crise. De ouvir falar de crise. De más decisões. De cortes estúpidos, os poucos que me afectam directamente e os muitos que não, ou indirectamente. De filosofias baratas. De injustiças, sociais e pessoais. De que não me deixem fazer o que quero. De ser mal entendida. De pessoas abusadoras. De me deverem o que é meu por legítimo direito, de caloteiros. De padrões morais comprados no chinês. De pessoas soberbas, cheias de si mesmas, arrogantes.
Hoje é sexta-feira e eu hoje estou muito. Muito mesmo.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estou com algum receio do dia de amanhã...

... especialmente porque acabei de enfardar uma percentagem perigosa de uma tablete de chocolate de culinária.

[Sim, continuo uma desequilibrada alimentar]

[E sim, continuo assolapada de amores pelo meu pequeno troll, a viver de modo talvez demasiado intenso esta história de maternidade, pelo menos no que ao seu lado menos risonho concerne, assoberbada de trabalho sem tempo para lhe dar vazão, e com demasiadas coisas não-divertidas, mas não-trágicas, a acontecer em simultâneo. Desejando que a ordem e o controlo voltem a mostrar as trombas no meu destrambelhado quotidiano]

domingo, 25 de março de 2012

Decididamente preciso de fazer uma limpeza ao 5º andar

Com um solinho deste, 27 graus lá fora, e ainda assim prefiro ficar em casa, de pijama, entre os dois homens de ma vie.

terça-feira, 20 de março de 2012

Something's gotta give

Esse é o meu problema. E, ao mesmo tempo, a solução.