... a que ia fazer no sentido figurado, e que foi mais curta do que pensava.
Quando disse que precisava de um intervalo do blogue, isso deveu-se a uma crise de falta de inspiração, de motivação para aqui escrever. Como eu só gosto de fazer as coisas bem feitas (da minha perspectiva, claro), não me apetecia estar a escrever coisas à toa, só para manter o blogue activo. Também não tinha muito tempo para seguir os blogues de que gosto. Tudo isso me começou a gerar um certo mal-estar, daí ter decidido que mais valia retirar-me durante um tempo e voltar quando sentisse que algo havia mudado - sem prazos, sem datas.
Por outro lado, psicologicamente não me encontrava num bom momento, o que por si só não cria nada de interessante para dizer.
O que aconteceu foi que, durante o tempo em que estive fora, dei por mim a pensar em determinadas coisas e a concluir que era algo que daria um post, ou que me apetecia partilhar. Apercebi-me que já tenho o blogue como algo intrínseco aos meus dias, e deu-me vontade de voltar a escrever logo que me fosse possível.
Não foi, como já "ouvi" por aí, uma jogada de marketing para o meu blogue, que mais parvo e insignificante não pode ser. Fui drama-queen? Caras pessoas, eu SOU drama-queen. Em tudo, no que sinto para bem e no que sinto para mal. Expresso-me sempre no limite.
A mudança que se deu não foi ao nível externo. Continuo com falta de tempo, com stresse a mais. Mas entendi que isso não deve prejudicar as coisas que gosto de fazer - pode condicioná-las, mas não as deve prejudicar. Foi, assim, uma mudança mais de carácter estrutural.
Em relação ao meu estado psicológico, também não se alterou por aí além. Não é algo que melhore por milagre, mas vamos andando, devagarinho mas steady, como o caracol. Tenho feito muita limonada com os mini-limõezitos que me têm sido presenteados. O importante é que os frutos azedos da minha vida não são daqueles bem gigantes. E só isso já é motivo para sorrir, não é?
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
I need a break. So, so long.

De vez em quando faço isto. Se acho que há algo que me faz sentido num momento, faço-o. Se, por alguma razão, essa actividade deixa de me fazer sentido, não perduro nela por nada. Abandono, interrompo, procuro o meu bem-estar noutro sítio.
Acontece que, neste momento, não me sinto bem aqui, tão bem como deveria. Ou melhor, o blogue não me tem trazido - ultimamente - o escape, a descontracção, os good feelings que preciso que ele me traga. Os outros blogues também não. Por isso, quem está mal muda-se, não é? Eu vou, mas hopefully não irei para sempre.
Sim, devo ter definitivamente queimado um fusível. A verdade é que não me sinto bem há muito tempo (já o disse, sei que sou chata), e infelizmente não retomei ainda a minha velha persona. Mas, por esse mesmo motivo, não vou estar por aqui a encher chouriços com posts que não vão interessar ao Menino Jesus, apenas para manter um "público". Muito menos quero deixar o blogue cair na deprê. Não foi para isso que o criei. Assim, um ano volvido, eis que a sua vida fica suspensa por algum tempo.
Oxalá que esta pausa sirva os seus propósitos. Que daqui a algum tempo (pouco, espera-se) volte renovada e vitaminada, cheia de vontade de contar experiências, partilhar pensamentos e dedicar-me a futilidades. Por enquanto vou de viagem, em mais do que um sentido - no sentido real e, este mais importante, no figurado.
E entretanto quem me quiser, ou de mim precisar, sabe onde me encontrar.
Acontece que, neste momento, não me sinto bem aqui, tão bem como deveria. Ou melhor, o blogue não me tem trazido - ultimamente - o escape, a descontracção, os good feelings que preciso que ele me traga. Os outros blogues também não. Por isso, quem está mal muda-se, não é? Eu vou, mas hopefully não irei para sempre.
Sim, devo ter definitivamente queimado um fusível. A verdade é que não me sinto bem há muito tempo (já o disse, sei que sou chata), e infelizmente não retomei ainda a minha velha persona. Mas, por esse mesmo motivo, não vou estar por aqui a encher chouriços com posts que não vão interessar ao Menino Jesus, apenas para manter um "público". Muito menos quero deixar o blogue cair na deprê. Não foi para isso que o criei. Assim, um ano volvido, eis que a sua vida fica suspensa por algum tempo.
Oxalá que esta pausa sirva os seus propósitos. Que daqui a algum tempo (pouco, espera-se) volte renovada e vitaminada, cheia de vontade de contar experiências, partilhar pensamentos e dedicar-me a futilidades. Por enquanto vou de viagem, em mais do que um sentido - no sentido real e, este mais importante, no figurado.
E entretanto quem me quiser, ou de mim precisar, sabe onde me encontrar.
Ainda que extremamente sensibilizada com as mensagens que me deixaram ontem, é algo que preciso de fazer.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
É que depois o problema
Eu sou eu e as minhas circunstâncias

Já dizia Ortega y Gasset. A nossa essência é definida e integrada pelo que nos rodeia. Pela nossa educação, o nosso contexto social, a nossa estrutura familiar... Mas também, ao mesmo tempo, por outras nossas circunstâncias: os nossos vícios, as nossas manias, as nossas preferências, as nossas singularidades, as nossas idiossincrasias. Tudo isto faz parte do "eu".
E tem sido recorrente nos últimos tempos. Uma das coisas que mais detesto nesta vida: que as pessoas (aquelas que supostamente me são próximas, por um motivo ou outro) não pensem em mim, não dêem atenção às minhas necessidades ou aos meus gostos, por mais simples, fáceis, inofensivas e pequeninas que as coisas sejam, e façam comigo o oposto daquilo que faço com e por elas. Que me ignorem, porque nem lhes passa pela ideia dedicar um minuto do seu precioso tempo a pensar nos outros, no que os pode deixar contentes ou fulos da vida. Quando, felizmente, elas se podem gabar do preciso oposto.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Só porque...















...me apetece, porque estou feliz, porque estou nostálgica, porque pensei na Matilde, porque ver, ouvir e falar de casamentos me traz saudades desse momento da minha vida, porque me sinto bonita nestas fotos, porque me apetece.
Fotografias de Matilde Berk. Mais da autora aqui.
Versão com marca d'água para protecção de copyright.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
É triste...

...mas apenas recentemente comecei a ouvir de novo a minha "velha" gargalhada espontânea e cheia de vontade. Aos pouquinhos, começo a ouvi-la mais de vez em quando. É que, por razões que desconheço, há uns dois anitos que ela andava aqui amarfanhada no fundo do peito. O riso, a diversão, a boa disposição aconteciam, mas sem virem acompanhadas de relaxamento, de entrega total, de bem-estar genuíno e puro. Será que as nuvens cinzentas se começam mesmo a dissipar de vez? Nada me faria mais feliz, isso vos garanto.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Blogopeople

Este é um aviso à navegação: a autora deste blog encontra-se em modo stand-by, porquanto não tem grande vontade de escrever, e pouca inspiração para alimentar essa vontade. A mente da autora deste blog recusa-se a responder aos ultimatos que lhe são feitos pela sua proprietária, e apenas se encontra disponível para pensamentos envolvendo sol, praia, mar e outros componentes que por enquanto lhe são vedados, devido às vicissitudes laborais com as quais ainda se encontra comprometida. No entanto, esforços serão desenvolvidos no sentido de coagir a mente da autora deste blog a produzir pensamentos traduzíveis em algo legível, a publicar dentro do mais breve prazo possível.
Grata pela compreensão.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A minha mala aka "casa a tiracolo"
Aceitei este desafio, vindo da minha querida Hoje vou casar assim, para vos mostrar o conteúdo da minha mala! Ora cá vai:

Temos:
- carteira para o dinheiro e documentos mais importantes;
- agenda;
- bloquinho de anotações (tinha de ter um gato, claro está!);
- chaves de casa, carro, trabalho;
- bolsinha com alguns itens de higiene/cosmética;
- bolsinha com outros itens da mesma natureza, mais pequenos;
- lenços de papel;
- Halls (desde que parei com as pastilhas elásticas por dores no maxilar);
- estojinho com canetas e duas pen (não está a vista o estojo, só o conteúdo);
- uma maçã para trincar quando der a fomeca;
- telemóveis;
- óculos de sol e respectiva caixa;
- porta-cartões (para cartões de visita e de comércio).

Aqui temos, em pormenor, os conteúdos da bolsinha menor:
- Compeed para alguma eventualidade indesejada;
- Pensinhos rápidos;
- Comprimidos (ibuprofeno ou paracetamol);
- Caixinha das lentes;
- Elásticos e/ou ganchos de cabelo.

E aqui temos os conteúdos da bolsinha maior:
- Desinfectante em gel para as mãos;
- Creme hidratante para as mãos;
- Compeed para as bolhas nos pés;
- Protector labial e um bálsamo labial com um pouco de brilho.
Costumo ainda trazer outras coisas: alguma maquilhagem, água, papéis diversos, um livro ou outro que ande a ler, produtos de higiene pessoal (dependendo da altura do mês...), toalhitas... Mas hoje é só mesmo isto que trago comigo.
Aproveito ainda para mostrar o curioso do Sushi, que teve de dar o ar da sua graça:

E a sôdona Leide Anouk, que não se dignou a descer do parapeito da janela onde estava nos habituais banhos de sol.

O desafio, passo-o a quem o quiser aceitar! :)
Temos:
- carteira para o dinheiro e documentos mais importantes;
- agenda;
- bloquinho de anotações (tinha de ter um gato, claro está!);
- chaves de casa, carro, trabalho;
- bolsinha com alguns itens de higiene/cosmética;
- bolsinha com outros itens da mesma natureza, mais pequenos;
- lenços de papel;
- Halls (desde que parei com as pastilhas elásticas por dores no maxilar);
- estojinho com canetas e duas pen (não está a vista o estojo, só o conteúdo);
- uma maçã para trincar quando der a fomeca;
- telemóveis;
- óculos de sol e respectiva caixa;
- porta-cartões (para cartões de visita e de comércio).
Aqui temos, em pormenor, os conteúdos da bolsinha menor:
- Compeed para alguma eventualidade indesejada;
- Pensinhos rápidos;
- Comprimidos (ibuprofeno ou paracetamol);
- Caixinha das lentes;
- Elásticos e/ou ganchos de cabelo.
E aqui temos os conteúdos da bolsinha maior:
- Desinfectante em gel para as mãos;
- Creme hidratante para as mãos;
- Compeed para as bolhas nos pés;
- Protector labial e um bálsamo labial com um pouco de brilho.
Costumo ainda trazer outras coisas: alguma maquilhagem, água, papéis diversos, um livro ou outro que ande a ler, produtos de higiene pessoal (dependendo da altura do mês...), toalhitas... Mas hoje é só mesmo isto que trago comigo.
Aproveito ainda para mostrar o curioso do Sushi, que teve de dar o ar da sua graça:
E a sôdona Leide Anouk, que não se dignou a descer do parapeito da janela onde estava nos habituais banhos de sol.
O desafio, passo-o a quem o quiser aceitar! :)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Esse carrasco que me apavora

Hoje não é um dia cor de rosa. António Feio morreu. E eu sinto muito a sua morte, como a de uma figura com quem tanto simpatizava.
E a sua morte ressuscita em mim, mais uma vez de tantas, o medo que, confesso, está lá sempre, latente e teimoso. O pavor de esse monstro me roubar novamente alguém. O pavor de ter de travar uma luta contra esse (O) monstro.
Sou fraca, eu sei. Sou humana. Mas hoje apetece-me derramar uma lágrima ou um rio, não só pelo vulto que se perdeu, pelo homem que tristemente não venceu o monstro, mas também pelo medo desse carrasco que me apavora.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Got. To. Quit. Again.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Já vos disse que sou uma esquecida?
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Feeling good

Hoje, e apesar de algumas adversidades que teimam em perseguir-me, sinto-me bem. Sinto-me bem disposta, de riso fácil, sem grandes medos. Se calhar é o facto de amanhã ser feriado. Ou então foram as palavras de alguém, que já passou GRANDES adversidades, e que me aconselhou a deixar as minhas lá num cantinho e a concentrar-me em ser feliz. De repente, tudo se relativiza e dá a sensação que, realmente, tudo se consegue.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Não...

... desculpas não peço, mas passei muito tempo (e ainda passo) a justificar-me perante os outros e perante mim própria. Essa relação nunca poderia ter redundado em nada decente, em nada que qualquer um dos dois merecesse. E, no entanto, durou tanto. A culpa - ou a responsabilidade, atribuo-a à cegueira transitória que acho que acomete tanta gente que anda à procura de um bem maior. Àquela inércia e insensibilidade que entorpece a nossa mente, que passa a debitar em loop que ali é que estamos bem, que o que é desconfortável é sair dali.
Mas o dia chega sempre, esse dia em que o pensamento engatilhado se solta, e nós percebemos que estamos a sobreviver, a sufocar, a definhar num amor que não é. Já não é, se algum dia o foi. E aí só nos resta partir ou ignorar mais esse chamado. Eu parti. E parti-o. Sei que o parti, mas também sei que foi pelo melhor dos motivos. Lá estou eu a justificar-me, é mais forte do que eu.
Depois disto, chega o lamento de se ter dado tanto para trazer tão pouco (nada). Enquanto o equilíbrio não retorna, vem o lamento de tamanha ingratidão por tudo o que de nós foi dado e nunca mais será devolvido nem substituído.
Hoje, apesar de tudo, de (ainda) magoar essa ingratidão e toda a incompreensão, sei porém que, não fosse tudo o que tenho para trás, hoje com quase toda a certeza não estaria aqui. Não teria a pessoa que tenho ao meu lado, a vida ter-nos-ia levado provavelmente por caminhos diferentes, para longe um do outro.
E por isso é que creio (quero crer) neste determinismo, que valida o meu presente. Porque de outro modo sentir-me-ia esvaziada de tanta coisa que dei de coração - porque acredito profundamente que o amor, ou o que pensamos ser o amor, só se alimenta da dádiva mútua - a quem tão pouco me soube dar de volta. Esvaziada e sem qualquer contrapartida.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Blabbermouth

Muito me entristece, mas sou um bocado. Falo demais. Às vezes arrependo-me... Não tenho grande filtro no que respeita às coisas que digo. Não em qualidade, mas em quantidade. A ver se me explico: às vezes dou por mim a contar uma coisa a uma pessoa e arrependo-me instantaneamente, porque faço da minha vida um pouco "livro aberto" e isso desprotege-me dos pensamentos e dos cochichos de terceiros. Outras estou a partilhar uma insegurança ou uma dúvida profissional e arrependo-me, porque isso faz de mim "uma insegura" ou "uma inexperiente", quando são pensamentos que nos assolam a todos, mas alguns de nós sabem escondê-los melhor e criar uma imagem inatingível. Outras ainda, se ando preocupada com alguma coisa, torna-se para mim muito difícil esconder, porque sou transparente e se puxam por mim...
É mais uma das minhas lutas. Pensar bem antes de falar. E manter algumas coisas só para mim e para aqueles que me são (mesmo) próximos, ou que considero fiáveis.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A fine line
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Monossílabos
quinta-feira, 8 de abril de 2010
E quando não há nada para dizer?

Quem me conhece, e também quem me lê, saberá que não estou num bom momento. Momento este que dura já há um bom tempo - talvez uns bons dois anos. Eu não o entendo, não o consigo destrinçar. Sou analítica e auto-crítica, por isso tento incessantemente fazer este exercício. Só consigo destruir aquilo que consigo perceber. Mas a verdade é que as minhas tentativas de entender esta crise têm sido infrutíferas.
Como é lógico, no meu dia-a-dia faço os impossíveis por me mostrar de bom humor, confiante, activa, faladora, enfim, no meu velho ser. Até criei este blog para isso, para efeitos terapêuticos, para dizer imbecilidades, para fazer reflexões. Mas a verdade é que não tenho nada, ou tenho muito pouco, a dizer. A quem quer que seja. A minha mente está fraca, sinto-a debilitada, não produz o seu habitual. Parece-me que nas crises muitos de nós são assim; eu sou-o de certeza.
Quero tanto sair deste buraco. Invento mil e uma hipotéticas formas de o fazer. Porque estou constantemente a lutar. A lutar contra mim mesma e a lutar contra este estado de espírito. Por mil motivos, mas essencialmente sei que ele está aqui por qualquer motivo mórbido que sai fora do meu controlo. Não porque eu ache que a minha vida é má, não porque eu ache que só me acontecem coisas más. Porque felizmente não tem sido esse o cenário. E fico de facto inspirada quando vejo pessoas a quem REALMENTE a vida traz limões, e elas alegremente - ou tentando-o - fazem limonada fresquinha. Mas a mim a tristeza sai-me do controlo.
Apesar disso, continuo a lutar para viver com o meu interior em harmonia com as condições externas da minha existência. Sempre a lutar, e convicta de que vou conseguir, mesmo que perceba que ainda não encontrei o caminho. Sempre convicta de que isto é uma fase - ainda que longa - e de que não houve nenhuma transformação dentro de mim, que me tornou vazia e poeirenta. Sempre à procura daquela mulher engraçada, aventureira, inteligente, de coração aberto, segura mesmo com tantas pequenas inseguranças, curiosa pela vida e pelos outros, sedenta de coisas. Não sei dela. Mas enfim, continua-se a busca. Até lá, wish me luck. Fica o (mais um) desabafo.
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