segunda-feira, 18 de outubro de 2010

É uma análise genial...


... seja este texto do Carlos Drummond de Andrade (conforme sempre vejo ser-lhe atribuído) ou não.

E as duas últimas frases são sem dúvida poderosas. Optemos sempre bem.

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias, se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade

domingo, 17 de outubro de 2010

Não podia vir mais a propósito...


...deste post de ontem:

“For what it’s worth: it’s never too late or, in my case, too early to be whoever you want to be. There’s no time limit, stop whenever you want. You can change or stay the same, there are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it. I hope you make the best of it. And I hope you see things that startle you. I hope you feel things you’ve never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you’re proud of. And if you find that you’re not, I hope you have the strength to start all over again.”

Adoro #10

Os bolos caseirinhos do Pimenta Rosa. Nunca resisto a trazer uma fatia para partilhar com o M.. Ou duas, pronto, que eu não vou ao Porto assim tantas vezes.

E pronto, assim de repente, desgraçámo-nos os dois, mas só um bocadinho

A nossa tarde de compras foi frutífera. Acho que nestes dois dias esgotei o meu plafond A/W 2010/11. Mas precisava de reciclar algumas coisas, e portanto vou satisfeitinha; além do mais, para as coisinhas que comprei, até nem gastei muito.

Uma nota muito positiva para o outlet The Style em Vila do Conde, antigo Factory. Foi a primeira vez que lá fui desde a remodelação, e gostei muito. Tem IMENSAS lojas, em geral com óptimas oportunidades. Eu destaco a Sacoor, porque é uma loja onde me abasteço um pouco no que toca a roupa de trabalho mais formal - porque a roupa tem imensa qualidade e é intemporal, nunca passa de moda -, e em termos de outlet tem preços fantásticos. Para dar um exemplo, ontem comprei lá umas sabrinas, uma camisa e um tailleur calça-casaco, tudo com 70% de desconto.

Também adorei o The Style Lounge, um cafezinho engraçado para se fazer uma pausa na shopping spree, com coisinhas deliciosas para comer. Eu comi um muffin de banana, noz e chocolate absolutamente divinal!

Por fim, devo dizer que estava cheia de medo da enchente de fim de semana. Mas acabámos por ir mais perto do final da tarde, o que foi bom, porque pelos vistos é a hora em que o people começa a dispersar. Arranjámos estacionamento à porta, havia pouco movimento nas lojas, e como ficámos até às 21h30, foi uma horinha santa para andar a ver tudo sossegadinhos...

Única pedra no meu sapato: um casaco Purificacion Garcia que ficou lá a chamar por mim. Lindo, cinza, 60's, Jackie O, tudo o que eu queria. Mas custou-me dar o dinheirinho. Pode ser que encontre alguma coisa mais em conta algures por aqui - wishful thinking, anyway.

sábado, 16 de outubro de 2010

É nestas ocasiões que o anonimato dos blogs (por relativo que seja) nos ajuda a deitar as coisas cá para fora



Já por aqui fui falando de uma relação, anterior à minha presente, que tive. Foi uma história que deixou muita mágoa, muita desilusão, muito ressentimento. Foi uma relação que eu terminei unilateralmente. Os motivos? Desamor, a percepção de que já não se ama. De que não se sabe sequer se se amou verdadeiramente. E de que não se quer viver uma vida inteira com essa percepção. Como única certeza, o saber que tínhamos mesmo de ter vivido essa história, porque algo que começou, decorreu e terminou assim só pode ser cármico.

Foi um final abrupto, eu sei. Mas a partir do momento em que eu tive certeza de que não queria estar ali - sentimento este que durante muito tempo eu não soube que existia, para o qual fui alertada e sempre neguei, que depois começou a latejar lá dentro e de repente explodiu com um estrondo ensurdecedor - , porquê adiar? Seria viver uma tortura, um fim anunciado.

A outra pessoa, e as pessoas que o rodeiam, não souberam lidar com esse final. Não conseguiram, ou não quiseram, acreditar na verdade. Sim, porque fui incapaz de dar qualquer justificação que não a verdade, que é a maior forma de respeito que considero existir numa situação destas. Preferiram inventar teorias alternativas, que me transformassem numa cabra, numa pessoa não-grata. Literalmente. Numa oportunista, o que é de ir à gargalhada, digo eu. Preferiram esquecer o quanto dei de mim, todas as vezes que chorei à conta dos actos feios que ele praticou, todas as vezes que fui eu quem remendou os buracos que ele fez, todas as noites em que, durante um ou dois anos, trabalhei no projecto dele depois do MEU dia de trabalho, todas as faltas de "obrigado"s e de respeito, todo o apoio material e imaterial que saiu de mim durante os sete anos de relação. Preferiram esquecer os momentos bons que partillhámos. Sim, fui oportunista. Agarrei com unhas e dentes a oportunidade que a vida me deu de voltar a ser feliz. A consciência de que ali não o era.

Depois do fim, não acabou o pesar. Foram meses de perseguição, de telefonemas doentes, de mensagens obscenas, de esperas à porta de casa, de ameaças e de súplicas. E eu, que tanto quis agarrar-me à verdade, fui obrigada a fugir. A única forma de me libertar foi através de... uma mentira. Não me arrependo. Eu só queria (re)começar a viver, livre.

Tenho a certeza que ele, e a família dele, não me perdoaram. Que não me perdoarão jamais, por ter tido a coragem de fazer algo por mim. Nunca o quis ferir. Mas há coisas que são inevitáveis.

Eu, por outro lado, não os consigo perdoar. Ou não consegui, até agora. Não quero vê-los, falar deles, quero esquecer que eles existem, como na imagem que coloquei em cima. E isso é mau, porque me traz ainda suspensa desse desamor, dessa mágoa, desse ressentimento. Eu quero perdoar as pessoas que me injustiçaram com palavras, com pensamentos, com maldizeres. Mas até hoje ainda não consegui.

Ao longo destes 5 ou 6 anos que se seguiram à separação, foram-me dizendo que ele nunca ultrapassou a raiva dele. Que ele não seguiu em frente. Eu sempre desejei o contrário com todas as minhas forças - quanto mais não fosse, para me perdoar completamente a mim mesma. Hoje, enquanto passeava no Facebook, descobri o mural dele por mero acaso. Cedi, vi as fotografias. Ele pareceu-me tão bem, tão feliz, tão mais equilibrado. E eu fiquei tão contente. Por ele, porque descobri que quero que ele seja feliz, que esteja bem, que encontre o caminho dele. Por mim, porque senti que posso finalmente começar a deixar de me culpar. Talvez se eu algum dia me conseguir perdoar totalmente, consiga perdoar os outros. E talvez nesse dia esta sombra que, lá no fundo, sempre me acompanhou, possa ser afastada para sempre.

O meu piruças...



...depois do "corte radical" que sofreu esta semana, agora vou sempre dar com ele nesta linda postura de perna escarrapachada.
É ou não é um pançudinho? (Ainda só tem 7 meses e já pesa mais do que a Anouk, que tem quase 4 anos)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Change of look.


Eu sei, muitas pessoas me aconselharam a não cortar. Mas eu sou amiga das tesouras, o que fazer? Assim posso mudar quantas vezes eu quiser: corto mais pequenino, ele volta a crescer, eu volto a cortar e é um regabofe pegado. Confesso que me sinto mais livre; e, por outro lado, confesso que não era nada disto que eu estava à espera. Mas é o que acontece quando dou carta branca à R. Surpresa!
Sinto-me um pouco Judite de Sousa - daí o ter posto a fitinha com o laço -, mas acho que é aquela sensação de ter saído do cabeleireiro. E é o meu primeiro bob! Será que vou gostar quando lavar e ele secar ao natural, cheio de ondas e volume? Hum... we'll see.
Acho que sei de uma pessoa que não vai gostar muito (hem, C.? Hihihi) mas a minha principal intenção é ir mudando e experimentando, qual camaleãozito que eu sei que sempre esteve aqui dentro. Daqui a um mesito ou dois, logo veremos o que me dá na cabeça. :)

É isso, é o desporto





Tem-me feito falta. Não propriamente o basquetebol, o desporto e a actividade física em geral.

P.S. Adoráveis estas imagens. Nem me importa que a desculpa para as usar seja meio esfarrapada.

Eu sei que estou a cultivar o gosto por mim mesma, e blá, blá, blá...


...mas começo a preocupar-me quando começo a verificar que as coisas estão a deixar de me servir, ou a magoarem-me nalguns pontos críticos. (Estou a pesar sensivelmente o mesmo, o que torna esta constatação um pouco um fenómeno. Acho que estou a fazer retenção de líquidos.)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Ui ui...


Cheira-me que este fim de semana me vou desgraçar um bocadinho. Não devia, mas só um bocadinho, vá.