quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Eu sou eu e as minhas circunstâncias


Já dizia Ortega y Gasset. A nossa essência é definida e integrada pelo que nos rodeia. Pela nossa educação, o nosso contexto social, a nossa estrutura familiar... Mas também, ao mesmo tempo, por outras nossas circunstâncias: os nossos vícios, as nossas manias, as nossas preferências, as nossas singularidades, as nossas idiossincrasias. Tudo isto faz parte do "eu".
E tem sido recorrente nos últimos tempos. Uma das coisas que mais detesto nesta vida: que as pessoas (aquelas que supostamente me são próximas, por um motivo ou outro) não pensem em mim, não dêem atenção às minhas necessidades ou aos meus gostos, por mais simples, fáceis, inofensivas e pequeninas que as coisas sejam, e façam comigo o oposto daquilo que faço com e por elas. Que me ignorem, porque nem lhes passa pela ideia dedicar um minuto do seu precioso tempo a pensar nos outros, no que os pode deixar contentes ou fulos da vida. Quando, felizmente, elas se podem gabar do preciso oposto.

Mood to start the day off


Hoje não estou para amar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por ter visto uma reportagem sobre lapidação na RTP África


... que muito apreciei, tomei contacto com este filme. Tenho de o arranjar de alguma maneira, quero muito vê-lo e acho que já não vai aparecer por cá no circuito comercial. Ainda por cima tem o Jim Caviezel - o que eu adoro este homem!

Eu e as viagens #3


Ao andar a explorar os meus álbuns de fotografias, constato que já visitei quatro dos continentes deste mundo em que vivemos. Um dia quero pisar o quinto.

Séries, séries, séries



O nosso Outono/Inverno costuma ser passado maioritariamente desta forma: quentinhos em casa, no sofá com uma manta, os gatos e alguma coisinha para morder. Os desvios à regra são: jantaradas (sempre muitas, graças a Deus), programas com amigas/os, idas ao cinema, aulas de dança e/ou noites dançantes. Bem, fazemos outras coisas, mas bottom line ficamos muitas vezes em casa na época mais fria do ano. E a nossa companhia tem sido cada vez mais as séries em detrimento dos filmes.

Estas duas acho que ainda não tinha mencionado aqui. A primeira temos seguido na Fox Life, e cada semana gosto mais da personagem da Julianna Margulies - uma rocha. E as séries de advogados sempre foram das minhas preferidas, wonder why.

A segunda, bem, depois de termos lido este post, o M. disse-me que tinha já há algum tempo o piloto para experimentarmos, mas que andava a dar prioridade às habituais. Só vos digo, depois de vermos o piloto ficámos automaticamente fãs. Já vamos no 7º episódio e ainda não perdeu a piada. Muito bom.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Do jogo de ontem

Que eu nem sequer vi, porque sinceramente aprendi a lição: foram anos que cheguem a "sofrer do coração" à conta do futebol. Claro que depois de saber o resultado já fui ver resumos, comentários, notícias e tudo o que mais venha. Porque este amor que se tem pelo clube não morre com a idade, não morre com o distanciamento. É inato e é inerente. Por tudo isto, pelo que fizeram ontem - que foi bonito de se ver, desportivamente falando, pelo que já me deram de alegrias nesta vida, digo alto e bom som: Bibó meu Porto!

E, dito isto, não pretendo vir para aqui com piadinhas à custa de quem perdeu e por isso sofre. Aliás, gente bem próxima a mim cujo cérebro não quero trincar com essas piadinhas. Mas vou partilhar com todos, portistas, benfiquistas e demais, este texto do MEC - ultimamente, sempre o MEC -, que demonstra a classe, o fair-play, o humor inigualável deste senhor, encarnado de coração. Visto aqui.

"Que estranho complexo leva o Porto a esforçar-se tanto? Que impede o Porto de ver o Benfica como uma equipa de futebol como qualquer outra? A humilhação não é perder por pouco ou muito - a humilhação é uma equipa que já está a ganhar por 3-0 jogar como se ainda tivesse de marcar mais três para não ficar mal vista. "

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"O Benfica é como eu: vai ao Porto para não fazer nada e comer bem."

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"A bancada portista dá os parabéns a Pinto da Costa. Tem razão. O Futebol Clube do Porto é, de longe, há muitos anos, não só o melhor clube português como o único que transcende Portugal.



Ser benfiquista é ser capaz de reconhecer as verdades sem deixar que elas nos perturbem o amor e a admiração pelo Benfica."
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"Hulk marca o quinto golo. Nunca mais acaba o jogo. Só espero que o Benfica não tenha a deselegância de cair na foleirice de tentar marcar o "golo de honra". Qualquer golo do Benfica seria, neste contexto, tão patético como a sofreguidão portista de marcar três golos em cada parte.


Só falta um do Porto - mas cheira-me que o Porto não vai ser capaz.


Deve ser muito frustrante para ele."

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"Acabou, graças a Deus! Nem o Benfica foi piroso ao ponto de marcar um golo de honra nem o Porto foi capaz de marcar o sexto.



Estiveram bem ambas as equipas. O Porto esforçou-se de mais - mas não o suficiente. O Benfica nem sequer fez um esforço - mas, mesmo assim, o Porto não conseguiu marcar seis.


Pela minha parte, passarei a pensar duas vezes antes do Público me convidar a comentar Portos-Benficas."

Dermite seborreica


Não é bonito, mas é o que eu tenho. Quinta-feira passada fui à dermatologista por causa do problema de descamação de que já tinha falado por aqui. E disse-me a senhora, de quem até gostei bastante, que o meu problema é dermite seborreica. Uma inflamação crónica na pele, exacerbada pelo stress, que causa desequilíbrio na gordura da epiderme e faz a descamação horrorosa que eu estava a sentir.

É engraçado que, depois de ela o ter dito, lembrei-me de este problema já me ter sido diagnosticado há muito anos. Mas tem andado tão controlado desde que foi tratado, que nem me lembrava mais que o tinha.

E pronto, agora é lavar a pele de manhã e à noite com um produto Uriage, usar de seguida uma emulsão da mesma marca, nos primeiros 8 dias usar um corticóide para resolver a situação mais aguda, e nos seguintes adoptar um hidratante especializado para este problema. Quanto ao champô, fiquei com o Kélual/Squanorm, que ela disse ser óptimo. O que é certo é que, ao fim de dois dias de tratamento, já sinto uma enorme diferença. Yay!

domingo, 7 de novembro de 2010

Estou práqui tão quentinha


Estendida no sofá com a minha super manta de pêlo, que era mesmo isto (^^) que me apetecia para um perfeito equilíbrio. Estou tão "desconsolada" hoje. À falta de melhor, vou fazer um bacalhau com natas e um leitinho creme com canela para a sobremesa.

... and old addictions.

Temos uma relação complicada. Confesso que sou um bocadinho agarrada. Às vezes prefiro evitar o mais possível, porque se começo a ver, é certo e sabido que vou ficar apanhadinha. Os reality shows.

E não é pelo elevado nível dos programas, pela temática subjacente a cada reality show. É pela parte do reality: eu acho estes programas interessantíssimos, acreditem-me ou não, de um ponto de vista sociológico.

Quem me conhece sabe que eu tenho uma grande vertente analítica. Está fora do meu controlo, eu bem tento dominar-me mas não consigo, é a minha veia "Lua em Virgem". Eu analiso tudo, as pessoas, as posturas, repasso conversas que tive, penso em como as minhas palavras podem ter sido interpretadas...

Daí que, ao ver reality shows, aquilo que me prende é a vertente sociológica. Perceber como as pessoas se relacionam, como interagem, quem é bitch e quem é genuinamente boa pessoa, como as pessoas são quando estão sozinhas ou à vontade, e como são quando estão em grupo. Pronto, acho fascinante.

E não estou a falar do Secret Story. Felizmente consegui não me "agarrar" a esse, porque não vi o início e então agora não apanho o fio à meada. (Mas confesso que, em passando por aquele certo canal, ainda lá fico um bom bocado até dar uma chapada em mim mesma e prosseguir o zapping).

Neste momento, e já há 2 ou 3 seasons, o meu vício é o The Biggest Loser. Eu sei que muita gente vê, inclusive gente deste mundo cruel que é a blogosfera, e que muito se fala sobre isto. E, no fundo, toda esta converseta era mesmo só para introduzir aquilo que realmente quero dizer: odeio aquela Vicky. Odeio, odeio, odeio. Má até ao tutano. Interesseira, só está ali pelo dinheiro. Nem por ter dois filhos em risco de adoptarem os maus vícios dos pais, nem por ser uma séria candidata, e bem assim o marido, a ter problemas de saúde potencialmente fatais. É mesmo pelo dinheiro. E pelo dinheiro é capaz das maiores maldades e manipulações. Ai, odeio. Odeio aquele sorriso shakesperiano, como dizia o outro.

sábado, 6 de novembro de 2010

New additions



Fotos retiradas da net.