terça-feira, 12 de abril de 2011

Isto continua a preocupar-me de uma maneira

Eu sei que nunca apetece ler textos muito longos, mas esta questão é demasiadamente importante para que a ignoremos!

Na Visão de 24 a 30 de Março, vinha esta matéria que tenho de partilhar com quem não tenha lido. As análises que nela são feitas parecem-me de longe das mais certeiras que tenho visto, no sentido da recuperação do estado actual (caótico) do nosso país. Apesar das divergências ideológicas dos intervenientes na peça, todos eles concordam nas vantagens de "emagrecer o Estado e concentrar esforços no desenvolvimento da economia", em vez da insistência no aumento de impostos e cortes nos salários, pensões e prestações sociais.
"Os economistas mantêm a mesma opinião: sem redução da despesa primária pública, não há como equilibrar as contas públicas. Nem como crescer."

Os economistas:
"João Cantiga Esteves - docente no ISEG:
  • redução das 14 mil entidades que recebem subsídios (fundações/institutos)
  • corte de 30% a 40% nos consumos intermédios do Estado (governo, deputados, administração pública, etc.)
  • renegociar parcerias público-privadas (PPP)
António Bagão Félix - ex-ministro das Finanças
  • corte de 10% nas despesas do Estado
  • extinção dos governos civis, redução das empresas municipais e das PPP
  • convergência do subsídio de doença, no público e no privado
  • rescisões amigáveis na função pública
Octávio Teixeira - ex-líder parlamentar do PCP
  • redução drástica em consultoria e outsourcing
  • eliminação de institutos públicos
  • corte nos benefícios fiscais de bancos e construtoras
  • aposta no investimento público como motor do crescimento" (mas não no TGV, diz)
Os políticos:
"JSD
  • Privatizar a RTP permitiria poupar 350 milhões de euros anuais, verba que em 2009 o Estado transferiu para a estação pública
  • Suspender obras públicas (poupança de 1.125 milhões de euros): TGV e novo aeroporto de Lisboa
  • Reduzir em 53 milhões de euros despesas com pareceres, consultoria e estudos técnicos
  • Diminuir em 23 milhões de euros os gastos com seminários e publicidade
  • Extinguir governos civis evitava despender 27 milhões de euros
Bloco de Esquerda
  • Congelamento de todos os pagamentos em excesso sobre os contratos das PPP (229 milhões de euros)
  • Eliminação de empresas municipais e governos civis e fusão e reconversão de empresas públicas (ex: fusão no sector ferroviário - CP, REFER, EMEF, CP Carga - para uma gestão integrada)
  • Reforma fiscal, a partir de 2012, com a criação de 3 impostos e taxas que permitirão uma receita de 3 mil milhões de euros
  • Imposto Único sobre o Património, para que os proprietários de valores mobiliários (acções e outros) sejam tributados como os proprietários de bens imobiliários
  • Imposto sobre as mais-valias urbanísticas que decorrem de benfeitorias provocadas por obras públicas ou da alteração do registo de propriedade que permita a sua urbanização
  • Taxa de 0,01% sobre todas as operações bolsistas e de 0,05% sobre operações de compras de derivados e outros títulos over the counter, para criar um fundo de amortização da dívida."
Confesso que talvez estas últimas medidas, propostas pelo BE, sejam as que menos me dizem, porque acho que, a par ou mesmo ANTES, da implementação de novos impostos e taxas, há muito por onde ceifar: os institutos públicos e as fundações que vivem de dinheiros públicos e que nada de novo trazem na prática à nossa sociedade; os gastos avultados que o Estado despende: membros de gabinete, assessores, residências oficiais, deputados, gestores públicos, reformas exorbitantes por cada cargo que cessa; as PPP, cujas responsabilidades públicas ascendem já a 48 mil milhões de euros (cerca de 30% do nosso PIB!);os governos civis, as empresas municipalizadas, os próprios municípios e as comarcas em excesso (defendo que seria possível apostar em reformas antecipadas e relocalização dos trabalhadores em certa medida); os milhões que se gastam em consultoria, pareceres e derivados, que se pedem a amigos e custam exorbitâncias; as malfadadas obras do TGV e do novo aeroporto, que à data ainda ninguém percebeu para que servem e que nos engolem vivos; a RTP, que só dá prejuízo, gasta milhões anuais, e para a qual ainda nós pagamos todos os meses uma taxa de cerca de € 4,00 na conta da EDP!!

Será que algum dia vai haver alguém com as balls do tamanho necessário para poder implementar algumas destas medidas? Escusávamos nós de continuar a sofrer mais a cada dia, e a fazer novos furos nos nossos magros cintos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

E lá volto eu ao mesmo...

... mas eu não consigo! Adoro dança, adoro este programa, e estar perante algo tão fantástico e não partilhar... Seria demasiado triste.

Esta coreografia da season 7 do So You Think You Can Dance passou na 6a feira na gala transmitida pela Fox Life. Os protagonistas são o Twitch da season 4, que agora é um dos All-Star do programa, e o concorrente Alex Wong, bailarino solista do Miami City Ballet (portanto, de formação clássica). A coreografia de hip hop conta a seguinte história: o psicólogo (Twitch) tenta libertar o Alex da sua vertente clássica, trazendo à superfície o estilo e o swag da dança de rua. Será que consegue? Ou... se não os consegues vencer, junta-te a eles?
A coreografia é imensamente divertida e acima de tudo executada a um nível tal que nem se consegue perceber que o Alex Wong é treinado em Ballet e não um hip hopper profissional.

Vejam aqui e divirtam-se!!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Espectacular conversa da manhã de hoje

Eu: Então o senhor já pensou se vai prestar declarações ou não? É que, infelizmente para si, as impressões digitais são inequívocas...

Sr.: Impressões digitais?! Desta vez não devia haver lá impressões digitais!

(Guarda prisional ri-se entre dentes, género Mutley)

Eu: Mas há, e o exame é conclusivo.

Sr.: Aaaahhhn. Então fico é bem caladinho.

Eles é que a sabem toda, às vezes melhor que nós que por acaso até andámos uns anitos a estudar os truques do ofício.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Já fui tão feliz em... # 11


























... Peru. Junho de 2010.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Afinal, era só mais uma coisinha - do fair play

Eu sei que estamos todos a passar um mau momento financeiro, e que assim como assim sempre se poupa na conta da luz (estive indecisa entre escrever com maiúscula ou minúscula, mas pronto). Mas não havia necessidade, digo eu. Respeitinho é bonito e aprecia-se. O mérito dos vencedores, dos que venceram desta vez, é inegável para qualquer um.
Assim como é bonito que respeitemos quem desta vez não venceu - recadinho para alguns meus correlegionários.

Enfim, tudo está bem quando acaba bem.

domingo, 3 de abril de 2011

POOOOOOOOOOORRRRR...

...TOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!

Que alegria! Era só isto, muito obrigada.

Campeões, campeões, nós somos...

sábado, 2 de abril de 2011

Este fim de semana espera-me...

... um confuso e estranho misto de party e work. Ontem já ficámos fora até uma hora jeitosinha, numa festa da "minha" escola de dança. Hoje... trabalha-se, que segunda-feira vai ser um dia de morrer. Logo à noite, a festa de aniversário da empresa da minha amiga B.. Amanhã... uma pequena viagem para estar com os meus papis, mana, avós... que temos de conviver, rir e partilhar é enquanto cá estamos todos. E à noite... acabar o trabalhinho que de certeza não fica concluído hoje.

Se eu segunda-feira estiver viva e de saúde, digo-vos alguma coisa, sim? Até lá, bom fim de semana. Descansem, divirtam-se, amem a vida.