quarta-feira, 11 de maio de 2011

De como num instante se dá cabo de um serão

1- Chegar a casa e ter à porta do prédio duas garrafas de Coca-cola em cacos grandes e pequeninos, pequeninos, bem bons para ferir os pés de quem usa a sua sandaloca rasa (não era o meu caso), as mãozinhas dos pequenotes do prédio que gostam de coisas brilhantes, as patinhas do Lobito dos senhores do 2º trás. Saber quem fez o lindo serviço, mesmo sem ter visto, e já ficar danada a pensar que amanhã, antes de ir para o escritório, vai ser preciso ir com as fotografias do sucedido escrever no livro de reclamações da escola profissional que há perto. Já ninguém no prédio pode com a cambada de marmanjos a fazerem barulho e lixo na nossa entrada, a serem provocatórios com quem passa, a fumarem cenas e a deixarem autênticos tapetes de beatas de cigarro e outras no chão.

2- Já restabelecida, apresenta-se a seguinte fórmula: dois gatos estúpidos e com a mania que são macaquinhos trepadores, um frasco de 3l de Skip líquido praticamente cheio e com a tampa mal atarrachada, uma marquise cheia de tralha ao pé da máquina de lavar roupa. Uma marquise inundada de azul e de um perfume floral, um frasco de 3l de Skip líquido praticamente vazio, um monte de caixas, garrafas de vinho, uma vassoura, um aspirador e uma tomada tripla ensopados e perfumados, uma grávida aos berros, dois gatos em velocidade supersónica, a derrapar no soalho em busca de um esconderijo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Eu tenho lá culpa de estar um elefante

Como no outro dia eu disse, a verdade é que engordei 3 kgs depois de ter engravidado (já lá vão 4 meses), a acrescer aos que já trazia a mais - e que, essencialmente, não me importo com isso. Não é para mim aquilo que mais interessa de momento. Mas não consigo deixar de me sentir algo frustrada, o que acho normal, em particular quando passo por determinadas situações.

Em virtude de já não caber em 80% das minhas calças, achei que precisava de comprar um ou dois pares com que me sentisse confortável, mesmo que isso implicasse ter de comprar calças de grávida - nesta fase, as "normais" já são para esquecer. Lá decidi perder o amor ao dinheiro e investir num par para trabalhar, mais clássicas no corte e no tecido, e nuns jeans, de corte direito e lavagem escura para serem mais versáteis, que eu para os tempos livres tenho leggings, jeggings e uns jeans mais "radicais" que posso perfeitamente usar.

Sabia onde tinha de ir para encontrar roupa de grávida (um aparte: há pouca, é sempre um bocado feiosa e cara que eu sei lá, principalmente nas lojas mais conhecidas de bebé): H&M, Zara, C&A. Nesta última, não vi nada de jeito; nas duas primeiras, ainda experimentei uns pares de calças. Na H&M, acabei por não gostar muito das lavagens dos jeans, para o que pretendia. E não encontrei o tamanho certo para mim, sendo que o meu ficaria ali entre os dois maiores. Na Zara, cheguei à triste conclusão que a roupa para grávida só vem em 4 tamanhos: XS, S, M e L. Pois. XS têm eles (porque grávidas a vestir XS deve ser o que mais abunda). Mas um XL não existe - devemos ser a minoria, as grávidas espaçosas.

A sério, senti-me um alien, um elefante, uma orca nas breves horitas que durou a minha busca. Isto não pode fazer bem a uma grávida, decerto. Tamanha foi a minha frustração, que acabei por dar um dinheirão inqualificável por umas Salsa Hope. Pelo menos são giras. São muuiiiiiiito confortáveis. Ficam-me bem (dentro do possível). Mas não me escapei ao diagnóstico: o tamanho foi o maior que a marca comercializa.

E agradeço desde já às pessoas que gostam de mim a simpatia com que lhes vai apetecer comentar que eu sou uma exagerada, e que não estou assim tão mal, etc. Mas por favor não o digam, são apenas os vossos olhos que me vêem com amizade. É que contra factos não há argumentos. E eu não encontro tamanhos que me sirvam.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

E cada vez me sinto mais encorajada

Ainda não tive a oportunidade de ler o documento completo, mas as primeiras impressões com que fiquei são amplamente positivas. Como sempre sucede nestas alturas, não concordarei com tudo, mas parece-me um importante documento de orientação estratégica para a próxima década. Teria sido mais fácil apresentar um programa com vacuidades e vazio de ideias, como o PS fez. Mas a opção do PSD foi diferente. Os tempos não são fáceis, e é nestas alturas que é necessário arriscar, romper e inovar. É isso que o PSD se compromete a fazer, caso receba a confiança dos portugueses. A redução do papel do Estado e a criação de melhores condições aos privados para influenciar a vida económica é dos pilares do plano do PSD para o futuro de Portugal.

Entre as várias medidas concretas que são avançadas, muitas são coisas que há muitos anos defendo para o país. Um tema que me é muito caro é precisamente a alienação do papel do Estado na comunicação social. A venda da Lusa, da RDP e de um canal da RTP é o primeiro passo para o Estado deixar de ter presença efectiva nos media. O desaparecimento dos Governos Civis, essas instituições inúteis da organização do Estado, é outra das medidas que merece o meu aplauso. Tenho mais dúvidas sobre a redução de deputados, mas é uma discussão que pelo menos vale a pena ter. Outra das medidas emblemáticas é já anteriormente apregoada redução do Governo. Em tempos de crise, o exemplo terá de vir de cima. Não precisamos de um governo tão preenchido. A redução "drástica" do Estado paralelo (Fundações e Institutos) é uma medida urgente, que o PS nunca conseguiu concretizar. Terá de ser um governo PSD a faze-lo. Depois, o amplo plano de privatizações, que vai além do que foi acordado com a troika. Um projecto ambicioso mas fundamental para libertar o Estado de posições dominantes na economia. E por fim, os mecanismos de liberdade de escolha introduzidos na saúde e educação. Não se trata de acabar com o Estado Social, como a propaganda socrática tem vindo a difundir. Interessa sim servir os cidadãos da melhor forma possível, mantendo a protecção social de todos os que dela necessitam. O Estado precisa de ser mais pequeno, mais eficiente e melhor gerido. Esse é o compromisso do PSD.

Acredito que com as várias medidas que foram acordadas com as instituições estrangeiras, mais o programa do PSD, Portugal pode encontrar a luz ao fundo do túnel. Ninguém tem dúvidas que os próximos anos vão ser muito difíceis, mas a escolha é clara: mais do mesmo ou optar pela mudança. A escolha agora será dos eleitores.


Roubadinho ao 31 da Armada. Mais não poderia concordar. Continuo com a minha cautela de S. Tomé, mas para já continuo a gostar muito desta perspectiva. Finalmente se vê alguma proposta de mais e melhor.



Assim já começo a gostar mais do que oiço

Refiro-me a isto. Será que, finalmente, desponta uma (ainda que tímida) alternativa válida à tristeza que temos no poder? Pelo menos, finalmente, parece-me que querem seguir alguns dos caminhos certos e fazer mais e melhor do que o banditismo descarado a que temos estado sujeitos.

Mas, qual gata escaldada, resguardo-me até ter uma melhor vista do que aí vem. A ver vamos.

domingo, 8 de maio de 2011

Caras proprietárias...

... da amiga Bimby. Como já vos tenho habituado, cá vai uma pergunta nada estúpida, como o costume:

Quando querem alterar a quantidade de uma receita (por exemplo, adaptar uma receita de 4 ou 6 pessoas para 2), os tempos de confecção também têm de ser alterados proporcionalmente? É que, na minha ânsia de conhecer cada vez melhor a minha incansável colaboradora, tenho feito experiências que correram menos bem...

sábado, 7 de maio de 2011

Do Peso Pesado

Depois de 3 penosos diários (o de ontem já não vi), está decidido: não consigo. Nem quero. Tudo forçado, desde as pep talks, aos discursos dos treinadores, às salvas de palmas, às relações de profunda amizade, carinho e solidariedade entre os concorrentes que se conhecem há dois dias e estão ali todos para o mesmo, à placidez da Júlia Pinheiro, ...
Argh. Não estou mesmo para perder o meu tempo.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Recebi a minha pulseira, la la la...




Já cá tenho a minha rica pulseirinha da Damselfly, que ganhei aqui!
Adorei!

Obrigada Damselfly! E obrigada à querida Miss Star Pink por ter lançado o passatempo!

P.S. Perdão pela péssima qualidade das fotos, foram tiradas com a miserável câmara do meu telemóvel...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

16 semanas

Completei ontem 16 semanas de gestação.

Se me sinto diferente? Muito. A nível físico, claro, o corpo vai mudando. Estou ainda mais gordinha, mas sinceramente não me importo. Acho que uma pessoa fica naturalmente assim, completamente apaixonada por este mini-ser que aqui está, e só pensa no bem-estar dele e em que ele cresça feliz e saudável lá no seu pequeno T1.

Receios? Os naturais: de não ser capaz de providenciar por tudo o que traga o bem-estar do meu filho/a, o de não ser, eventualmente, uma mãe capaz ou disponível, o de perder a individualidade, a personalidade, de ser incapaz de falar de outro assunto a não ser de fraldas e percentis. Mas são apenas pequenos receios. Acho que me vou tornar uma mãe leoa, não uma mãe galinha, mas uma mãe de um género animal mais representativo da força e da confiança que sinto a crescer em mim junto com a minha cria cá dentro. Quero ser uma mãe presente, uma mãe que trabalha (e certamente muito), mas que não coloca essa vertente em posição prioritária. Essa, nada a não ser a minha família ocupará. Quanto aos receios mais "normalitos", o corpo, as minhas (já poucas de momento) indulgências - viagens, saídas, compras, refeições fora - sinto que não me faz complicação absolutamente nenhuma a hipótese de abdicar delas. Como de início terei de fazer. E eventualmente, terei tempo de voltar a elas.

Enfim, a maternidade em si é uma viagem. É a viagem que estou a começar. E acho que nenhuma outra, até hoje, me deu tanto gosto planear.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Eu também vi...

... o Peso Pesado. Sendo uma fã incondicional do formato americano, não poderia deixar de comentar aqui o primeiro episódio do nacional.

Antes de mais, houve partes que achei hilariantes, embora duvide que pelos melhores motivos... Aquela ideia do comando... não era má ideia, a execução é que [pronto]. Estava eu toda entusiasmada a pensar que iríamos ter uma réplica da season 4 do TBL U.S., em que os rejects são "apanhados" por uma treinadora duríssima - a Jillian, que eu achava que ia ser, na nossa versão, aquele comando - e a meio da temporada voltam todos sarados para competir com os coitados que estiveram no rancho o tempo todo... e afinal foi aquilo, que eu nem percebi lá muito bem. A não ser que foi hilariante. Eu estava a ver que o comando (telegenia zero) ainda ia apanhar no nariz.

Do formato original sei que sou fã. Do "nosso"... estou para ver. Mas defendo que, apesar de a estrutura do programa se manter igual (as pesagens, os critérios, os desafios, as tentações), se deveria tentar criar alguma identidade. O facto de se passar numa herdade ajuda, claro. Mas não gostei nada de ver a imitação que os treinadores fizeram dos americanos, nem o "telepontismo" exagerado, nem a entoação teatral, mesmo quando não se estava a ler. Naturalidade acima de tudo, sempre! Nem que não se berre tanto, nem que o diálogo saia mais coloquial...

Enfim, esperemos para ver. Por enquanto, vou continuar a seguir.

domingo, 1 de maio de 2011

À minha Mãe

Um grande beijinho. Sei que ela não me lê, e que o vai receber em pessoa, junto com um mega-abraço e mais umas brincadeiras que ela detesta e que eu faço só para a melgar e por isso ela já adora... mas fica aqui dito e registado. Porque lhe dou esse valor, e porque ela é o meu doce.

A todas as Mães, às minhas avós, às minhas amigas mães, à minha sogra, outro grande beijinho. Porque todas, de algum modo, me servem de inspiração na caminhada que vai agora começar.

Este é o meu Dia da Mãe número zero. Aquele em que ainda sou mom-to-be, mas em que já me sinto Mãe com todas as suas poucas letras, com todas as minhas imperfeições, com todo o amor do mundo.