sábado, 6 de agosto de 2011

E a barriga?

O que eu gosto da minha barriga agora. Enorme, branquela, empinada. Ficava horas a olhar para ela. Aliás, é o meu mais recente passatempo. Ando em casa de t-shirt levantada. Está bem que tenho sempre um calor que abafo, mas confesso que em parte é porque gosto de olhar para ela. Vê-la a fazer ondinhas alienígenas, a dar saltos. Estou doente, não estou?

Eu e a minha personalidade de matrafona

Sinto-me definitivamente a pessoa mais desleixada e menos vaidosa deste planeta. Devo ser a única grávida que conheço que não podia importar-se menos se os soutiens de amamentação são horrorosos, e deixam o peito com um formato assim para o estranho, e não configuram lingerie de jeito. Eu já os uso há mais de um mês e sinto-me imensamente confortável neles, o que para mim neste momento é mesmo um plus. E nem os acho assim tão feios - aos meus, pelo menos.

Não podia importar-me menos com a falta de estética das cuecas descartáveis que comprei para levar para a maternidade. Ups, peço desculpa, estou a falar demais? Não deixa de ser uma realidade, na maternidade pedem-nos para levar cuecas descartáveis. And I could care less. Face à miríade de desgraças que poderiam acontecer à minha amada - e criteriosamente escolhida - roupa interior naquele contexto, mil vezes a força prática de roupa interior de usar e deitar fora.

Também não poderia importar-me menos com as feiosas das camisas de dormir com botões que nos mandam levar. O mercado não ajuda, é verdade, no nicho das camisas de dormir com botões a oferta é francamente má. São feias, sem forma, sem jeito nenhum. E eu não estou nem aí.

Fico preocupada - afinal a minha vaidade feminina anda mesmo esparramada nos chãos da rua da amargura. Passa-me a preocupação em cinco segundos: realmente, não sei por quê, não quero saber disso para nada. Mas que haja alguém que me pregue uma valente bofetada se, depois de o meu filhote já estar do lado de cá, a coisa não se compuser. Aí uns três mesitos depois, vá.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Nem acredito que caí nesta

Eu, que sou tão crítica quanto às falsas citações atribuídas a Fernando Pessoa e outras do género, nem acredito que, a crer neste texto, caí tão facilmente nesta. Até sinto vergonha. E realmente há algumas coisas que me escaparam, francamente mal escritas, o que só denota que os meus radares não estão tão bem afinados como costumavam. Oh well. Fica o desmentido.

O poder e a riqueza das palavras

"Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
...Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais..."

Clarice Lispector

Ler do início para o fim, ou do fim para o início. O sentido mudará por completo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Pronto, mais cedo falasse...

Acabo (acabamos todos) de receber comunicado da Ordem a informar que "ah, e tal, achamos muito mal ficar tudo sem receber por causa de alguns casos". Então há já na calha uma negociação com o MJ.

Estou para ver.

E já agora, senhores da Ordem que sois tão reivindicativos: que tal começarmos a pensar em pressionar o Estado para nos pagar os devidos juros pelos atrasos nos pagamentos? Se o contrário se verifica, não vejo por que razão não haverá o Estado de ser penalizado pelas suas moras. É que não me cabe.

"Diz que"

O Ministério da Justiça detectou um número de irregularidades na instrução de processos judiciais instaurados ao abrigo da legislação que regula a concessão de Apoio Judiciário, com implicações directas no valor em dívida aos patronos e defensores oficiosos.

​Em reunião entre a Ministra da Justiça e o Bastonário da Ordem dos Advogados, realizada hoje, foi consensualizada a necessidade de se fazer uma avaliação rigorosa e exaustiva das situações existentes.

Tal medida decorre do imperativo de moralização e racionalização do sistema de Apoio Judiciário, tendo em vista a melhoria dos serviços prestados aos cidadãos carenciados, preocupação que foi evidenciada pela Ministra da Justiça e pelo Bastonário da Ordem dos Advogados.

Perante a situação detectada e de forma a acautelar o interesse público e a dignidade dos profissionais envolvidos, foi decidido promover uma auditoria conjunta entre o Ministério da Justiça e a Ordem dos Advogados aos processos registados e aos actos processuais efectivamente praticados no âmbito desses processos.


Por outras palavras, diz que o MJ não vai pagar para já aos advogados que trabalham no patrocínio oficioso, porque tem indícios de que haja gente a cobrar honorários/despesas/eu-sei-lá-o-quê muito acima daquilo a que teriam direito.
O MJ não paga a ninguém enquanto perdurarem as auditorias.

Por mim podem fazer as auditorias que quiserem, que eu não temo porque não devo, felizmente. No patrocínio oficioso não cobro quaisquer despesas (embora se tenha mais do que direito a elas, mas isso dava outro post), ando por vezes anos com um processo para no final receber um valor risível, visto sempre a camisola e tento o mais possível ajudar o beneficiário, para uns 50% das vezes a confiança ser abusada, e eu ser desrespeitada pelo mesmo, se não enxovalhada, e ouvir coisas do género "vai fazer o que eu lhe estou a mandar, porque você está aí para trabalhar para mim!".

Por isso, podem auditar, estejam mesmo à vontade. Eu não fico rica com o valor que tenho pendente. Pagava-me umas férias, umas 4 prestações de casa, isso pagava. Fazia-me jeito, é meu porque trabalhei por ele, mas não é por causa dele que fico mais pobre, aliás já nem faço conta dele. Podem auditar toda a gente, estejam à vontade.

Não venham é dizer que estas irregularidades não foram tão convenientemente detectadas devido ao estado dos cofres do Estado. Que estão... cheios a abarrotar, toda a gente sabe.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

I feel like...


... doing nothing. Absolutely nothing. That's how freaking tired I am.

Acho mesmo que estou a atingir um limite. Um novo limite. Deve ser por estar a viver tudo por dois, I suppose.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Uma dúzia de álbuns que, antes dos meus 30, quase gastei de tanto ouvir de ponta a ponta mal lhes pus as gadanhas em cima

Não representa qualquer tipo de coincidência que a maioria destes álbuns tivessem aparecido na minha adolescência/early twenties...


[1970] Ainda não era nascida quando este álbum foi lançado, no entanto os The Doors foram a minha primeira paixão musical, explorada até ao tutano. Fascinava-me a personalidade e a escrita de Jim Morrison, aquela personalidade torturada e desviante de Rei Lagarto, a música diferente, com uma sonoridade totalmente distinta, inclusive dos seus contemporâneos. Tive todos os álbuns, todos os livros, todo o merchandising, incluindo uma fotografia dita revelada de um negativo original. Mas acho que não ouvi nenhum outro, tantas vezes como este. A minha preferida: You Make Me Real.


[1987] O meu primeiro álbum de eleição dos U2. Todas as músicas neste álbum eram (são) boas. A minha preferida: Running To Stand Still.


[1988] Tive de retirar um lugar a um outro artista para pôr aqui este segundo álbum U2, até porque estava em dúvida se não o teria passado ainda mais que o anterior. A minha preferida: Angel of Harlem ou All I Want Is You, não consigo escolher.


[1991]Nunca fui uma fã fervorosa dos Nirvana, à excepção deste álbum. A minha preferida: In Bloom.


[1991]Pearl Jam sim, continuou ao longo dos anos a fazer parte das minhas playlists. A minha preferida: Black.


[1993]O que eu suspirei com este álbum. E dancei. E abanei o esqueleto com as guitarradas. A minha preferida: Is There Any Love In Your Heart?


[1994] Uma descoberta tardia, mas uma paixão eterna. A minha preferida: Lover, You Should've Come Over.


[1995] Nunca um lingrinhas copo de leite imberbe me tinha provocado pensamentos impuros antes do Jarvis Cocker. A minha preferida: Underwear, ou I Spy, ou Pencil Skirt, ou Something Changed, ou Disco 2000... que tal todas?


[1995] A rebeldia neste álbum fez-me identificar naquela altura. A minha preferida: Your House (hidden track)


[1998]Nunca tinha sido a maior fã de música portuguesa. A partir deste álbum, comecei a perder determinados preconceitos (ou pré-conceitos). A minha preferida: difícil decidir. Talvez Breathe.


[2004] Foi assim um amor à primeira escutadela. A minha preferida: Bedshaped.


[2004] Nada a ver com o resto, eu sei. Talvez um pouco de comic relief no final? O que eu sei é que seria desonesta se não incluísse este álbum. Uma difícil mudança na minha vida acarretou uma fragilidade que esta música de alguma forma soube confortar. E nunca mais deixei de gostar deste álbum! Os que se seguiram... nem tanto, digamos assim. A minha preferida: Everytime I Look At You.

Oh pá avisem-me se estiver a ficar chata

Mas acho que descobri a receita para a cura da azia: uma bola de gelado (no caso, de meloa).

Ooooooooohhhhhhhhhhhh que sacrifício.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

E já se foram embora...

... o senhor da manutenção e 53 dos meus euros.