Odeio. Odeio. Odeio. Vão lá comparar para o caracinhas. Inicialmente, eu ficava tristonha ou preocupada quando me diziam determinadas coisas, agora é mesmo para o caracinhas. A saber:
- Andou tarde (segundo os experts que opinavam sobre o assunto; na realidade, começou a procurar andar sozinho aos 13 meses)
- Vai falar tarde [aos 16 meses é só árabe, mandarim ou klingon, ainda não percebi muito bem, interrompido por uns "táqui", "tou" (xau), "qué qué qué quééééééé" (quero), e em desespero de causa "mã", quando eu não respondo aos outros monossílabos que ele usa para chamar por mim. Já não diz olá, quem é?, e outras coisas que já lhe ouvimos. E a última moda é "oh, nãããão", que lá ouviu nalgum desenho animado. Só diz o que quer e lhe apetece.]
- Muitas noites mal dormidas, muuuuuuiiiiiiiiitasssssssssss, no cadastro
- 3 meses de cólicas ou choro de fim de dia ou lá o que os pedis chamam ao que acontece com alguns putos nos primeiros meses - tudo porque eu "não tive as dores, então passaram para o menino", whatever that means
- Não é uma criança gorda, até é para o miudito, o que para algumas pessoas parece querer dizer que o meu filho é subnutrido, ou que são os gordooos dos pais que lhe comem o Cerelac
- Já não tanto no mundo das comparações como no das opiniões geralmente não solicitadas, o miúdo ainda continua a mamar, o que para algumas pessoas explica que ele não seja uma criança de grande peso; para outras, quer dizer que o meu filho é um dependente que tão cedo não vai largar a saia da mãe; também já ouvi (esta muitas vezes) que, como a partir de x altura o leite materno já não traz nada de bom, já lhe devia ter sido retirado o vício da mama; e, saving the best for last, que eu sou uma hippie que vive sem qualquer qualidade de vida por ainda amamentar o meu filho - esta, a mais recente e que me arrancou o maior exercício de auto-controlo dos últimos tempos.



