sábado, 30 de novembro de 2013
E é isto
Depois de o miúdo ter ido para a cama, tenho aqui o intercomunicador sempre a dar sinal de vida. Por causa dos roncos do pai, que até aposto adormeceu primeiro que o puto.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
O melhor do meu dia...
... hoje também foi o pior. Lamento, mas hoje não consigo mesmo imprimir o tom positivo que esta rubrica propõe.
Sinto-me triste por não conseguir que a minha mente se sobreponha à minha matéria. Porra, sim, vou falar de dietas e de comida responsável e disso tudo. Eu não sou uma gorda da espécie blogosférica, não tenho 5 kgs a mais que urge perder, sob pena de não ter uma thigh gap que mereça ser fotografada ou de ficar com borreguitas a sair do cós das calças. Eu tenho 23 kgs para perder. Há 7 meses tinha 25, há 5 meses tinha 17, e hoje tenho 23. É esta a velocidade com que o peso se aloja e desaloja no meu lombo. Sei que eles estão ali e quero-os dali para fora. Respiro como uma grávida em fim de tempo, perco o fôlego ao segundo lanço de escadas e estou, basicamente, cansada e miserável o tempo todo. Infelizmente, a minha mente não se sobrepõe à minha matéria, teima em dizer-me que estou exausta depois de um dia a olhar para artigos e contratos e merdas, e que ir trocar de roupa, quase morrer no meio das magras que olham para a minha cara afogueada com desdém, tomar banho e trocar de roupa outra vez, e correr para fazer a casa funcionar antes de aterrar para mais uma voltinha é simplesmente inútil; e teima em dizer-me que não me apetece pensar em coisas boas e não calóricas para fazer para o jantar, quando há toda uma miríade de coisas calóricas, saborosas, rápidas e fáceis que me vêm à cabeça em três tempos. Teima em dizer-me que o meu filho é o castigo que é para comer, que as poucas coisas de que gosta incluem arroz e massa, e que estar, no fim de um dia, a fazer duas comidas para uma só refeição é trabalho que não me apetece nem compensa fazer. E, acima de tudo, e o mais grave de tudo, teima em não me deixar sair deste estado de espírito que me agrilhoa. Estou viciada, adicta. Comporto-me como uma drogada quando se trata de açúcar. A minha mente não se sobrepõe à minha matéria. E hoje estou em baixo e triste, porque não sinto a vontade de mudar, nem a vontade de ficar assim, neste corpo que me repugna ver. Ele não é meu, é um fat suit que a minha mente fraca me deu e não consigo tirar. Já sei, já sei, parte tudo da força de vontade, mas merda para isto tudo. Hoje não há, hoje falhei e errei, e aquele momento que foi o melhor do meu dia, como se uma dose de cavalo entrasse alucinante e libertadora na minha veia, foi também o pior.
Sinto-me triste por não conseguir que a minha mente se sobreponha à minha matéria. Porra, sim, vou falar de dietas e de comida responsável e disso tudo. Eu não sou uma gorda da espécie blogosférica, não tenho 5 kgs a mais que urge perder, sob pena de não ter uma thigh gap que mereça ser fotografada ou de ficar com borreguitas a sair do cós das calças. Eu tenho 23 kgs para perder. Há 7 meses tinha 25, há 5 meses tinha 17, e hoje tenho 23. É esta a velocidade com que o peso se aloja e desaloja no meu lombo. Sei que eles estão ali e quero-os dali para fora. Respiro como uma grávida em fim de tempo, perco o fôlego ao segundo lanço de escadas e estou, basicamente, cansada e miserável o tempo todo. Infelizmente, a minha mente não se sobrepõe à minha matéria, teima em dizer-me que estou exausta depois de um dia a olhar para artigos e contratos e merdas, e que ir trocar de roupa, quase morrer no meio das magras que olham para a minha cara afogueada com desdém, tomar banho e trocar de roupa outra vez, e correr para fazer a casa funcionar antes de aterrar para mais uma voltinha é simplesmente inútil; e teima em dizer-me que não me apetece pensar em coisas boas e não calóricas para fazer para o jantar, quando há toda uma miríade de coisas calóricas, saborosas, rápidas e fáceis que me vêm à cabeça em três tempos. Teima em dizer-me que o meu filho é o castigo que é para comer, que as poucas coisas de que gosta incluem arroz e massa, e que estar, no fim de um dia, a fazer duas comidas para uma só refeição é trabalho que não me apetece nem compensa fazer. E, acima de tudo, e o mais grave de tudo, teima em não me deixar sair deste estado de espírito que me agrilhoa. Estou viciada, adicta. Comporto-me como uma drogada quando se trata de açúcar. A minha mente não se sobrepõe à minha matéria. E hoje estou em baixo e triste, porque não sinto a vontade de mudar, nem a vontade de ficar assim, neste corpo que me repugna ver. Ele não é meu, é um fat suit que a minha mente fraca me deu e não consigo tirar. Já sei, já sei, parte tudo da força de vontade, mas merda para isto tudo. Hoje não há, hoje falhei e errei, e aquele momento que foi o melhor do meu dia, como se uma dose de cavalo entrasse alucinante e libertadora na minha veia, foi também o pior.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
O melhor de hoje...
... foi o meu final de dia, a dois, com o meu mais-que-tudo-pequenino. Ouvi-lo dizer "o pi" e "o bola" para se referir ao pê e ao bê de bola do tapete de letras em que brinca. O olhar fixo e resoluto de quem pensa "goto de ti mamã", seguido de um beijo rechonchudo.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
O melhor dos meus dias
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Retomar os velhos e bons hábitos
Quando era pequena, era uma leitora de mão-cheia. Aprendi a ler com três anos. E cedo passei das Anitas, coelhinhos, Condessas de Ségur, fábulas, contos de fadas e demais livros fofinhos de capa dura e cheios de ilustrações para os Cincos, Setes, Uma Aventuras, Patrícias, Clubes das Chaves, As Gémeas (começa aqui o meu gosto por literatura policial/mistério) e outros que não me lembro. Ao mesmo tempo, tornei-me ávida consumidora de BD - numa primeira fase os Disney e o Maurício, quando entrei para o ciclo preparatório a biblioteca escolar trouxe-me o Quino, o Goscinny e o Uderzo, e o Hergé. Até entrar para o secundário, posso afirmar com segurança que lia vários livros por semana. Era como eu ocupava a maior fatia do meu tempo livre.
No secundário e faculdade, o meu tempo livre encolheu misteriosamente, ou algo se passou. Ainda assim, não deixei de ler, e continuei a um ritmo saudável - pelo menos um livro por mês. Durante toda a minha vida, na minha mesinha de cabeceira sempre morou um livro, pelo menos.
E assim continuou até ter conhecido aquele que é hoje o meu marido. De repente, vi-me muito mais enredada na internet (porque passei a tê-la em casa desde que ele veio morar comigo), vi-me a acompanhar séries (coisa que anteriormente só fazia se passassem nos quatro canais abertos, e com sorte), e em geral passei a não ter disponibilidade para ler. Pior: com a passagem do tempo e a acomodação do cérebro à fast food intelectual, deixei de ter vontade, concentração e capacidade para a leitura.
Agora, com um filho de dois anos cuja maior obsessão na vida é gritar "papámamãpapámamã" assim mesmo, tudo junto... nem sequer tenho possibilidade de o fazer em 90% do meu tempo de não-trabalho. [e para dizer a verdade, gosto de poder brincar com ele enquanto ele quer tão intensamente brincar connosco][mas também gostava que ele se entretivesse sozinho às vezes, só por uma horinha, e me deixasse aproveitar um bocadinho de uma manhã ou tarde de sorna no sofá, com um livro e uma caneca de chá]
Bom. Isto tudo para dizer que urge retomar os velhos e bons hábitos, e que o meu cérebro me pede desesperadamente para recomeçar a ler. Nem que o tenha de fazer à noite, quando já estou perdida de todo, e consiga ler apenas uma página antes de tombar para o lado. Estava a tentar pegar num García Márquez que está em lista de espera há muito tempo - O Amor em Tempos de Cólera - mas acho que é melhor virar-me para uma história com menos personagens e mais suspense, para me agarrar e fazer o cérebro voltar a carburar em condições.
No secundário e faculdade, o meu tempo livre encolheu misteriosamente, ou algo se passou. Ainda assim, não deixei de ler, e continuei a um ritmo saudável - pelo menos um livro por mês. Durante toda a minha vida, na minha mesinha de cabeceira sempre morou um livro, pelo menos.
E assim continuou até ter conhecido aquele que é hoje o meu marido. De repente, vi-me muito mais enredada na internet (porque passei a tê-la em casa desde que ele veio morar comigo), vi-me a acompanhar séries (coisa que anteriormente só fazia se passassem nos quatro canais abertos, e com sorte), e em geral passei a não ter disponibilidade para ler. Pior: com a passagem do tempo e a acomodação do cérebro à fast food intelectual, deixei de ter vontade, concentração e capacidade para a leitura.
Agora, com um filho de dois anos cuja maior obsessão na vida é gritar "papámamãpapámamã" assim mesmo, tudo junto... nem sequer tenho possibilidade de o fazer em 90% do meu tempo de não-trabalho. [e para dizer a verdade, gosto de poder brincar com ele enquanto ele quer tão intensamente brincar connosco][mas também gostava que ele se entretivesse sozinho às vezes, só por uma horinha, e me deixasse aproveitar um bocadinho de uma manhã ou tarde de sorna no sofá, com um livro e uma caneca de chá]
Bom. Isto tudo para dizer que urge retomar os velhos e bons hábitos, e que o meu cérebro me pede desesperadamente para recomeçar a ler. Nem que o tenha de fazer à noite, quando já estou perdida de todo, e consiga ler apenas uma página antes de tombar para o lado. Estava a tentar pegar num García Márquez que está em lista de espera há muito tempo - O Amor em Tempos de Cólera - mas acho que é melhor virar-me para uma história com menos personagens e mais suspense, para me agarrar e fazer o cérebro voltar a carburar em condições.
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Olha qu'isto...
Agora é que o Lidl nunca me irá oferecer o pequeno-almoço na cama
Mas tenho de fazer o serviço público de avisar que os rissóis de camarão e lagosta, para fazer um poema, saíram uma grande bosta.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Land of opportunity
Ao olhar para um determinado processo à minha frente, e à categoria de valores que são pedidos a título de indemnização por uma queda sem consequências de maior, só me ocorre que chegámos aos USofA e ninguém me avisou.
O desgosto que me deu
Alguém me conta o que aconteceu ao Poplex? Tenho tantas saudades da Rachelet.
Dizer isto é muito creepy?...
Dizer isto é muito creepy?...
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